Acontece

Visibilidade Trans


Bandeira Visibilidade TransNo último dia 29 de janeiro de 2017, foi celebrado o Dia da Visibilidade Trans e uma série de eventos aconteceu pelo país, antes e depois da data, para marcar sua importância. Os Jornalistas Livres estiveram em um deles, intitulado “Família Trans”, um debate que ocorreu no centro da capital paulista, articulado pelo organizativo Transidentidades. O ato, marcado para discutir o conceito de “família”, deu voz à vivência de pessoas homossexuais, transgênero e intersexo (termo que abrange condições variadas em que uma pessoa nasce com determinadas características, reprodutivas ou sexuais, que não se encaixam na definição típica de sexo masculino ou feminino).

SOF lança na web vídeos sobre feminismo e economia solidária em São Paulo


Durante 2015 e 2016, a Sempreviva Organização Feminista (SOF) realizou as primeiras etapas do projeto “Implementação de iniciativas de geração de renda para grupos de mulheres nos Centros de Cidadania da Mulher”, em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM). Nesse meio tempo, foi responsável por ações de sensibilização, capacitação e geração de renda com mulheres para a organização coletiva e solidária da produção nas regiões dos Centros de Cidadania da Mulher (CCM).

As cinco regiões são: Santo Amaro, Perus, Parelheiros, Itaquera e Capela do Socorro, além da Ilha do Bororé. Nelas, ministrou oficinas e cursos de capacitação sobre autonomia econômica, trabalho e feminismo. Além disso, também foi parte desse processo uma Mostra de Economia Feminista e Solidária, que aconteceu na Praça das Artes, centro de São Paulo, e contou com a participação de mulheres rurais e urbanas.

Ato do MTST exige do prefeito Doria continuidade dos projetos de moradia


Dez mil pessoas, segundo os organizadores, participaram no último dia 31 da primeira manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) contra o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). O protesto é por mais agilidade da prefeitura na área habitacional e contra a violência da Polícia Militar em despejos de ocupações.

O ato teve início na Avenida Paulista, seguiu pela Rua da Consolação em direção ao centro da cidade e terminou no Viaduto do Chá, em frente à sede da prefeitura. Ao chegar no prédio da administração municipal, oito lideranças do movimento foram recebidas pelo secretário de Habitação, Fernando Chucre, e representantes da prefeitura. 

Em entrevista ao coletivo Mídia Ninja, o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, afirmou que a principal reivindicação do protesto é a continuidade dos projetos de moradia na capital. "Nós queremos que os projetos sejam licenciados e aprovados, além de haver uma política de complementação da prefeitura para viabilizar os empreendimentos de habitação popular."

Cinema de resistência busca influenciar na construção de valores da sociedade


O cinema é um grande conhecido da sociedade como forma de lazer, arte e cultura. O que muitos talvez não se deem conta é que a Sétima Arte sempre foi uma influenciadora de costumes e valores da sociedade.

“Temos que ter consciência de que o entretenimento, sem que a gente perceba, está nos incutindo valores”. A afirmação é da cineasta paulistana Tata Amaral, no debate “Cinema e Culturas de Resistências”, que aconteceu na noite do dia 19 de janeiro, durante o Fórum Social das Resistências, em Porto Alegre.

Como exemplo, ela fala que nos cinemas de ação norte-americanos, em 1990, os personagens negros sempre eram os primeiros a morrer e isso certamente reforçou o racismo ainda presente na sociedade. “É o cinema de entretenimento nos fazendo crer que as pessoas negras estão lá pra morrer”, continua.

De acordo com Tata, há um esforço para apagar a história de classes mais baixas através do poder da narrativa, fazendo com que elas sejam menos valorizadas e aceitem isso como sendo verdadeiro. “A narrativa é uma questão de lugar, de poder. Por isso certas famílias são nobres, têm direto e outras não. Porque têm história”, declara.

Coletivo argentino Ni Una Menos convoca paralisação global de mulheres


O coletivo Ni Una Menos, que nasceu na Argentina em 2015 como resposta a uma onda de feminicídios que mobilizou a sociedade, convocou nesta terça-feira uma paralisação internacional pelos direitos das mulheres, no próximo 8 de março.

A paralisação, que coincide com o Dia Internacional da Mulher, é produto de uma articulação do coletivo com mulheres de vários países em defesa de seus direitos, explicou a ativista e jornalista do Ni Una Menos Marta Dillon à rádio Télam.

A ação de rua quer denunciar em um “grito comum” que “o capital explora nossas economias informais, precárias e intermitentes. Que os Estados nacionais e o mercado nos exploram quando nos endividam”, afirma a convocatória.

O protesto, cuja proposta é uma paralisação de cinco horas, também tem como alvo a diferença salarial entre homens e mulheres, que é de 27% em média, acrescenta o comunicado.

Dillon se referiu à dificuldade das mulheres de “conciliar o trabalho remunerado com o trabalho não remunerado”, em referência às tarefas domésticas, que contribuem para trabalhos mais precários, de meia jornada, com salários mais baixos e levam a renunciar a carreiras profissionais.

Nota coletiva repudia portaria que altera demarcações de Terras Indígenas


Nota de Repúdio à Portaria MJ n.º 80/2017

As organizações abaixo-assinadas vêm manifestar seu repúdio à Portaria n.º 80/2017, expedida pelo ministro da Justiça, dado seu nítido caráter de fazer prevalecer decisões de natureza política sobre conclusões eminentemente técnicas que fundamentam o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação de terras indígenas, elaborado no âmbito da Fundação Nacional do Índio (Funai). A medida segue na linha do enfraquecimento do órgão indigenista federal, atualmente com o pior orçamento de sua história, e consiste numa forte concessão do Governo Michel Temer a bancadas parlamentares anti-indígenas, em contraposição aos direitos ligados à vida dos povos indígenas do Brasil, notadamente o direito originário às suas terras tradicionais.

Vagão Rosa: Nota do Fórum de Mulheres de PE contra medidas que segregam as mulheres nos transportes coletivos


Cartaz escrito vagão rosa não é a soluçãoNOTA DO FMPE CONTRA MEDIDAS QUE SEGREGAM AS MULHERES NOS TRANSPORTES COLETIVOS E CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!

Em setembro de 2016, por ocasião do aumento do número de estupros e feminicídios em Pernambuco, o governador do Estado, Paulo Câmara, por incompetência em resolver esta onda de violência contra as mulheres ou por puro preconceito de gênero, declarou à imprensa que as mulheres deveriam evitar sair às ruas. Sua declaração revelou o que ele pensa, mas não declara: A culpa é da vítima!

MPL abre sequência de atos em 2017


Como virou tradição, o ano da militância em São Paulo se inicia, não com a marcação do calendário, mas sim com os atos do MPL (Movimento Passe Livre) contra os aumentos da tarifa. Desde 2013 até 2017 – exceto em 2014, todo ano, no começo de janeiro, algumas milhares de pessoas vão para a rua lutar pelo seu direito de ir vir, que acaba sendo barrado pelos aumentos abusivos (como diz a própria decisão judicial que barrou aumento deste ano).

Verdade à tona


Em relatório encaminhado ao governo brasileiro em novembro de 2016, o Subcomitê de Prevenção à Tortura da ONU (SPT, na sigla em inglês) já havia alertado sobre o risco de mortes no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus (AM), onde 56 pessoas foram brutalmente assassinadas na semana passada.

Apesar de não terem entrado no complexo, os especialistas apontam no documento para doze mortes ocorridas na unidade em 2012 e afirma que a superlotação do estabelecimento já indicava a possibilidade de que um episódio semelhante ocorresse a qualquer momento no local.

“O Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, cuja a capacidade é de 450 vagas, mantinha 1.203 detento no momento da visita do Subcomitê. Nesta prisão, 12 presos foram mortos em 2002. A atual superlotação do local aumenta o risco de que um incidente similar possa acontecer a qualquer momento”, cita trecho do relatório.

Movimento feminista anuncia nova jornada de lutas pela legalização do aborto


A discussão sobre legalização do aborto voltou à pauta nacional nas últimas semanas após uma sucessão de acontecimentos. Na última quarta-feira (7), foi instalada na Câmara dos Deputados uma comissão especial, formada por parlamentares da bancada conservadora, com objetivo de inserir no texto constitucional que o direito à vida é inviolável desde a concepção. Em reação ao posicionamento dos deputados, militantes do movimento feminista anunciaram o começo da jornada de lutas pela descriminalização e legalização do aborto no Brasil. Em várias cidades, atos e manifestações estão acontecendo a fim de pressionar os parlamentares para que a medida não avance.

A comissão especial da Câmara está sendo liderada pelo presidente da casa parlamentar, Rodrigo Maia (DEM) e pelo deputado João Campos (PRB). Ela foi formada para analisar a PEC 58, originalmente destinada a discutir a licença maternidade estendida para situações em que a mãe tem bebê prematuro. No entanto, assumiu também como tarefa debater a mudança do texto da Constituição, impedindo interpretações judiciais favoráveis ao aborto. Por isso, está sendo chamada pelo movimento feminista como PEC cavalo de Tróia.