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Atualizado: 59 minutos 43 segundos atrás

Conheça os 7 princípios globais da moda sustentável

qui, 19/04/2018 - 20:15

Conheça os valores que norteiam a nova fase da indústria da moda. Os 7 princípios globais para a moda sustentável são:
1. Transparência na cadeia de fornecimento
O fórum recomenda que marcas criem listas de fornecedores, que ajudem as pessoas a serem capazes de desvendar com facilidade suas cadeias de suprimentos, assim, acionistas e consumidores podem saber quais matérias-primas são usadas nas peças que compram e suas procedências.
2. Uso eficiente de água, energia e produtos químicos
Outro grande foco das discussões de sustentabilidade na moda é o implemento de programas eficientes de uso de água, energia e produtos químicos. O objetivo deve ser usar o mínimo possível de recursos naturais e evitar emissão de poluentes ao meio ambiente.
3. Ambientes de trabalho respeitosos e seguros
O fórum visa discutir as condições trabalhistas na indústria da moda para evitar abusos e reforçar políticas em conformidade com os Direitos Humanos. Neste âmbito, a ABVTEX prioriza duas frentes de atuação: a social, que envolve todas as questões das condições de trabalho na cadeia produtiva, e a econômica, que diz respeito ao desenvolvimento desta cadeia.
4. Variedade de matérias-primas
É preciso reduzir os efeitos negativos da produção das matérias-primas usadas nos produtos de moda e desenvolver materiais mais sustentável e novas tecnologias.
5. Criação de um ciclo sustentável
O CEO Agenda 2018 incentiva que a indústria de moda produza peças inovadoras que possam ser recicladas ou reutilizadas a longo prazo para evitar descarte irregular.
6. Promover melhorias nos sistemas salariais
É fundamental a promoção de debates sobre como implementar um sistema salarial mais justo, já que a indústria da moda emprega cerca de 60 milhões de pessoas, de acordo com levantamento do GFA.
7. 4ª Revolução Industrial
O relatório global também inclui a valorização das novas tecnologias pelas empresas, que não devem deixar de se engajar com outras companhias para discutir e projetar o impacto da digitalização antes de aplica-la nos negócios.
“Sabemos de todos esses desafios que envolvem uma cadeia de produção tão complexa e pulverizada como a do setor têxtil, principalmente do varejo de moda brasileiro. É por isso que iniciativas como estas são tão importantes. Seguindo tais premissas e unindo forças, é possível construir um mercado de moda mais justo e sustentável”, reforça Lima. (#Envolverde)

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Indústria da moda investe em produção sustentável

qui, 19/04/2018 - 20:10

Definidas em conjunto com grandes players do setor, as medidas apontam tópicos que vão ao encontro dos princípios da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), entidade que representa as principais redes de varejo de moda do País. O fórum sustentável Global Fashion Agenda (GFA) acaba de divulgar a primeira edição histórica de um relatório com medidas que devem estar nos planos de curto e longo prazo das empresas envolvidas com moda sobre os investimentos em sustentabilidade.

O “CEO Agenda 2018” foi lançado antes do principal evento mundial sobre sustentabilidade no mundo da moda, o Copenhaguen Fashion Summit, que acontece em 15 e 16 de maio na Dinamarca, e antecipa as bases dos debates.
O movimento consciente no mundo da moda envolve não só consumidores, mas todos os elos da cadeia produtiva, como fornecedores, fabricantes e varejistas. “Sempre atentas às principais tendências do setor e discussões globais, as redes de varejo de moda associadas à ABVTEX vêm trabalhando as medidas e contam com o apoio e articulação da entidade para alcançar os objetivos de construir um ambiente de negócios sustentável”, aponta Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.(#Envolverde)

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Precificação de carbono em 2018 tem 5 grandes variáveis

qui, 19/04/2018 - 19:56

O Instituto para Economia Climática (I4CE) atualizou seu banco de dados sobre políticas de precificação de carbono para publicar a Conta Carbono Global 2018. Esta visão geral apresenta cinco tendências principais na implementação de políticas de precificação de carbono em todo o mundo em 2018.
1. (Muito) Poucas jurisdições implementaram um preço explícito de carbono. A partir de 1º de abril de 2018, 46 países e 26 províncias ou cidades adotaram políticas de precificação de carbono, consistindo em impostos sobre carbono e Esquemas de Comércio de Emissões (ETS). Essas jurisdições, no entanto, representam cerca de 60% do PIB global.
2. A adoção de políticas de precificação de carbono está se acelerando. Em 2017, 3 ETS e 3 impostos sobre carbono foram implementados e mais de 25 novos instrumentos de precificação de carbono foram anunciados para os próximos anos. Em abril de 2018, entre 20 e 25% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) estavam cobertos por um preço explícito de carbono, percentual acima dos 13% registrados em 2016, principalmente devido à entrada em vigor do ETS na China em dezembro de 2017.
3. As receitas de carbono representam uma ferramenta de financiamento cada vez mais importante para o meio ambiente e a economia. O I4CE estima que as iniciativas de precificação de carbono geraram US $ 32 bilhões em receitas em 2017, acima dos US $ 22 bilhões em 2016. Em 2017, 65% das receitas de precificação de carbono vêm dos impostos sobre carbono. Em relação à alocação de receita, cada jurisdição faz escolhas claras, mas não chegam a constituir uma tendência em nível global.
4. Os preços do carbono são percebidos como muito baixos para a esfera econômica. O preço explícito de uma tonelada de CO2 em 2018 varia geralmente entre menos de US$ 1 e US$ 139, dependendo da jurisdição. No entanto, mais de 75% das emissões reguladas pela precificação de carbono são cobertas por um preço abaixo de 10 dólares, um nível considerado muito baixo para apoiar a transição de baixo carbono nos setores público e privado.
5. Os preços explícitos do carbono em 2018 não estão alinhados com a trajetória de 2° C. Para alcançar as metas da comunidade internacional sobre mudança climática enquanto sustenta o crescimento econômico, a Comissão de Alto Nível sobre preços de carbono, liderada pelos economistas Stern e Stiglitz, recomenda atingir um preço de carbono entre US$ 40 e US$ 80 por tonelada de CO2 até 2020, e entre US$ 50 e US$ 100 por tonelada de CO2 até 2030.(#Envolverde)

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Reino Unido revisa suas metas climáticas

ter, 17/04/2018 - 16:51

Na manhã de hoje, a ministra do clima do Reino Unido, Claire Perry, pediu à Comissão de Mudanças Climáticas que revise a meta de gases de efeito estufa do país para 2050 à luz da nova ciência. Isso poderá levar o Reino Unido a elevar a atual meta de cortar suas emissões de gases de efeito estufa em 80% até 2050 para zero líquido. A declaração foi feita antes da reunião dos Chefes de Estado da Commonwealth em Londres, ao lado do primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, que foi presidente da última COP climática, em 2017.
“Também tenho o prazer de anunciar que, após o relatório do IPCC no final deste ano, buscaremos a assessoria dos consultores independentes do Reino Unido – o Comitê sobre Mudança Climática – sobre as implicações do Acordo de Paris para as metas de redução de emissões de longo prazo do Reino Unido”, declarou Claire.
No Acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir o aumento da temperatura média do planeta “bem abaixo” de 2 C em relação aos níveis pré-industriais e a buscar esforços para manter esse aumento em 1,5C, para evitar mudanças climáticas perigosas. Essa meta exige que o mundo reduza as emissões de gases de efeito estufa para zero líquido na segunda metade do nosso século.
Em 2016, o governo do Reino Unido prometeu tornar a meta zero em lei, mas nenhuma legislação nesse sentido foi aprovada ainda. Caso adote a meta de zero líquido, o Reino Unido será o primeiro país do G7 a se comprometer a explorar o alcance do objetivo do Acordo de Paris de equilibrar “emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de gases do efeito estufa na segunda metade deste século”.
“A ciência é clara: para interromper a mudança climática, temos que passar para emissões líquidas zero – e para atingir as metas de temperatura do Acordo de Paris, temos que fazê-lo por volta de meados do século”, lembra a Professora Joanna Haigh, Co-Diretora do Instituto Grantham no Imperial College London. “Embora a Lei de Mudança Climática do Reino Unido tenha sido inovadora em seus dias, sua meta de 80% parece um tanto inadequada; outras nações já estabeleceram metas líquidas-zero em linha com o Acordo de Paris, e o Reino Unido também deveria adotá-las”, completa. Lord Michael Howard, ex-líder do Partido Conservador, condorda: “A Lei de Mudança Climática provou seu valor, mas à medida que a ciência e a diplomacia avançam, ela deve ser mantida sob revisão – e as metas internacionais mais rígidas acordadas na cúpula de Paris tornam provável que a meta do Reino Unido precise ser fortalecida”.
Em sua avaliação de janeiro de 2018 da Estratégia de Crescimento Limpo do Reino Unido, o Comitê sobre Mudança Climática sugeriu que os anos-alvo para o Reino Unido atingirem as emissões líquidas zero de CO2 para 1,5C seriam 2045-2050.
Alinhar-se à ambição de 1,5 ° C também pode implicar atingir emissões líquidas de CO2 nulas globalmente até 2050, ao passo que manter a elevação da temperatura abaixo de 2 ° C significa que isso precisaria ocorrer entre 2055 e 2075. (#Envolverde)

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Relatório mostra que energia limpa crescerá 30% até 2050

ter, 17/04/2018 - 15:58

Aumentar a velocidade de adoção das energias renováveis em escala global em pelo menos seis vezes é fator crítico para atender às necessidades de redução de emissões relacionadas à energia pelo Acordo de Paris e pode limitar o aumento da temperatura global a dois graus, de acordo com a última edição do cenário de energia renovável de longo prazo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Transformação Energética Global: Um Roteiro para 2050, lançado hoje durante o Diálogo sobre Transição Energética de Berlim, também conclui que um aumento cumulativo do investimento no sistema energético em 30% até 2050 em favor de energia renovável e eficiência energética pode criar mais de 11 milhões de empregos no setor energético, compensando completamente as perdas no segmento de combustíveis fósseis. A ação imediata também reduzirá a escala e o valor dos ativos ociosos relacionados à energia no futuro. O estudo prevê até US$ 11 trilhões de ativos de energia ociosos até 2050 – um valor que pode dobrar se a ação sofrer mais atrasos.

“A energia renovável e a eficiência energética formam a base da solução mundial para as emissões de CO2 relacionadas à energia e podem fornecer mais de 90% das reduções de emissão de CO2 relacionadas à energia necessárias para manter o aumento da temperatura global em dois graus”, destacou o Diretor Geral da IRENA, Adnan Z. Amin.

“Se quisermos descarbonizar a energia global com rapidez suficiente para evitar os impactos mais severos da mudança climática, as energias renováveis devem representar pelo menos dois terços da energia total até 2050. A transformação não apenas apoiará objetivos climáticos, como também resultados sociais e econômicos positivos em todo o mundo, tirando milhões da pobreza energética, aumentando a independência energética e estimulando o crescimento sustentável do emprego”, acrescentou Amin. “Existe uma oportunidade para aumentar o investimento em tecnologias de baixo carbono e mudar ainda na nossa geração o paradigma de desenvolvimento global – passando de um de escassez, desigualdade e competição para um de prosperidade compartilhada. Essa é uma oportunidade que devemos aproveitar, adotando políticas fortes, mobilizando capital e impulsionando a inovação em todo o sistema energético ”.

Os planos atuais dos governos ficam aquém das necessidades de redução de emissões. Na trajetória de hoje, o mundo exauriria seu “orçamento de carbono” (CO2) relacionado à energia para 2oC em menos de 20 anos, apesar do contínuo e forte crescimento nas adições de capacidade renovável. No final de 2017, a capacidade de geração renovável global aumentou em 167 GW e atingiu 2.179 GW em todo o mundo – um crescimento anual de 8,3%. No entanto, sem um aumento de escala, os combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão continuariam a dominar o mix energético global até 2050. A análise da IRENA delineia um sistema energético no qual as energias renováveis respondem por dois terços do consumo final total de energia e 85% da geração de energia até 2050 – acima de 18% e 25%, respectivamente hoje.

Para conseguir isso, é necessária uma aceleração de pelo menos seis vezes da energia renovável, tanto por meio do aumento da eletrificação do transporte e dos sistemas de aquecimento, quanto pelo uso mais direto de fontes renováveis. A eletrificação e a energia renovável são os principais impulsionadores descritos no relatório, com a capacidade solar e eólica liderando a transformação de energia. (#Envolverde)

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Congresso Smart City no Brasil gera documento sobre sustentabilidade e inovação

sex, 13/04/2018 - 14:48

Sob a chancela do iCities e da FIRA Barcelona, o Smart City Expo Curitiba 2018 marcou a maior jornada de debates já realizada no Brasil sobre cidades inteligentes, com cerca de cinco mil participantes em torno do tema “Inovação como motor do desenvolvimento econômico”. Os pontos mais importantes abordados por 84 palestrantes nacionais e internacionais estão detalhados no relatório oficial divulgado nesta quinta feira, 12 de abril. Em dois dias, 28 de fevereiro e 1º de março, Curitiba foi a vitrine nacional de projetos, soluções e ideias sobre tecnologia, sustentabilidade, mobilidade e inovação, que buscam oferecer cidades completas e mais preparadas para atender às demandas atuais de seus moradores.

A primeira edição brasileira do maior evento mundial sobre cidades inteligentes – recebeu participantes de 25 países, entre eles dezenas de gestores de cidades de toda a América Latina, consultores, representantes de empresas, órgãos públicos e organizações não governamentais.

Entre as discussões que mais mobilizaram as atenções, destaca-se a ideia das cidades sensíveis, trazida pelo professor italiano Carlo Ratti, do Senseable City Lab, do MIT, dos Estados Unidos. De acordo com ele, o ser humano deve estar no centro das discussões envolvendo as cidades. “Mais compartilhamentos trazem menos problemas”, resumiu ele, ressaltando como o conhecimento fortalece o poder da sociedade de transformar a sua realidade.

A colaboração também esteve no centro da discussão proposta pela diretora do projeto Replenish Earth, Tia Kansara. Ela mostrou ao público que tecnologias que parecem distantes do público, como o blockchain, podem transformar a vida dos cidadãos, trazendo os benefícios de uma sociedade mais transparente e colaborativa.
A partir desse pensamento, os palestrantes também discutiram de que maneira é possível garantir um futuro sustentável para o planeta.

O Smart City Expo Curitiba também trouxe ao centro do palco alguns dos principais atores nesse papel de transformação: os prefeitos. O Painel dos Prefeitos, liderado por Jonas Donizete, Silvio Barros e Felício Ramuth, gestores de Campinas, Maringá e São José dos Campos, respectivamente, tratou das experiências e das principais dificuldades em tornar uma cidade verdadeiramente inteligente. Eles ressaltaram que os cidadãos devem fazer parte desse processo por meio da difusão do uso de tecnologias, do compartilhamento de informações e da devida capacitação do público nesse processo.

“Eu, como prefeito, posso conduzir os trabalhos que mostram os números de um alto desenvolvimento de acordo com os dados, como criar muitos quilômetros de calçadas. Mas não adianta investir nisso se as condições forem ruins e se a ´caminhabilidade´ for baixa. Eu preciso atender às demandas com qualidade e entender o perfil do cidadão visando a atender as necessidades reais da população”, disse Edgar Eduardo Mora Altamirano, prefeito de Curridabat, na Costa Rica. (#Envolverde)

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Fundação Ford divulga relatório e investimentos de US$ 63 mi em ações sociais

sex, 13/04/2018 - 13:56

O Ford Motor Company Fund, braço filantrópico da Ford, divulgou seu relatório anual de 2017. No total, a entidade investiu cerca de US$ 63 milhões no ano passado em ações com foco na melhoria das condições de vida nas comunidades, educação e programas de direção segura ao redor do mundo. Fundado em 1949, o Ford Fund desenvolve ações sociais em 56 países. Só no Brasil, foram beneficiadas seis iniciativas, em diversas regiões do País: o Programa Ford de Educação para Jovens (BA); o Odontomóvel em Camaçari e Candeias (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE); o Programa de Mochilas Sustentáveis em Camaçari e Salvador (BA), o Ford Fund Lab: Inovação e Mobilidade; o Mês do Voluntariado, realizado em todas as plantas da Ford no Brasil; e o Ford College Community Challenge.(#Envolverde)

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Pesquisador do Cemaden participa de livro sobre refugiados ambientais

sex, 13/04/2018 - 13:38

O pesquisador e sociólogo, Victor Marchezini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – participou do e-book “Refugiados Ambientais”, publicado pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e disponibilizado, de forma gratuita, ao público em geral.

A obra “Refugiados Ambientais” reúne 28 artigos de especialistas nacionais e internacionais sobre o tema, revelando um panorama abrangente sobre os deslocamentos humanos decorrentes dos fatores ambientais. Nos 28 capítulos do livro, também são apresentados os reflexos sociais no mundo e a rapidez como o problema está evoluindo.

O livro foi organizado pelas pesquisadoras Liliana Lyra Jubilut, Érika Pires Ramos, Carolina de Abreu Batista Claro e Fernanda de Salles Cavedon-Capdeville. Está organizado em três eixos fundamentais, que discutem desde os aspectos conceituais, as formas e desafios de proteção e estudos de casos específicos.

O capítulo de Marchezini, sociólogo do Cemaden, aponta para as formas de desterritorialização nos desastres e os desafios colocados à proteção dos deslocados frente a eventos de inundações e deslizamentos.

“Estudei especificamente algumas dessas formas de desterritorialização, a partir do desastre ocorrido, em 2008, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e os desafios colocados à proteção das famílias.”, explica o pesquisador. “ É preciso dar visibilidade ao tema das migrações ambientais em desastres, sobretudo porque as mudanças ambientais globais tendem a acentuar esse quadro, que já é extremamente preocupante.”, enfatiza Marchezini.

Dados do Instituto Igarapé demonstram que – desde o ano 2000 – mais de 6 milhões de pessoas foram deslocadas em razão de desastres no Brasil. “ É preciso pensar em como se planejar para a intensificação desse risco”, alerta o pesquisador.

O e-book pode ser acessado, de forma gratuita, pelo endereço: https://ufrr.br/editora/index.php/ebook
(#Envolverde)

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IPCC comemora 30 anos sob ataques de céticos e do governo dos EUA

sex, 13/04/2018 - 13:17

Por Júlio Ottoboni, editor-chefe da Envolverde

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – sigla de Intergovernmental Panel on Climate Change), que hoje tem como vice presidente a cientista do INPE, de São José dos Campos, Thelma Krug, completa nesta sexta-feira (13) seus 30 anos de existência.

O órgão que é consultivo das ONU e não tem função de pesquisa científica, apesar de abrigar um grande número de cientistas de 195 países, enfrenta um de seus piores momentos com a resistência e oposição do governo Trump, dos EUA, as evidências do aquecimento global de origem antrópica e também em cumprir os acordos firmados nas convenções do clima para a redução e mitigação de emissões de gases potenciais do efeito estufa e atividades ligadas ao reconstituição do meio ambiente natural.

O oportunismo neste momento de crise ganhou força. O movimento dos ‘céticos’, um grupo pequeno grupo de cientistas e de formadores de opinião, vários deles financiados por empresas poluidoras e responsáveis por protagonizar ou potencializar catástrofes ambientais, embarcaram numa nova onda de críticas ao IPCC diante do novo posicionamento dos EUA. O governo Trump, inclusive, cortou as verbas que doava para a entidade e finalizou linhas de crédito de pesquisas sobre mudanças climáticas bancadas pelo governo norte americano,

Para o jornalista ambiental e especialista em sustentabilidade, com larga experiência em coberturas das grandes conferências do clima em diversas partes do mundo, Reinaldo Canto, que é presidente do conselho e diretor da Envolverde, os questionamentos são inerentes ao momento e a data comemorativa:

“Como seriam hoje as discussões sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas sem a preciosa contribuição de cientistas e pesquisadores do mundo todo que estiveram presentes nesses 30 anos do IPCC? Conheceríamos seus efeitos danosos assim como alguns dos caminhos para enfrenta-los? Certamente, não! O IPCC tem realizado um trabalho que deve servir de exemplo para nossa comunidade global sobre como lidar com problemas comuns à toda a humanidade. Parabéns a todos que fazem ou já fizeram parte desse órgão das Nações Unidas cuja relevância só os idiotas podem contestar”.

A cientista Thelma Krug, em entrevista à Envolverde, comentou que as mudanças climáticas estão ocorrendo em diversos pontos do planeta. Segundo ela, em algumas regiões o cenário climático superou até mesmo as mais pessimistas das projeções do IPCC. “Essas mudanças são globais, mas são potencialmente explícitas em determinadas regiões e localidades do planeta”, explicou.

Em sua página no facebook, o IPCC publicou a nota: “Em 2018 #ipcc marca 30 anos como a voz da ciência do clima aos responsáveis políticos e profissionais. Durante todo o ano teremos eventos comemorativos por parte dos governos e instituições que nos ajudaram a celebrar”.(#Envolverde)

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Fechado o acordo climático com o setor marítimo

sex, 13/04/2018 - 12:54

Depois de duas semanas de intensas negociações, mais de 170 países reunidos na sede da Organização Marítima Internacional (IMO) em Londres chegaram ao que é o maior acordo climático deste ano. Os países estabeleceram como meta a redução de pelo menos 50% das emissões de gás carbônico do transporte marítimo internacional até 2050, em relação aos níveis de 2008, com uma forte ênfase na expansão da ação para 100% até meados do século. O cumprimento desta meta significa que dentro de pouco mais de 10 anos, na década de 2030, a maioria dos navios recém-construídos operarão com combustíveis renováveis. Os navios, que são responsáveis pelo transporte de mais de 80% do comércio global, ficarão livres de combustíveis fósseis até lá.

O transporte marítimo internacional já emite 2% dos gases causadores do efeito estufa em todo o mundo e que poderia chegar a responder por 17% das emissões em 2050, se nada fosse feito. Embora este acordo coloque o setor no caminho para cumprir a meta de manter a elevação da temperatura média do planeta em 2°C em relação aos níveis pré-industriais, é importante lembrar que o objetivo do Acordo de Paris é que esse aquecimento fique “bem abaixo” de 2°C, visando 1,5° C. A descarbonização completa em meados do século, como proposto pelos países insulares do Pacífico que já sentem os efeitos das mudanças climáticas na forma de elevação do nível dos mares que compromete seu território e em um aumento sem precedentes na quantidade e rigor dos furacões e tornados que assolam a região, continua a ser necessária para a meta de 1.5°C.

Em discurso na plenária da IMO, Kitack Lim, Secretário Geral da organização, disse: “O texto pode não ser satisfatório para todos, mas representa um meio termo forte… neste contexto, acredito que este texto de compromisso é uma solução que deve ser capaz de manter todos a bordo…. [o texto envia um] sinal forte para a indústria e vocês, como Estados membros, estão lidando com isso com o mesmo compromisso que assumiram com o Acordo de Paris.”

O compromisso firmado hoje na IMO sinaliza para a indústria e os investidores que a era dos combustíveis fósseis está chegando ao fim e representa um avanço positivo para limitar o aquecimento global, já que o setor marítimo estava incumbido de estabelecer uma proposta de redução dos gases de efeito estufa desde que o Protocolo de Quioto foi assinado, em 1997.

“O compromisso da Organização Marítima Internacional de reduzir os gases de efeito estufa entre 50% e 100% em 2050 é um grande progresso”, comemora o Dr Tristan Smith, especialista em Energia e Navegação do UCL Energy Institute. “ É provável que essa meta se torne ainda mais rigorosa, mas mesmo com este nível mais baixo de ambição, a indústria marítima exigirá mudanças tecnológicas rápidas para produzir navios com emissões zero, passando de combustíveis fósseis para uma combinação de eletricidade (baterias) e combustíveis renováveis, derivados de hidrogênio e potencialmente bioenergia. Embora essas mudanças sejam enormes para uma indústria global, que tem uma frota de mais de 50.000 navios internacionalmente, uma pesquisa liderada pelo Reino Unido mostrou que, com o nível correto de investimento e melhor regulamentação, essas reduções podem ser alcançadas.”

Algumas objeções específicas ao texto final foram feitas, mas mesmo os países que mais detêm a posse ou o registro de navios apoiaram o acordo, e apenas dois países (Arábia Saudita e Estados Unidos) se opuseram ao texto. “A IMO deveria e poderia ter ido muito além não fosse pela oposição dogmática de alguns países liderados pelo Brasil, Panamá e Arábia Saudita”, ressalta Bill Hemmings, diretor de transporte da Transport & Environment. “Porém esta decisão coloca o transporte marítimo em uma rota promissora. Agora, o setor se comprometeu oficialmente com o conceito de descarbonização e a necessidade de reduzir suas emissões, o que é fundamental para o cumprimento do acordo de Paris ”.

Mark Lutes, observador do WWF que tem acompanhado as negociações do setor marítimo, alerta: “As medidas de curto prazo serão objeto de discussão nas próximas reuniões da IMO no final deste ano. Há um forte apoio para a implementação rápida, mas o mesmo grupo de países que resistiu a metas de redução absoluta nesta reunião quer adiar qualquer implementação de novas medidas até 2023, quando a Estratégia revisada for adotada”. John Maggs, presidente da Clean Shipping Coalition e conselheiro sênior de políticas, Seas At Risk, concorda: “Temos um acordo importante, e esse nível de ambição exigirá uma mudança setorial para novos combustíveis e tecnologias de propulsão, mas o que acontece a seguir é crucial. A IMO deve agir rapidamente para introduzir medidas que reduzirão as emissões profunda e rapidamente no curto prazo. Sem elas, os objetivos do Acordo de Paris permanecerão fora de alcance ”. (#Envolverde)

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Fórum Econômico mostra que 7 milhões de empregos serão perdidos até 2020

qui, 12/04/2018 - 17:12

Segundo um estudo do Fórum Econômico Mundial, no relatório Futuro do Trabalho, até 2020 o número de empregos perdidos devido a avanços tecnológicos e a fatores socioeconômicos pode chegar a 7,1 milhões. Dessa forma, será preciso se reinventar.
Segundo o especialista em liderança e gestão, Renato Grinberg, o profissional do futuro será aquele que terá alta capacidade para se adaptar a mudanças constantes no mercado. “Com os avanços tecnológicos, algumas funções podem acabar desaparecendo. Assim, os profissionais terão duas possibilidades: serem desligados ou realocados. Assim, aqueles que possuírem uma boa característica de adaptação a novos trabalhos terão mais oportunidade de manter seus empregos”, explica.
Ainda de acordo com Grinberg, profissionais que atuam em profissões que podem ser automatizadas ou que o consumidor pode fazer o trabalho daquele profissional, deverão ficar mais atentos. “O Brasil ainda mantém profissões como ascensorista ou frentista. Nos EUA essas profissões já desapareceram há muito tempo e a tendência é que desapareçam no mundo todo”, destaca.
O futuro das carreiras nas startups – Um mercado que tem se destacado constantemente é o de startups. Para Grinberg, muitas das grandes empresas começaram com esse modelo no passado, porém ainda não se conhecia com essa terminologia. Assim como as grandes empresas que já se consolidaram, o especialista acredita que o modelo de startups continua sendo o futuro das empresas. “Tanto no passado, no presente, como futuro, só existirá uma economia saudável se houver um fluxo contínuo de startups”, afirma o especialista em gestão.
Para essas empresas, o perfil profissional que se espera é aquele que saiba lidar com as incertezas inerentes a uma startup e que tem muita resiliência para vencer os desafios que uma startup vive. “O profissional essencial para uma startup é aquele que consegue resolver os problemas independentemente da sua área de atuação, ou seja, aquele que é flexível e adaptável”. Já para os gestores, Grinberg lista como principal característica a capacidade de motivação de suas equipes. “Alguns líderes, com certeza, têm essa característica mais naturalmente, porém essa é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida ao longo do tempo”, finaliza o especialista. (#Envolverde)

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Estudos provam que exames clínicos não encarecem sistema de saúde

qui, 12/04/2018 - 17:02

Estudos recentes revelam que, ao longo de 10 anos, os gastos anuais com exames laboratoriais representam somente 1,4% na Alemanha, 1,6% na Itália e 2,3% nos Estados Unidos. Segundo Alex Galoro, patologista clínico e ex-presidente da SBPC/ML isso significa que “os exames laboratoriais não representam o principal problema do sistema de saúde e comprova que o foco da realização de exames, deve ser principalmente na prevenção e diagnóstico precoce de doenças, que pode culminar na redução de custos do sistema”.
O câncer, por exemplo, é uma patologia que apresenta valores altos para tratamento. Por isso, através de conceitos de epidemiologia (ciência que estuda os fatores determinantes e os padrões da ocorrência de doenças em populações humanas) define-se em que faixa etária o custo para realização de exames de marcadores tumorais é expressivamente menor do que o custo para o tratamento dos casos diagnosticados. Segundo o patologista clínico, “pensando-se no aspecto populacional, epidemiológico e da gestão dos sistemas de saúde, justifica-se tal decisão, porém a mesma parece injusta quando se pensa no aspecto individual, no paciente que é uma ‘exceção à regra’ e poderia ter sua doença prevenida, diagnosticada e tratada precocemente”.
Os exames complementares podem e devem ser utilizados, considerando a sua capacidade de trazer ao médico solicitante as respostas às suas hipóteses e o custo deste procedimento. “Este deve ser o norte da comunidade médica, na hora de solicitar exames aos pacientes, promovendo o equilíbrio entre a gestão dos recursos disponíveis e obtenção do melhor resultado possível para a prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças na população atendida”, afirma Galoro. (#Envolverde)

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Encontro nos EUA debate soluções para a poluição do ar

qui, 12/04/2018 - 16:29

Em cidades ao redor do mundo, a poluição do ar está atingindo níveis de crise. Globalmente, o ar contaminado é responsável por uma em cada nove mortes a cada ano, tornando-se o maior risco de saúde ambiental do mundo.

Mas o ímpeto para enfrentar os desafios da qualidade do ar está crescendo e, em muitos países, os líderes da sociedade civil estão impulsionando mudanças.

Ativistas da poluição do ar de todo o mundo se encontraram nos EUA para uma conversa sobre qualidade do ar, impactos socioambientais do aumento dos níveis de poluição e desafios de governança no centro da crise global.

O encontro “Lutando por Céus Azuis: insights de ativistas da poluição do ar” reuniu palestrantes de várias partes do mundo que mostraram soluções inovadoras de suas comunidades e destacaram as medidas que todos – executivos do setor privado, formuladores de políticas governamentais e comunidades locais – podem tomar para limpar o ar que respiramos. (#Envolverde)

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Thelma Krug, vice do IPCC, diz que florestas são mitigadas apesar de vulneráveis.

qua, 11/04/2018 - 21:06

Vice-Presidente do IPCC, Thelma Krug, apresentou dados alarmantes sobre as condições climáticas e, principalmente a situação das florestas,  durante a cerimônia de abertura para lam4  realizada em Gabarone, na Africa.
Thelma Krug durante a discussão do painel em Gabarone, Botswana, enfatizou que as florestas apesar de ter um enorme potencial de mitigação são altamente vulneráveis.
Os vice-Presidentes Thelma Krug e Youba S1okona estão na discussão do painel sobre “o triplo desafio no reforço da resposta ao acordo de Paris nos países em desenvolvimento” que vem sendo realizado em Gabarone, Botswana. (#Envolverde)

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