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Pesquisa: 64% dos brasileiros entendem que a decisão a respeito do aborto deve ser da própria mulher


A organização Católicas pelo Direito de Decidir acaba de lançar ebook contendo as três partes da pesquisa encomendada ao IBOPE Inteligência, realizada em fevereiro de 2017. Entre os principais dados estão a revelação de que 64% dos brasileiros entendem que a decisão a respeito do aborto deve ser da própria mulher, o crescimento notável do percentual de brasileiros que discorda da prisão de mulher que recorreu ao aborto e que maioria da população brasileira é favorável à Educação Sexual nas escolas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de fevereiro de 2017. Foram entrevistados 2002 brasileiros com 16 anos ou mais, em 143 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%.

Judith Butler e o medo da igualdade


A filósofa Judith Butler esteve no Brasil em 2015 para participar do I Seminário Queer, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. De volta ao País, a repercussão de sua vinda não ficou restrita ao meio acadêmico e militante familiarizado com a teoria queer. Antes mesmo de sua chegada, a norte-americana teve a oportunidade de experimentar o que costumamos chamar de tempos sombrios.

Butler é professora dos departamentos de Retórica e de Literatura Comparada e codiretora do Programa de Teoria Crítica da Universidade da Califórnia. A pensadora retornou ao Brasil para participar de dois eventos, com temáticas distintas.

VII Fórum da Internet no Brasil


O VII Fórum da Internet no Brasil (conhecido também como o "IGF brasileiro") será realizado no Rio de Janeiro de 14 a 17 de novembro.

Faça sua inscrição para o evento. Somente pessoas inscritas poderão ter acesso ao local, e inscrevendo-se antes você colabora para evitar atrasos nos dias das atividades. Segue abaixo um passo a passo de como realizar sua inscrição:

O MTST é gente arrancando a vida com as mãos


Em pleno 2017, período que deveria ser democrático no país, os sem-teto enfrentaram a censura que proibiu Caetano Veloso de realizar um show no acampamento do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, na última segunda (30), mas isso não tirou a coragem dessa gente que já na madrugada da terça (31), enfrentou 23 km de caminhada, quase 10 horas de asfalto, calçadas, buracos, sol, chuva, frio e calor pra reivindicar moradia ao governador Geraldo Alckmin.

Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil; estupros aumentaram 3,5% em 2016


Uma mulher foi assassinada a cada duas horas em 2016 no Brasil, segundo levantamento feito pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta segunda-feira (30). No ano passado, o Brasil atingiu o recorde de assassinatos: 61.619.

Em números absolutos, 4.657 mulheres perderam a vida no país. Apesar disso, apenas 533 casos foram classificados como feminicídios mesmo após lei de 2015 obrigar registrar mortes de mulheres dentro de suas casas, com violência doméstica e por motivação de gênero.

Jornada Continental lança convocatória para Encontro Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo


O evento acontecerá em Montevidéu nos dias 16 a 18 de novembro de 2017 para unir os movimentos sociais contra o avanço do neoliberalismo

Baixo o slogan “Nenhum passo para trás! Nós, povos, continuamos em luta!”, movimentos e organizações sociais e diversas expressões do campo popular da região estamos construindo um processo de articulação e lutas contra a ofensiva dos setores conservadores e do capital no continente.

Em 2016, mobilizamos ações em dezenas de países que marcaram nossa rearticulação após o Encontro de Havana, onde nos reunimos em novembro de 2015 para comemorar 10 anos da derrota da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Nesse processo, continuamos a impulsionar nossas resistências e nossas propostas para uma sociedade estruturada sobre os princípios da igualdade, da autodeterminação dos povos, da autonomia das mulheres, das/os trabalhadores, das/os camponeses, dos povos indígenas, com justiça social e ecológica.

Um estudo do Google revelou um aumento de pesquisas relacionadas a temas como feminismo, racismo e a causa LGBT


Assuntos ligados à diversidade sexual, racial, de gênero e religiosa nunca foram tão procurados pelos brasileiros na internet. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Google BrandLab, que analisou pesquisas feitas no buscador e no YouTube, plataforma de vídeo que pertence à empresa de tecnologia.

Embora tais temáticas já estivessem em pauta há algum tempo na rede, os dados divulgados pelo Google demonstram elevações consideráveis em 2017, mesmo sem o ano ter chegado ao fim. As buscas nos primeiros cinco meses de 2017 por feminismo no Google, por exemplo, já acumulam o dobro de volume do que no ano de 2012 como um todo. Ainda em relação a 2012, a procura pelo termo “empoderamento feminino” foi quatro vezes menor em relação a este ano. Além disso, a busca pela expressão “igualdade de gênero” subiu 50% entre agosto de 2016 e este mesmo mês em 2017.

“O que vemos em 2017 é o feminismo alcançando volumes de busca equivalentes ao do racismo, que historicamente é o tema mais discutido no Brasil quando se fala em diversidade”, observa Amanda Sadi, gerente de Insights do Google BrandLab São Paulo.

Mães protestam contra ração humana de Doria em ato em São Paulo


Mães com filhos matriculados no ensino público da rede municipal paulistana estão mobilizadas contra a distribuição da “ração humana” do prefeito João Doria (PSDB) na merenda escolar. Elas organizaram para ontem (19) o “Primeiro Ato Contra Ração Humana na Merenda de Nossos Filhos”. A manifestação, que conta com mais de 7 mil interessados inscritos no Facebook, começou às 18h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, região central da capital.

Professores, alunos, pais e artistas ocupam a Av. Paulista em defesa da educação


Educadores, estudantes e suas famílias comemoram o Dia dos Professores na Avenida Paulista neste domingo (15) com ato em defesa da escola pública inclusiva e de qualidade. Com muita música, o evento também marca o lançamento do Movimento em Defesa da escola pública e da valorização dos professores, que têm sido alvos do ajuste fiscal dos governos em todas as esferas.

O bloco Ilu Obá de Min deu o tom inicial da festa, entoado o batuque africano comandado por mulheres.

Para Vicenta Maria, que participa da Apeosep, sindicato dos professores do ensino público no estado de São Paulo, o canto do grupo Ilu representa a diversidade religiosa e o respeito que deve prevalecer nas escolas: "Somos um país laico. Todas as religiões são importantes."