Acontece

Representantes dos movimentos sociais compartilham alternativas para o Brasil


No dia 17 de agosto, aconteceu a mesa “Os paradigmas do bem viver e dos bens comuns nas práticas das organizações populares e dos movimentos sociais no campo e na cidade”, onde diversos representantes dos movimentos sociais discutiram questões que tangem suas lutas, como a questão de gênero, indígena, social, racial e ecológica.

O evento tem relação com o Projeto Novos Paradigmas: pensar, propor, difundir, desenvolvido pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) em parceria com o Iser Assessoria e com a Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil, que tem como um dos objetivos a troca de experiências entre os movimentos e a sociedade civil para a produção coletiva de novos processos de desenvolvimento para a construção de uma sociedade socialmente igualitária, economicamente justa e ambientalmente sustentável.

Organizações filiadas à REBRIP assinam manifesto pela proteção das vidas no Rio de Janeiro


O Ibase, juntamente com outras entidades da sociedade civil, assina o manifesto “Pela interrupção dos tiroteios e a proteção das vidas!”,  que pede medidas para o fim da violência no Rio de Janeiro. Desta mobilização, ocorreu uma audiência pública que debateu os altos índices de letalidade em decorrência das operações realizadas pela PM, principalmente nas favelas e áreas periféricas do Rio de Janeiro, assim como as políticas de Segurança Pública do estado. Coordenada pelo Ministério Público, a audiência contou com a participação de um grupo da sociedade civil e da vida associativa carioca e fluminense, além de pesquisadores universitários, lideranças comunitárias, jornalistas e outros profissionais.

Segue o manifesto completo:

Pela interrupção dos tiroteios e a proteção das vidas!

Casa Pública abre vagas para receber repórteres internacionais


A Agência Pública convida jornalistas internacionais para participar do programa de residências da Casa Pública, o primeiro centro cultural de jornalismo do Brasil. O espaço funciona como um polo para a produção, discussão e apoio ao jornalismo independente e inovador na América Latina.

A segunda edição do programa, que oferece hospedagem e mentoria gratuita, procura apoiar jornalistas interessados em produzir reportagens em uma variedade de temas relacionados aos direitos humanos. As inscrições abrem no dia 11 de agosto e devem ser feitas pelo formulário.

A cada mês selecionaremos dois jornalistas para passarem pelo menos 15 dias morando na Casa Pública enquanto desenvolvem suas pautas. As residências vão acontecer em setembro, outubro e novembro de 2017 e em janeiro, fevereiro e março de 2018. As inscrições permanecem abertas durante todo esse período.

Seminário Mulher e Mídia debate representação feminina no Brasil


Com o objetivo de discutir a forma como a mulher brasileira é retratada nos meios de comunicação, foi realizado nesta sexta-feira (04), o primeiro Seminário Mulher e Mídia da Defensoria Pública de Mato Grosso.

O evento contou com a participação de diversos representantes do debate sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, como a jornalista Marisa Sanematso, do Instituo Patrícia Galvão, e a professora da Universidade Federal de Mato Groso (UFMT), Madalena Rodrigues, além das Defensoras Públicas Rosana Leite Antunes de Barros, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM), Maila Aletéa Zanatta Cassiano Ourives, Tânia Regina de Matos, Juliana Ribeiro Salvador, Hálleny Araújo dos Santos e Sandra Cristina Alves.

Dividido entre os períodos matutino e vespertino, os painéis de discussão abordaram os temas “Mulher e Mídia”, palestra magna promovida pela jornalista Marisa Sanematsu, que apresentou aos ouvintes cases emblemáticos de má representação da mulher em noticiários e publicidades recentes, “Defensoria Pública, Sociedade e Imprensa”, e “Igualdade de Gênero”, palestra da professora da UFMT, Madalena Rodrigues.

Guia traz orientações a rádios comunitárias para ações de fiscalização e processos judiciais


Apesar de serem importantes veículos para a promoção da diversidade e pluralidade no contexto da mídia, as rádios comunitárias ainda são alvos de ações repressivas do Estado brasileiro, como fiscalizações severas realizadas por agentes públicos e o ingresso de ações criminais na Justiça contra seus integrantes.

É para oferecer um auxílio a comunicadores e comunicadoras comunitárias nessa esfera que a ARTIGO 19 lançou na última quarta-feira (2) o guia “Rádios Comunitárias: o que fazer diante de ações de fiscalização e processos judiciais?”.

O guia traz informações sobre os pontos a serem observados durante as visitas de fiscais da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) e agentes da Polícia Federal a rádios comunitárias. Entre as informações, estão detalhes sobre as prerrogativas fiscalizatórias, as regras para a apreensão de equipamentos e orientações para possíveis ações de reparação por violações de direitos.

UM DIA PARA LEMBRAR E AGIR


Ação da Cidadania20 anos sem Betinho, Um Dia de Cidadania
12 de agosto, sábado, a partir das 11:00 - No evento em memória de 20 anos da morte do nosso saudoso Betinho, durante todo o dia, o Galpão da Ação da Cidadania será ocupado com diversas atividades para entreter todas as faixas etárias.

A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: Um olhar desde a sociedade civil


Está previsto para acontecer entre os dias 16 e 18 de agosto, em São Paulo (SP), o seminário nacional “A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: Um olhar desde a sociedade civil”. O evento está sendo preparado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) junto às suas associadas Centro de Assessoria Multiprofissional (Camp), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea); pelo Iser Assessoria; e pela Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil.

“Será uma oportunidade para reunir movimentos e diversidade. Esta atividade está articulada com todos os processos que as frentes [Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente pelas Diretas Já] vêm fazendo. Pretendemos fazer a reconstrução de uma estratégia de enfrentamento”, afirma Mauri Cruz, diretor executivo da Abong.

O vocabulário feminista que todos já deveriam estar dominando em 2017


Se você acredita na igualdade entre homens e mulheres, você é feminista. Por mais evidente que deveria parecer a esta altura, o equívoco na hora de definir o feminismoacaba dando origem a frases como “não acho que é preciso ser feminista nem machista, porque os extremos nunca são bons nem para um lado nem para o outro” (pronunciada pela celebridade espanhola Paula Echevarria) ou “esqueçamos o machismo, o feminismo, ou a puta que o pariu” (Cristina Pedroche, mais uma celebridade espanhola). Qualquer dicionário explica que “o feminismo é a ideologia que defende que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens”. Isso esclarecido, passamos a definir outros conceitos que podem ser utilizados sobre o feminismo e que continuam suscitando interrogações:

Pesquisadora de gênero denuncia ‘movimento neoconservador’


“Após o fim da ditadura e a promulgação de Constituição de 1988, quando havia a sensação de que estávamos indo em direção à afirmação de direitos relacionados a gênero, assistimos, nos últimos anos, a um contramovimento que instalou o que chamo de neoconservadorismo. É mais que a volta do conservadorismo, é um movimento declarado, que ganha visibilidade porque está instalado no Congresso Nacional”, afirmou, na tarde desta quarta, 19, a antropóloga e pesquisadora Lia Zanotta Machado, da Universidade de Brasília (UnB).

Ela participou de mesa sobre Gênero, desigualdades, educação e justiça, ao lado das também antropólogas e professoras Regina Facchini Pagu, da Unicamp, e Rozeli Porto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.