Acontece

A volta dos guardiões


A imagem de uma reunião de velhos senhores, anciões em conselho, sempre nos fascinou e inspira. Talvez porque os mitos nos reportem ou velhas histórias para ninar nos embalem em esperança e ideais de sabedoria, coisa tão distante no tempo presente. O fato é que lideranças se aproximam para guardar o mundo, em Brasília, vejam bem, esse caldeirão do capeta. Mas o planalto, também solo sagrado, reunirá indígenas de todos os continentes, buscando propostas e manifesto, no início de outubro, junto com representantes de organizações da sociedade civil. http://raoni.com/campagnes/Alliance/Alliance-des-Gardiens-de-Mere-Nature_presentation-fr.pdf

Centrais fazem ato em defesa dos servidores e serviços públicos nesta 6ª feira


As centrais sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central, Intersindical e Pública realizam nesta sexta-feira (15) um ato unificado em defesa dos servidores e do serviço público de São Paulo, na Praça da República, a partir das 17h.

A atividade faz parte do calendário de lutas das centrais e demais entidades sindicais do serviço público que, na última reunião do Fórum do Funcionalismo Público de São Paulo, no início deste mês, aprovaram também uma paralisação do conjunto dos servidores no dia 27 de outubro.

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo destacou que, diante da atual conjuntura, com o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, privatizações e a reforma Trabalhista - que entra em vigor a partir de novembro -, é fundamental a unificação da luta. “Conseguimos reunir a maior parte das entidades representativas do serviço público. Isso é importante não apenas para o fortalecimento da luta dos servidores, mas também na defesa da população que depende do serviço público e sofrerá com a falta de investimento na saúde, educação, transporte e segurança.”

Mães denunciam uso da Lei de Alienação Parental para silenciar relatos de abuso sexual de crianças


Ariane Leitão (esq.) fala durante o ato realizado diante do Tribunal de Justiça (Foto: Maia Rubim/Sul21)“Se nos calamos, somos coniventes. Se denunciamos, somos alienadoras”, resumia, em poucas palavras, um cartaz de uma das participantes da manifestação de mães e mulheres diante do Tribunal de Justiça, no início da tarde desta terça-feira (12), contra aplicação da Lei de Alienação Parental (LAP) (12.318/10). Sancionada em 2010, a lei tinha o espírito de, em casos de separação, manter o convívio de pais e mães com as crianças fruto da relação. Ela classifica como alienação parental a interferência psicológica, por parte de um dos genitores, que “repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.

Resistência contra a "Escola sem Partido" em Campinas


Outro capítulo contra a censura imposta pelo projeto “Escola sem Partido” se desenrolará nesta segunda-feira, 11 de setembro, na Câmara Municipal de Campinas, interior de São Paulo.

No último dia 04 de setembro, em meio a um “show de horrores”,  promovido por diversos vereadores  campineiros, foi votada e aprovada a “legalidade” do projeto considerado inconstitucional pelo próprio corpo técnico Câmara de Campinas.  A sessão foi tumultuada, repleta de cidadãos que protestavam contra a proposta de lei. A vereadora Mariana Conti chegou a colher assinaturas suficientes para a retirada da pauta de urgência de votação sobre legalidade do projeto, mas a base governista da Câmara rejeitou a proposta da vereadora.

STF inicia o mais importante julgamento da história sobre meio ambiente, na quarta (13/9)


O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta quarta (13/9), aquele que é considerado o mais importante julgamento do direito ambiental da história do país. A corte começará a analisar as quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e o PSOL contra a Lei 12.651/2012, o Novo Código Florestal.

O julgamento será iniciado com a apresentação do voto do relator, ministro Luiz Fux. Na sequência, votam, nesta ordem, Alexandre de Moraes, Édson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente Carmen Lúcia.

O Código Florestal é uma das mais importantes leis brasileiras, regulando a conservação e recuperação da vegetação nativa em mais de cinco milhões de propriedades rurais privadas e em boa parte das cidades.

Juventude Sem Terra participa em peso de vestibular na UFTM


Neste domingo (04/09), jovens de diversos estados brasileiros viajaram até a cidade mineira de Iturama para concorrer a uma das 50 vagas do curso de Agronomia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM. O processo seletivo contou com cerca de 350 inscritos, sendo que pelo menos 80% destes é de jovens do MST, outros movimentos de luta pela terra e de comunidades tradicionais, como os quilombolas.

Aguinaldo Batista, da coordenação estadual do MST, destacou a importância do curso e da participação de estudantes vindos de movimentos organizados, principalmente para a luta dos movimentos na região do Triângulo Mineiro. Aguinaldo reafirmou a motivação da juventude organizada: “Além de marcha do movimento apoiar os jovens, também serve como uma denúncia pela falta de cursos voltados à juventude do campo. Se abrirem 50 turmas de agronomia no Brasil inteiro para a juventude do campo, a gente preenche todas as vagas e ainda vai faltar lugar. Existe a intenção de fazer bem o curso e depois devolver à sociedade com serviços no campo que possam melhorar a terra e o meio ambiente, rompendo com o agronegócio e o uso de agrotóxicos na produção de alimentos”, concluiu.

Xinguanos protestam contra indicação política na Saúde


Xinguanos ocupam pacificamente o Dsei de Canarana (MT) desde o dia 25 de agosto|Kamikiá KisêdjêOs indígenas do Território Indígena do Xingu (TIX) exigem a revogação imediata da Portaria nº 2.058, que exonerou a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena, Alessandra Santos Abreu, indicada por eles no ano passado. Para o lugar dela foi nomeada Creusa Lopes Farias no lugar. Os indígenas alegam que a nomeação tem cunho político e que ela não é apta para o cargo.

Ciência no Brasil pode estar perto de sua meia-noite


Fonte: CBPF  (16/08/2017)

Em 1947, o Boletim dos Cientistas Atômicos estampou em sua capa um relógio prestes a marcar meia-noite, para ilustrar o quão perto a humanidade estava de uma catástrofe de ordem planetária – à época, imposta pelo avanço das armas nucleares. Nos últimos 70 anos, o 'relógio do dia final’, como ficou conhecido, atrasou ou adiantou alguns minutos, segundo ameaças de conflitos ou avanços rumo a um mundo mais pacífico.

Em 2017, o relógio da ciência brasileira também está se aproximando de sua ‘meia-noite’. E as consequências imediatas – e, principalmente, por incertas, as futuras – serão certamente graves não só para a comunidade científica do país, mas também para o governo e, sobretudo, para a sociedade.

Cortes que ameaçam a pesquisa brasileira repercutem na mídia


Fonte: CBPF

O mês de julho foi um ponto de inflexão no que diz respeito à atenção da sociedade em relação à ciência feita no Brasil. Infelizmente, não pelas muitas conquistas dessa cultura – já dita a mais importante do século 20 –, mas pela grave crise que ela enfrenta no momento no país. Os principais veículos de comunicação noticiaram o impacto do recente contingenciamento de 44% do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que, somado aos cortes que se acumularam nos últimos anos, coloca as unidades de pesquisa federais no patamar que estavam em 2005.

Representantes dos movimentos sociais compartilham alternativas para o Brasil


No dia 17 de agosto, aconteceu a mesa “Os paradigmas do bem viver e dos bens comuns nas práticas das organizações populares e dos movimentos sociais no campo e na cidade”, onde diversos representantes dos movimentos sociais discutiram questões que tangem suas lutas, como a questão de gênero, indígena, social, racial e ecológica.

O evento tem relação com o Projeto Novos Paradigmas: pensar, propor, difundir, desenvolvido pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) em parceria com o Iser Assessoria e com a Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil, que tem como um dos objetivos a troca de experiências entre os movimentos e a sociedade civil para a produção coletiva de novos processos de desenvolvimento para a construção de uma sociedade socialmente igualitária, economicamente justa e ambientalmente sustentável.