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Atualizado: 24 minutos 34 segundos atrás

Governo do Marrocos lança prêmio sobre água, inclusão e segurança

ter, 20/03/2018 - 11:25

O Governo do Marrocos e o Conselho Mundial da Água estão colaborando na premiação da 6ª edição do Grande Prêmio Mundial da Água Rei Hassan II, uma das maiores distinções globais no setor hídrico. O prêmio é concedido a cada três anos, sempre no Fórum Mundial da Água, e homenageia a memória do já falecido Rei Hassan II e sua visão estratégica para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos do país. Esta sexta edição do Grande Prêmio recompensa o vencedor por contribuições em torno do tema “Trabalhar para uma maior solidariedade e inclusão a fim de garantir a segurança da água e a justiça climática”, com uma doação de US$ 100 mil, concedida em conjunto com o Prêmio.

O Prêmio será dado ao Sr. Angel Gurria, Secretário-Geral da OCDE, na quarta-feira, dia 21, no Pavilhão Marroquino do 8º Fórum Mundial da Água em Brasília, onde o vencedor receberá seu prêmio e dará uma declaração à imprensa local e mundial, que está participando do 8º Fórum Mundial da Água.

A proteção dos recursos hídricos foi uma Prioridade Nacional para o Reino de Marrocos muito antes dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Entre muitos outros projetos, o país elaborou sua política de barragens e reservatórios visando garantir o abastecimento de água do país e contribuir para sua segurança alimentar e seu desenvolvimento econômico e social.

Hoje, sob a liderança do Rei Mohamed VI, o Reino de Marrocos está desenvolvendo políticas integradas de gestão de recursos hídricos e implementando tecnologias inovadoras e alternativas. Marrocos está prestes a superar seus desafios devido à escassez de água, ao aumento da demanda de água e à proteção do meio ambiente.

Como um dos principais atores na customização de soluções e liderança de pensamento, o Marrocos desenvolveu esforços de cooperação Norte-Sul e, mais recentemente, Sul-Sul, oferecendo sua experiência para fechar parcerias na mobilização de recursos hídricos, eficiência de água (sistema de irrigação por gotas) e desenvolvimento de tecnologias alternativas (dessalinização da água do mar, reuso de águas residuais tratadas).

Com base nas suas realizações políticas e alcance internacional, o Marrocos teve o privilégio de sediar o primeiro Fórum Mundial da Água, em 1997 em Marraqueche. Desde então, o Marrocos participou de todas as edições seguintes do Fórum Mundial da Água. ( #Envolverde)

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Gestão hídrica baseada na natureza é defendida em relatório da ONU

sex, 16/03/2018 - 21:48

Reservatórios, canais de irrigação e estações de tratamento de água não são os únicos instrumentos disponíveis para a gestão hídrica: soluções baseadas na natureza (SbN) podem colaborar para a melhoria da qualidade da água e do abastecimento, e até mesmo desempenhar um importante papel para evitar desastres naturais. Isso é o que defende a nova edição do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (WWDR).

Pela primeira vez, o lançamento mundial do Relatório irá acontecer no Brasil, na ocasião do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Em uma sessão especial na segunda-feira (19), às 14h30, na Sala 29 (ST 09) do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, juntamente com o vice-presidente do UN-Water (ONU Água, em tradução livre), Joakim Harlin, o diretor-executivo do ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, e o Ministro do Departamento de Água e Saneamento do Governo da África do Sul, Gugile Nkwinti, fazem a abertura do evento.

Na sequência, o coordenador e diretor do Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (WWAP, na sigla em inglês) da UNESCO, Stefan Uhlenbrook, apresentará as principais conclusões do relatório e as suas principais mensagens.

Após a apresentação do documento, a coordenadora de programa da Organização para Comunidades Indígenas, Cintya Evelina Martínez Martínez, e a coordenadora-executiva da Plataforma para Mulheres e Jovens Indígenas de El Chaco, Estela Mari Álvarez Torres, farão um discurso inspirador sobre o tema.

Também está previsto um painel de debates intitulado “Aprender e trabalhar com a natureza: alcançar a segurança hídrica por meio de soluções baseadas em ecossistemas”. O painel será mediado pelo chefe do programa de governança de água e oceano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Andrew Hudson.

As discussões contam com a colaboração da diretora-geral do International Water Management Institute (IWMI), Claudia Sadoff, da diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Inger Andersen, da diretora-executiva e presidente do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM), Naoko Ishii, e do vice-reitor sênior da Universidade das Nações Unidas (UNU), Taikan Oki.

Por fim, o encerramento do evento ficará por conta do representante permanente da Itália no Brasil, o embaixador Antonio Bernardini. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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França participa do Fórum Mundial da Água como sede mundial do conselho

sex, 16/03/2018 - 21:01

País sede do Conselho Mundial da Água, a França participará, de 18 a 23 março, do 8° Fórum Mundial da Água (FMA), em Brasília. Organizado a cada três anos pelo país anfitrião e pelo conselho baseado em Marselha, o fórum é o mais importante evento internacional consagrado à água e ao saneamento.

A delegação oficial francesa, dirigida pelo embaixador delegado para o meio ambiente, Xavier Sticker, irá pleitear para que a água continue no cerne da agenda para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e para que a declaração ministerial seja ainda mais ambiciosa que a dos fóruns anteriores, abordando especialmente as soluções baseadas na natureza, no clima, na cooperação transfonteiriça e nas relações entre água, paz e segurança.

O grupo defenderá a importância de um engajamento político forte para a água, no âmbito do próximo Fórum político de alto nível, que acontecerá em Nova Iorque, de 9 a 18 de julho de 2018. Voltado para o acompanhamento da implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODD) até 2030, este fórum irá se dedicar especialmente ao objetivo 6 sobre a temática da água e do saneamento.

A França defenderá o estabelecimento de áreas de ação específicas destinadas a facilitar o cumprimento deste objetivo, tais como o acompanhamento operacional dos progressos na direção das metas fixadas, a gestão negociada dos recursos em águas compartilhadas por diversos países como ferramenta para a prevenção de conflitos, as soluções fundamentadas na natureza.

A Parceria Francesa para a Águas (PFE), que coordenará a presença dos diversos atores franceses na área de águas (empresas, ONG, academia, pesquisa, setor público), no FMA, representará uma forte mobilização francesa em torno das questões do desenvolvimento sustentável e da água.(#Envolverde)

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Turismo de natureza pode ajudar vida selvagem, diz Banco Mundial

qui, 15/03/2018 - 19:46

Embora a vida selvagem e a biodiversidade estejam cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, pela caça ilegal e pela falta de financiamento para a proteção, o chamado turismo de natureza está em alta e pode ajudar a fornecer soluções para esses desafios.

É o que indica a publicação “Apoiando os meios de subsistência sustentáveis através do turismo de vida selvagem”, do Banco Mundial, que destaca programas bem-sucedidos de turismo de vida selvagem em sete países da África e da Ásia.

As iniciativas podem ser usadas, segundo o organismo internacional, como modelos para promover a conservação e estimular economias.

O Banco Mundial destaca que este segmento do turismo é uma ferramenta poderosa que os países podem aproveitar para expandir e diversificar suas economias, protegendo sua biodiversidade e cumprindo diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Também é uma forma de envolver os turistas na conservação da vida selvagem e injetar dinheiro nas comunidades locais que vivem mais próximas da vida selvagem. As histórias de sucesso e as lições aprendidas com o turismo baseado na natureza, destacou o organismo, estão emergindo de todo o mundo.

“Aqui está uma maneira de superar os desagios: fornecer empregos e salvar o meio ambiente”, disse o economista líder do Banco Mundial, Richard Damania, que tem uma vasta experiência na compreensão do vínculo entre turismo e economia.

Em 2016, as viagens e o turismo contribuíram com 7,6 trilhões de dólares, ou 10,2%, do PIB global, e a indústria forneceu empregos para uma em cada 10 pessoas, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo.

Embora o turismo baseado na natureza, que inclui o turismo de vida selvagem, tenha crescido rapidamente na última década – sobretudo devido ao aumento da demanda e das oportunidades –, a vida selvagem e a biodiversidade estão cada vez mais ameaçadas pela perda de habitat, caça ilegal e falta de financiamento para a proteção.

É por isso que, mais do que nunca, os países precisam buscar exemplos concretos de operações de turismo bem planejadas e executadas de forma sustentável que levem a mais investimentos em áreas e reservas protegidas, bem como uma redução na caça ilegal, destacou o estudo.

O Banco Mundial também pede uma visão e oportunidades para as comunidades rurais melhorarem seus meios de subsistência por meio de empregos relacionados ao turismo, acordos de compartilhamento de receita e gerenciamento conjunto de recursos naturais.

A publicação é fruto de uma parceria entre o Grupo do Banco Mundial e o Programa Global de Vida Selvagem, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, e apresenta modelos de turismo sustentável de vida selvagem que podem ser aplicados aos países em desenvolvimento. Oferece ainda soluções e estudos de caso para divulgar este setor como um mecanismo para redução inclusiva da pobreza e conservação global. Fonte:ONUBr (#Envolverde)

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Documento da ONU alerta para escassez de água

qui, 15/03/2018 - 19:10

Um painel de alto nível, reunindo 11 líderes mundiais e um conselheiro especial, lançou nesta semana, em Nova York, uma nova agenda pedindo uma mudança na forma como o mundo usa os seus recursos hídricos. O documento tem o título “Faça cada gota contar: uma agenda de ação pela água” e inclui uma série de recomendações para resolver a crise da falta de água.

O secretário-geral da ONU António Guterres disse, ao receber a agenda na sede da organização, que “os líderes mundiais reconhecem que o mundo enfrenta uma crise de água e que é preciso reavaliar como se valoriza e gere” este recurso. Segundo ele, “as recomendações do painel podem ajudar a proteger os recursos hídricos e tornar a água potável e condições sanitárias uma realidade para todos. ” O documento alerta que 700 milhões de pessoas em todo o mundo correm risco de serem deslocadas devido à falta de água até 2030.

Participaram da elaboração da agenda líderes da Austrália, Hungria, Jordânia, Holanda, Peru, Ilhas Maurício, México, Bangladesh, África do Sul, Senegal e Tajiquistão.

Em todo o planeta, 40% das pessoas são afetadas por falta de água e mais de 2 bilhões de pessoas bebem água insegura para consumo e 4,5 bilhões não têm acesso a serviços sanitários.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, afirmou que “os ecossistemas em que a vida se baseia estão todos em risco devido à forma como a água é usada.” Ele explicou que este trabalho foi feito no mais alto nível, com chefes de Estado e de governo, “porque o mundo não pode dar a água como garantida durante mais tempo.”

Os autores da agenda pedem que se duplique o investimento em infraestruturas relacionadas com a água em cinco anos. Segundo eles, “são necessárias abordagens inovadoras para tornar estes investimentos mais atrativos e resistentes a desastres naturais. ”

Em carta aberta, os membros do painel destacam que a água “é um dos maiores riscos globais para o progresso econômico, paz e segurança, erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável. ”

Em todo o mundo, 80% da água usada é devolvida ao meio ambiente sem ser tratada. Cerca de 90% dos piores desastres naturais humanitários desde os anos 90 estiveram relacionados com a água, como cheias e secas. Fonte: ONU News (#Envolverde)

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60% das grandes empresas do mundo não reconhecem ODS em seus relatórios

qua, 14/03/2018 - 21:14

De acordo com um estudo realizado pela KPMG, 60% das maiores empresas do mundo não reconheceram os objetivos globais de desenvolvimento sustentável (ODS) em seus relatórios. O levantamento “Como informar os ODS: o que parece ser bom e por que isso importa” (How to report on the SDGs: What good looks like and why it matters) analisa a preparação e divulgação de informações das 250 maiores empresas do mundo sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável.
A pesquisa também constata que, em dois anos após o anúncio dos ODS, apenas 8% das empresas incluídas no levantamento apresentaram um estudo de caso para tomada de medidas que visam à implementação dos ODS e 10% estabeleceram metas de desempenho empresarial específicas e mensuráveis em relação às metas globais.
“Existem grandes oportunidades de negócio inerentes ao gerenciamento dos problemas mais difíceis do mundo, no entanto, até o momento, somente um pequeno número de grandes empresas demonstrou que entende esse ponto. Esse grupo beneficia-se por reconhecer os ODS como um poderoso catalisador de inovação, parcerias e transformações de mercado capazes de desenvolver as empresas. Por isso estarão em vantagem quando se comunicarem com os inúmeros investidores, governos e outras partes interessadas que estão demonstrando um interesse cada vez maior pela contribuição das empresas com os ODS”, afirma o diretor da KPMG líder para a área de sustentabilidade, Ricardo Zibas.
Outras constatações do estudo:
• Os ODS geralmente priorizados pelas maiores empresas são os seguintes: Ação contra a Mudança Global do Clima, Trabalho Decente e Crescimento Econômico e Saúde e Bem-estar.
• Os ODS geralmente menos priorizados são: Vida Terrestre, Fome Zero e Agricultura Sustentável e Vida na Água .
• 75% das empresas que preparam e divulgam informações sobre os ODS discutem o impacto de suas empresas sobre esses objetivos; entretanto, existe um desequilíbrio considerável na divulgação dessas informações, pois a maior parte das empresas discute os impactos positivos, e não os negativos.
• 39% que divulgam informações sobre o ODS incluem os objetivos globais nas mensagens de seus CEOs e Presidentes.
• Somente 20% das empresas divulgam informações sobre algumas das 169 metas de ODS individuais definidas pela ONU. (#Envolverde)

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Estudo global aponta riscos ambientais e tecnológicos como os mais temidos para 2018

qua, 14/03/2018 - 20:50

O Global Risks Report 2018, produzido pelo World Economic Forum (WEF) com o apoio da seguradora Zurich, apontou que as ameaças ambientais e tecnológicas estão no topo do ranking de riscos globais em termos de impacto e probabilidade para este ano. Esta é a 13ª edição do relatório, que é baseado na Pesquisa de Percepção de Riscos Globais, respondida por 900 membros do WEF, entre lideranças empresariais, acadêmicas e sociedade civil.
De acordo com dados do relatório, os riscos ambientais cresceram de forma relevante nos últimos anos. Essa tendência continuou este ano, com os cinco riscos na categoria ambiental sendo classificados acima da média para probabilidade e impacto em uma perspectiva de dez anos. Pela segunda vez consecutiva, em treze anos de relatório, os principais riscos globais em termos de probabilidade são os eventos climáticos extremos.
Os riscos de segurança cibernética também estão crescendo, tanto em prevalência como em potencial disruptivo. Os ataques contra as empresas quase duplicaram em cinco anos e os incidentes, que já foram considerados extraordinários, estão se tornando cada vez mais comuns. “Os ataques cibernéticos e a fraude massiva de dados aparecem nos cinco principais riscos globais por probabilidade. O relatório destaca que o custo do crime cibernético para as empresas deverá representar US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos, o equivalente ao PIB atual do Reino Unido, França e Alemanha juntos”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich.
Já no ambiente econômico, os indicadores sugerem que o mundo está finalmente voltando ao normal após a crise global, que emergiu há dez anos. Porém, o relatório aponta que esta imagem positiva contrasta com preocupações que devem ser levadas em consideração. A economia global enfrenta uma mistura de vulnerabilidades de longa data e ameaças mais recentes que evoluíram nos anos desde a crise. Os riscos conhecidos incluem preços de ativos potencialmente insustentáveis e aumento do endividamento, particularmente na China. Entre os novos desafios, estão o poder de fogo da política em caso de nova crise, as ameaças da intensificação da automação industrial e o aumento de pressões mercantilistas e protecionistas em um cenário crescente de políticas nacionalistas e populistas.
“Embora a gestão dos riscos convencionais esteja melhorando progressivamente, é necessária uma atenção maior para enfrentar riscos complexos nos sistemas interligados que sustentam nosso mundo, como organizações, economias, sociedades e meio ambiente. Existem sinais de tensão em muitos desses sistemas, já que o ritmo acelerado de mudança está testando as capacidades de absorção de instituições, comunidades e indivíduos”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich. (#Envolverde)

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Transição energética é ruim e o mundo não avança à sustentabilidade ambiental

qua, 14/03/2018 - 20:24

O World Economic Forum divulgou um novo relatório, Promoção de uma Transição Energética Efetiva, onde apresenta sua Índice de Transição 2018 e avalia a atual condição dos sistemas de energia de 114 países, além de sua preparação estrutural para atender às necessidades energéticas no futuro.
O relatório criou um ranking destes países de acordo com o desempenho de seus atuais sistemas energéticos, medindo três dimensões – segurança energética e acesso à energia, a sustentabilidade ambiental do sistema e o potencial para crescimento e desenvolvimento econômico sustentável – e avalia a presença de condições que poderiam viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono.
“Dentro desta análise dos fatos, conseguimos construir uma visão do desempenho atual de cada sistema nacional de energia e uma perspectiva do que ainda precisa ser feito para garantir seu sucesso no futuro”, disse Roberto Bocca, Chefe de Setores Básicos e de Energia, do World Economic Forum.
O principal resultado desta edição do Índice revela que o mundo parou de avançar em direção à sustentabilidade ambiental. O relatório mostra praticamente nenhuma redução da intensidade do uso de carbono: foram registrados uma melhoria de apenas 1,8% por ano durante nos últimos cinco anos, comparado com a meta de 3% exigida pelos objetivos para o clima no Acordo de Paris. Falando sobre acessibilidade, desde 2013 os preços da energia doméstica tiveram aumento real em mais da metade dos países, apesar de uma queda generalizada dos preços dos combustíveis.
Um dado positivo, de acordo com as últimas tendências globais, mais de 80% dos países registraram um aprimoramento de seus sistemas energéticos nos últimos cinco anos. No entanto, o relatório concluiu que precisamos de uma nova estratégia para ajudar mais de um bilhão de pessoas que ainda não tenham acesso a eletricidade.
De acordo com os resultados, os países da Escandinávia e Europa Ocidental lideram o ranking geral, com a Suécia, a Noruega e a Suíça assumindo os três primeiros lugares. O Reino Unido (7) e a França (9) são as únicas economias do G7 entre os 10 primeiros do ranking.
Outras grandes economias possuem performance mistas. A Alemanha (16) enfrenta preços altos e emissões crescente, embora apresente um alto nível de preparo (11), atribuído às instituições e os regulamentos fortes do país. Os Estados Unidos (25) receberam uma pontuação baixa em relação a sustentabilidade ambiental, embora mantenha uma estrutura institucional forte e um mercado de capitais vibrante, que elevou seu nível de preparo (22).
A Colômbia (32), o Brasil (38) e a Rússia (70) possuem sistemas energéticos robustos devido à fartura de seus recursos naturais, mas apresentam um baixo nível de preparo como resultado da falta de capital humano e os desafios apresentados por suas instituições e estruturas regulatórias.
Entre os países da América Latina, Uruguai (13), Costa Rica (20), Chile (24) e México (28) registraram o melhor desempenho. Embora a região esteja em linha com a média global, considerando a contribuição do sistema energético para o crescimento econômico, segurança e acessibilidade, e pontuar acima da média em sustentabilidade ambiental, muitos países estão atrasados para iniciar o processo de transição. As principais áreas que precisam de melhoria são a inovação, o capital humano, a segurança de investimentos e as estruturas institucionais efetivas.
O relatório identifica os países como a República da Coréia (49), Jordão (65) e Quênia (71), que demonstram níveis de preparo acima da média, apesar das classificações mais baixas no seu desempenho atual, sugerindo o potencial de atingir um “ponto de inflexão” e rapidamente desenvolver sistemas energéticos mais avançados. Nesses países, o aumento do investimento em energias renováveis e eficiência energética nos últimos tempos, por exemplo, levou a uma expansão significativa no acesso à energia.
A China (76) também tem o potencial de avançar rapidamente com sua decisão recente de apoiar o desenvolvimento de veículos elétricos e o seu compromisso político de enfrentar seus desafios ambientais, que inclui medidas para criar um mercado de carbono. Seu desempenho ficou reduzido devido à pontuação baixa em sustentabilidade ambiental.
A Índia (78) melhorou seu desempenho com medidas para garantir maior acesso a eletricidade e reduzir subsídios para o setor de energia. A Índia tomou várias medidas corajosas, especialmente na implementação de energias renováveis e eficiência energética, e foi ranqueado como o “País Emergente” que está rapidamente se aproximando do ponto de inflexão. (#Envolverde)

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Alta Desigualdade Apresenta Risco para Gerações Futuras da América Latina

qua, 14/03/2018 - 20:16

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo (IDI) 2018 do World Economic Forum, a recuperação econômica da América Latina pode esconder alguns desafios econômicos importantes para gerações futuras. O Índice é uma fonte de informações para líderes regionais, apresentando uma visão mais precisa do crescimento econômico e da saúde de cada economia, destacando as desigualdades, as dívidas e os ônus ambientais que serão deixadas como legado para as gerações futuras.
A avaliação de 2018 foi realizada depois de duas décadas de atividade econômica robusta. Durante esse período, maior acesso à educação e transferências governamentais ajudou a reduzir a desigualdade de renda na América Latina. Essas mudanças ajudaram a diminuir as diferenças salariais entre mão de obra especializada e não especializada, no entanto, a América Latina ainda é uma das regiões de maior desigualdade do mundo.
“As abordagens econômicas precisam enfatizar o bem-estar e a inclusão social das gerações futuras prioridades fundamentais para as economias latino-americanas, e muitos países ficam atrás de seus vizinhos de acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo. À medida que os países saem da recessão, eles deveriam aproveitar a janela de oportunidades para acelerar as reformas para esse fim “, disse Margareta Drzeniek-Hanouz, Chefe do Futuro do Progresso Econômico, Membro do Comitê Executivo do World Economic Forum.
Os resultados do índice apresentam uma nova visão dos desafios econômicos regionais. Embora o ano de 2017 terminou com tom positivo, o fim da recessão no Brasil e na Argentina, a expansão moderada de atividade econômica e eficiência durante os últimos cinco anos e o crescimento de 1,7% previsto para 2018 não serão suficientes para aliviar seus desafios de sustentabilidade ou aumentar o padrão de vida mediano da região.
O World Economic Forum acredita que o crescimento econômico duradouro depende da construção de sociedades inclusivas. Com eleições previstas no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México ainda esse ano, os governos devem priorizar estratégias proativas para reduzir ainda mais as desigualdades e garantir o bem-estar de gerações futuras.
Principais resultados
De acordo com o índice, as economias mais inclusivas da América Latina são as do Panamá, Uruguai, Chile, Costa Rica e Peru. O Panamá avançou muito na redução da intensidade de carbono de seu PIB, que caiu 39,7% em cinco anos. O país também apresenta o segundo maior nível de produtividade na região, atrás do Chile.
A poupança líquida ajustada, uma forma de medir a taxa real de poupança dentro da economia depois de contabilizar os investimentos em capital humano, a redução de recursos humanos e os prejuízos causados pela poluição, caiu na metade das economias regionais incluídas no índice, com a Bolívia, o Brasil e o El Salvador registrando o pior desempenho.
Além disso, a dívida pública como porcentagem do PIB, uma ilustração aproximada do nível de endividamento da geração atual comparado com as capacidades de gerações futuras, aumentou em todos os países durante os últimos cinco anos, especialmente no Brasil (+16%) e México (+14,9%).
A desigualdade de renda caiu em 14 dos 16 países da América Latina pesquisados para o ranking desse ano, no entanto, a região inclui 11 dos 25 países em desenvolvimento com a maior desigualdade de renda. De acordo com o Índice de Desenvolvimento Inclusivo 2018 do World Economic Forum, os níveis crescentes da dívida pública e as significantes desigualdades de riqueza e renda estão prejudicando a América Latina, apesar da perspectiva de maior crescimento econômico na região.
As gerações mais jovens e futuras são as mais vulneráveis, com a sustentabilidade e equidade intergeracional caindo nos últimos cinco anos em 11 das 16 economias regionais pesquisadas. As economias do Panamá, Chile e Uruguai são as mais inclusivas da região. Entre as maiores economias da região, a Argentina, o México e o Brasil estão na 23a, 24a e 37a colocação do ranking, respectivamente. (#Envolverde)

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Conheça o que é o 8º Fórum Mundial da Água

qua, 14/03/2018 - 15:17

Pela primeira vez, o maior evento mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul. O 8º Fórum Mundial da Água será em Brasília, de 18 a 23 de março de 2018.
O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).
O evento chegará pela primeira vez no hemisfério sul, trazendo a temática ‘Compartilhando Água’, exatamente num momento em que o Brasil passa por diversos denúncias de mau uso de seus recursos hídricos, escassez, poluição e morte de rios e mudanças nos regimes de chuvas e de índices pluviométricos.
O Fórum oportuniza um diálogo mundial, aberto e democrático, para estabelecer compromissos políticos relacionados à água. Também incentiva o uso racional, conservação, proteção, planejamento e gestão deste recurso em todos os setores da sociedade.
Durante o 8º Fórum Mundial da Água, os participantes poderão participar de atividades e discussões sobre o tema em diversas vertentes, tais como água e energia, economia, alimentos, cidades e ecossistemas, debates políticos entre autoridades governamentais e parlamentares, grupo focal de sustentabilidade; e interagir no Fórum Cidadão, uma plataforma para incentivar a participação efetiva da sociedade civil, além de exposição e feira.
O evento acontecerá de 18 a 23 de março de 2018, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. (#Envolverde)

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Plataforma Sua Voz integrará todo o planeta ao fórum da água

qua, 14/03/2018 - 15:04

A partir desta semana pessoas do mundo todo já podem começar a participar do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será Compartilhando Água, e contribuir para preparar o evento, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento e está disponível no site do 8º Fórum Mundial da Água.

A ferramenta permite que cidadãos de qualquer lugar do planeta com acesso à internet compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos vão acontecer em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano.

Os participantes têm a oportunidade de expressar suas opiniões e contribuições para enriquecer os debates sobre os rumos da gestão da água no mundo em três rodadas de discussões, que vão durar oito semanas cada. A primeira etapa da consulta pública começa dia 13 de fevereiro e será encerrada em abril.Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.

Cada sala temática vai contar com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. Quando o tema for pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz estará disponível em português e inglês no site http://www.worldwaterforum8.org/ e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente, já que a água está presente na vida de todos.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos com os objetivos de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no hemisfério Sul.

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015). (#Envolverde)

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Brasília espera que Fórum Mundial da Água agite sua economia

qua, 14/03/2018 - 14:54

A programação das atividades promovidas pelo governo de Brasília no 8º Fórum Mundial da Água, de 18 a 23 de março, foi apresentada em entrevista nesta quarta-feira (14), no Palácio do Buriti.
As atividades gratuitas estarão concentradas na Vila Cidadã, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Para participar, é preciso se cadastrar pela internet.

A programação completa está na página do fórum na internet ou no portal do governo de Brasília. A abertura da Vila Cidadã será no sábado (17), pela manhã, um dia antes do início do fórum.

“Nela, teremos debates, ações educativas e culturais, diálogos e exposições abertas à população. A nossa estimativa é receber nesse espaço em torno de 30 mil pessoas”, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, ao anunciar a programação.

Voluntários contribuirão na organização do evento e no auxílio de estrangeiros. Entre eles, estarão 20 professores, 220 estudantes dos centros interescolares de línguas e 500 alunos de cursos profissionalizantes do Instituto Federal de Brasília.

Haverá ainda o Espaço Criança Candanga, com atividades como cantinho da leitura, oficina de robótica e museu e trilha do Cerrado.

“Esperamos receber pelo menos 4,3 mil estudantes da rede pública do DF desde a primeira infância até jovens e adultos”, disse Rollemberg.

Ações da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural também serão apresentadas no Fórum, a exemplo do programa lançado em 2015 voltado ao manejo da água e do solo.

A Secretaria do Meio Ambiente mostrará os trabalhos feitos para construir o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). Haverá ainda a assinatura de decreto que cria o Fórum Clima do Distrito Federal.

“Queremos que o Fórum deixe um legado para Brasília e para o Brasil de uma nova consciência em relação ao tema água. Todo esse processo de crise hídrica levou a uma reflexão e conscientização muito maior da nossa população”, apontou o governador Rodrigo Rollemberg.

Atividades culturais gratuitas
A Secretaria de Cultura, por meio de parceria com uma entidade da sociedade civil, organizou programação, que teve início em 7 de março, em escolas de dez regiões do DF, e que segue até o dia 23, também na Vila Cidadã, onde haverá, por exemplo atividades circenses e teatrais.

De acordo com o secretário Guilherme Reis, também estão programadas apresentações musicais, com as atrações Banda Ciclone na Moringa, Beirão, Jorge Mautner e Pé do Cerrado.

No Museu Nacional de Brasília haverá a projeção da obra Além do Rio, de Ziraldo. Já no Cine Brasília serão apresentadas, de 18 a 23 de março, curtas e longas-metragens do Green Film Festival. As exibições serão gratuitas.

No domingo (18), o Parque Asa Delta receberá apresentações musicais, como a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e o grupo brasiliense de música instrumental Muntchako.

De acordo com Rodrigo Rollemberg, há 12,9 mil inscritos pagantes no 8º Fórum Mundial da Água. Eles participarão dos debates no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Desses, 52% são brasileiros — sendo 34% moradores do Distrito Federal — e 47%, estrangeiros de 150 países.

A previsão do governo é que 80% da rede hoteleira seja ocupada durante a semana do evento e 70% no fim de semana.

“Nossa expectativa é de impacto superior a R$ 40 milhões na economia local em função da chegada de mais de 15 mil pessoas. Os visitantes normalmente gastam com deslocamento, hospedagem, alimentação e compras”, pontou o secretário-adjunto de Turismo, Jaime Recena.

Haverá quatro centros de atendimento ao turista em funcionamento: no aeroporto e na Praça dos Três Poderes e outros dois na área do Fórum. Além dos profissionais que já atuam nessa atividade, haverá 28 voluntários bilíngues.

De acordo com Recena, a Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer investiu R$ 56 mil na ornamentação da cidade, com placas de sinalização, e de R$ 60 mil com projeto de infraestrutura que inclui montagem de estandes para atendimento dos visitantes e participantes do evento.

O Fórum Mundial da Água faz parte de um ciclo de eventos internacionais na cidade, que teve início com a Copa das Confederações, em 2013. “Brasília sempre foi uma das cidades mais bem avaliadas em grandes competições esportivas e esperamos essa mesma impressão positiva dos visitantes para este encontro internacional”, disse o secretário. (#Envolverde)

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O Brasil sedia a 3ª Reunião Internacional do Desafio de Bonn

ter, 13/03/2018 - 19:26

O Brasil sediará, nos dias 16 e 17 de março, a 3ª Reunião Internacional do Desafio de Bonn, maior iniciativa de restauração florestal do mundo. Durante o evento, que será realizado no município de Foz do Iguaçu, Paraná, serão apresentados e debatidos exemplos concretos de implementação de políticas públicas sobre restauração de paisagens florestais em níveis local, regional, nacional e internacional, reforçando a importância da liderança e do engajamento local para o sucesso dessas ações.

O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Sarney Filho, e a diretora-geral para Conservação Ambiental da Alemanha, Elsa Nickel, farão a abertura do evento, que contará, ainda, com representantes de 40 países membros do Desafio de Bonn, secretários-executivos de grandes organizações (WRI, IUCN, TNC), além de dirigentes de organismos internacionais.
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Também está prevista uma visita às áreas de restauração do Projeto “Cultivando Água Boa”, que contempla diversas ações socioambientais relacionadas com conservação dos recursos naturais e da biodiversidade. O projeto é desenvolvido pela Itaipu Binacional.

Em dezembro de 2016, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a contribuição voluntária brasileira ao Desafio de Bonn: até 2030, o país irá restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares de áreas florestais. Além disso, serão implementados cinco milhões de hectares de sistemas agrícolas que combinem agricultura, pecuária e floresta e recuperados cinco milhões de hectares de pastagens degradadas.

Para alcançar essas metas, o Brasil estabeleceu uma Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Proveg), que será implementada pelo Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Planaveg).

O Desafio de Bonn é um esforço global que tem como objetivo restaurar 150 milhões de hectares no mundo inteiro até 2020 e 350 milhões de hectares até 2030. O desafio foi lançado em 2011 pelo Governo da Alemanha e pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).

Até agora, mais de 40 países aderiram ao desafio e se comprometeram em restaurar 160,2 milhões de hectares em todo o mundo. Fonte AgBr (#Envolverde)

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Aliança Solar Internacional quer aumentar sua produção

seg, 12/03/2018 - 20:00

A Aliança Solar Internacional, promovida pela Índia e apoiada pela França em novembro de 2015, dentro da Cúpula do Clima de Paris (COP21), e, posteriormente, formalizada em Nova Deli, em novembro de 2016, acaba de dar um novo passo, novamente sob a batuta de Índia e França. Um novo anúncio foi feito ontem pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro ministro indiano, Narendra Modi: a Aliança pretende mobilizar até US$ 1 trilhão até 2030 para projetos solares, mais especificamente nos 121 países situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio que têm mais de 300 dias de luz solar ao ano. Até agora, 61 países já se uniram ao bloco e 32 ratificaram o acordo, informou o primeiro-ministro da Índia. O pedido de entrada do Brasil foi encaminhado pela Presidência da República ao Congresso Nacional no dia 26 de fevereiro deste ano e aguarda a apreciação dos parlamentares. Fonte Climainfo (#Envolverde)

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Empresas de combustível fóssil perde US$ 1,6 tri ao ignorar a transição para baixo carbono

seg, 12/03/2018 - 19:30

As empresas de combustíveis fósseis correm o risco de desperdiçar US$ 1,6 trilhão em gastos até 2025, se basearem seus negócios em políticas de emissões já anunciadas pelos governos em vez das metas climáticas internacionais, alerta o Carbon Tracker em um relatório divulgado hoje (12), o qual pela primeira vez modela o cenário 1,75C da Agência Internacional de Energia.

Mind the gap: the $1.6 trillion energy transition risk é o primeiro relatório a analisar as implicações financeiras para os investidores do hiato existente entre o Acordo de Paris, que se compromete a manter a mudança climática bem abaixo de 2C acima dos tempos pré-industriais, visando 1.5C, e as políticas governamentais, que são consistentes com um aquecimento de 2.7C.

“Atualmente, as políticas dos governos ficam longe do objetivo final comprometido em Paris, mas devemos esperar um aumento dos esforços internacionais. Empresas que interpretam mal os sinais e sobreinvestem em projetos marginais de petróleo, gás e carvão com base em um falso senso de segurança poderiam destruir o valor do acionista em bilhões de dólares”, disse o autor do relatório, Andrew Grant, analista sênior da Carbon Tracker.

O Carbon Tracker comparou a demanda por combustíveis fósseis em um mundo de 1.75C – o ponto médio do Acordo de Paris – com a demanda em um mundo de 2.7C, olhando para a produção de petróleo, gás e carvão até 2035 e os investimento de capital para 2025. As conclusões foram:

ÓLEO – US$ 1,3 trilhão de gastos futuros estão em risco. Os novos investimentos em oil sands não serão econômicos, e apenas uma minoria do investimento no petróleo potencial do Ártico e e extra pesado vai continuar. Os EUA estão mais expostos, com US$ 545 bilhões em risco, seguido do Canadá (US$ 110 bilhões), China (US$ 107 bilhões), Rússia (US$ 85 bilhões) e Brasil (US $ 70 bilhões).

GÁS – US$ 228 bilhões de investimentos futuros estão em risco. A metade dos gastos futuros potenciais do desenvolvimento de gás europeu poderia ser não econômica e não haverá necessidade de nova capacidade de gás natural liquefeito (GNL) por uma década. A Rússia está mais exposta, com US$ 57 bilhões em risco, seguida pelos EUA (US $ 32 bilhões), Qatar (US $ 14 bilhões) e Austrália, Canadá e Noruega (todos US $ 13 bilhões).

CARVÃO – US$ 62 bilhões estão em risco, incluindo US$ 41 bilhões na China e US$ 10 bilhões nos EUA. Nenhuma nova mineração de carvão será viável, exceto na Índia, para substituir as importações, e nenhuma nova produção de carvão para exportação será necessária.

Os investidores privados correm maior risco do que as empresas estatais. Eles estão expostos a 88% dos gastos com projetos de petróleo e gás desnecessários. Para o carvão, as despesas de capital do setor privado em um mundo de 1.75C são metade do nível abaixo de 2.7C. O relatório observa: “Os investidores estão cada vez mais focados em uma” transição ordenada que minimize a interrupção financeira no processo”.

A pesquisa anterior da Carbon Tracker mostrou como o rápido crescimento de tecnologias limpas está prejudicando o business case para o investimento em combustíveis fósseis, independentemente de metas climáticas. A queda dos custos de veículos elétricos e da tecnologia solar poderia deter a demanda global de petróleo e carvão a partir de 2020.

Para Andrew Grant, “A indústria da energia está entrando em uma era de incertezas. Desenvolvimentos tecnológicos e políticas climáticas estão se combinando para retardar a demanda de combustíveis fósseis de uma forma sem precedentes no mundo moderno, levando os investidores a exigir que as empresas sejam testadas contra cenários que refletem níveis mais altos de ambição climática.

“As empresas de energia devem ser transparentes quanto ao seu pensamento em torno de resultados de baixa emissão de carbono e convencer os acionistas de que eles estão levando esses riscos a sério”.

O estudo é o primeiro a modelar a demanda de petróleo, gás e carvão térmico sob o Cenário Além de 2 Graus da Agência Internacional de Energia, introduzido no ano passado, alinhado com 1.75C, ponto médio do Acordo de Paris, e compará-lo com o Cenário de Novas Políticas da AIE, alinhado com 2.7C, consistente com as políticas de emissões anunciadas pelos governos globais. Com a oferta suplantando a demanda, assume que os projetos de menor custo provavelmente serão necessários, enquanto os projetos de alto custo que dependem de preços mais altos provavelmente não serão econômicos.

O estudo atualiza a análise nos relatórios do Carbon Tracker 2 Degrees of Separation (junho de 2017) e The $ 2 Trillion Stranded Assets Danger Zone (2015), que utilizou um cenário 2C para analisar o risco de ativos encalhados. (#Envolverde)

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Megafauna reduziu a dispersão de sementes, revela pesquisa

sex, 09/03/2018 - 20:32

Não foram somente as maiores sementes que perderam o seu meio de transporte. A extinção da megafauna também reduziu o raio de dispersão de sementes quando comparado à dispersão feita pelos maiores mamíferos viventes, como a anta.

Um novo estudo calculou a distância que preguiças-gigantes (megatérios) ou mastodontes (gonfotérios) percorriam transportando sementes em seu trato digestório antes de defecá-las no meio ambiente. “Conseguimos dar números aos argumentos verbais sobre a importância desses grandes animais”, disse o biólogo Mathias Mistretta Pires, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, primeiro autor de um estudo que quantifica as distâncias de dispersão de sementes pela megafauna.

O estudo foi feito em coautoria com os professores Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, e Paulo Roberto Guimarães, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP). Publicado na revista Ecography, o trabalho foi realizado no âmbito do Projeto Temático “Consequências ecológicas da defaunação na Mata Atlântica”, coordenado por Galetti.

Os maiores frugívoros viventes do continente sul-americano são as antas (Tapirus), os guanacos (Lama guanicoe), as alpacas (Vicugna pacos), os catetos (Pecari tajacu) e o veado-mateiro (Mazama americana). Mas mesmo o maior, a anta, com cerca de 200 quilos, é cerca de 10 vezes menor do que as preguiças-gigantes e cerca de 30 vezes menor do que os gonfotérios.

A distância de dispersão de sementes observada entre os maiores frugívoros viventes raramente ultrapassa 3,5 mil metros. O novo estudo concluiu que, no passado, a megafauna ia muito além. O raio de dispersão de sementes das preguiças e dos gonfotérios podia superar os 6 mil metros.

“Nosso objetivo foi criar um modelo que permitisse quantificar o papel desses animais extintos na dispersão de sementes. Construímos um modelo matemático onde as várias fases do processo de dispersão de sementes são simuladas, de modo a gerar previsões quantitativas de como seria esse serviço de dispersão no passado”, explicou Pires.

Para estimar a capacidade de dispersão de sementes entre a megafauna, em primeiro lugar foi preciso determinar três conjuntos de dados básicos entre as maiores espécies viventes de dispersores de sementes. Foi necessário saber: o quanto de alimento, em média, as diversas espécies comem; quanto tempo o alimento fica retido no sistema digestório; e qual a distância percorrida pelo animal antes de defecar as sementes.

“Esses três atributos estão relacionados ao tamanho do animal. Temos os dados de elefantes, antas, veados-mateiros e catetos ou porcos-do-mato”, disse Pires. A anta pode reter alimento no trato digestório por mais de 30 horas antes de defecar. “Nos elefantes, são mais de 40 horas. Em outras espécies, o tempo pode ultrapassar 50 horas, ou mesmo 100 horas.”

O passo seguinte foi extrapolar as estimativas de cada um dos três atributos (quantidade de comida, tempo de retenção e distância percorrida) para algumas espécies da megafauna extinta que habitaram a América do Sul durante o período Pleistoceno – os últimos 2,5 milhões de anos.

O conjunto de dados utilizado para a extrapolação se refere aos tamanhos corpóreos estimados que aqueles bichos tinham. Estima-se, por exemplo, que os gonfotérios tinham de 5 a 6 toneladas, dependendo da espécie, e que as maiores preguiças tinham entre 3,5 toneladas, no caso do eremotério, e mais de 6 toneladas, no caso do megatério.

“Deduzimos o volume de alimento que uma preguiça terrestre deveria consumir, assim como o tempo que o alimento ficaria em seu intestino e a distância percorrida pelo animal”, disse Pires. Fonte Fapesp (#Envolverde)

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Uma Chance para a Esperança, por José Graziano

sex, 09/03/2018 - 20:24

Por José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO*

Em 2016, depois de mais de uma década de sucessivos recuos que reduziram a população subalimentada do planeta, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) constatou uma inflexão ascendente.

No seu último relatório “O Estado da Segurança Alimentar e a Nutrição no Mundo”, a FAO contabilizou um acréscimo de quase 40 milhões de vidas capturadas pela engrenagem da fome, elevando-se o total global de 777 milhões (em 2015) para 815 milhões de pessoas (em 2016).

O rebote da fome no mundo não pode ficar sem resposta e a hora de construí-la não admite protelações. Esse jogo não terminou.

Ele está sendo jogado nesse momento em vários pontos do planeta, com resultados que se alteram a cada minuto. O saldo traduz o ocaso de milhões de vidas humanas.

A omissão diante de um retrocesso ainda reversível, a um custo ainda irrisório, seria descabida em qualquer circunstância.

Mais ainda agora, quando finalmente avolumam sinais de uma retomada econômica global.

A experiência ensina que um ciclo de alta da economia facilita, mas não corrige sozinho as perdas e danos da etapa negativa que o precedeu.

A qualificação do crescimento em desenvolvimento para toda a sociedade persiste como um apanágio das políticas públicas e da ação coordenada de instituições voltadas à cooperação internacional.

No entanto, o que se passa hoje é mais complicado do que simplesmente resgatar o que se perdeu.

A retomada em curso talvez não produza um novo e abrangente ciclo de expansão do emprego associado a vagas de qualidade, com ganhos reais de poder de compra por um longo período.

Ao declínio do emprego na década crítica iniciada em 2008, soma-se agora um inédito degrau de automação trazido pela quarta revolução industrial.

O conjunto maximizará a produtividade, mas também o desafio histórico de redistribuir a riqueza por ela gerada.

É nessa fronteira de múltiplas encruzilhadas que a FAO constrói um repto à inquietante recidiva da fome na atualidade.

Um bilhão de dólares em contribuições internacionais pode salvar 30 milhões de vidas em 26 países e reverter o núcleo duro da insegurança alimentar em nosso tempo. O apelo encerra múltiplas dimensões.

Se a cooperação internacional não for capaz disso, que chance terá a meta do desenvolvimento sustentável na equação do clima no século XXI, como previsto no Acordo de Paris? Que espaço restará à meta daí inseparável de zerar a fome e a pobreza extrema nos próximos doze anos, com base em novos padrões produtivos previstos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável?

A agenda da FAO em 2018 está integralmente centrada na construção cooperativa das respostas a essas perguntas, que vão selar o destino do século XXI.

Não se trata apenas de acudir a emergência. As causas da fome precisam ser compreendidas para que se possa agir com a rapidez necessária no presente e prevenir réplicas no futuro.

A fome no século XXI deixou de ser um alvo estático. Há tempos não se traduz a fome por escassez de alimento, como foi até meados do século XX. Tampouco a insegurança alimentar atual decorre apenas das dificuldades de acesso dos pobres à abundância conquistada.

Guerras fratricidas, desequilíbrios climáticos recorrentes, vulnerabilidade agrícola e derivas populacionais combinam-se hoje em diferentes pontos do planeta para impulsionar a regressão detectada pela FAO em 2016.

Infelizmente, os dados preliminares que a FAO está coletando para 2017 apontam para um novo crescimento do número de pessoas com fome no mundo.

Conflitos intermináveis no Iraque, Sudão do Sul, na Síria e no Iêmen, assim como a escalada da violência na República Centro-Africana, no Congo e em Mianmar, tornaram evidente a correlação entre a ausência da paz e o desmanche de sistemas alimentares, com impactos irreversíveis na vida das populações locais e de seus meios de subsistência.

Consequências semelhantes acarretam acidentes climáticos extremos cada vez mais frequentes. Os furacões no Caribe, ou as secas devastadoras na África, mostram que o custo do desequilíbrio ambiental já está sendo pago pelos mais pobres.

Os recursos que a FAO busca junto à cooperação internacional tem o aval de uma bem-sucedida experiência em acudir e semear a resiliência justamente no flanco mais sensível à instabilidade formado pelas comunidades rurais.

Na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iêmen, mais de 6 milhões de famílias receberam sementes, equipamentos, fertilizantes e capacitação para plantar e colher mesmo em condições adversas.

Outros 2 milhões de agricultores em situação de extrema vulnerabilidade tiveram acesso a recursos financeiros para evitar a venda de suas terras e animais, o que tornaria impossível a sua regeneração produtiva.

Parcerias com a FAO garantiram a vacinação de mais de 43 milhões de cabeças de bovinos e caprinos nesses países, além do abastecimento de água perene, sem o qual seria impraticável dar resiliência à economia comunitária.

A FAO tem experiências, estruturas e vínculos locais para dobrar a aposta nessas iniciativas e converter o repto em um duplo ganho.

De um lado, redimir a segurança alimentar de milhões de seres humanos elevando sua capacidade de produzir em sintonia com a natureza; de outro, provar a nós mesmos que o futuro sustentável continua a ser o nome da esperança no século XXI. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Cerca de 360 milhões de crianças vivem em zonas de conflito

sex, 09/03/2018 - 20:12

Crianças em situações de crise enfrentam uma série de desafios – desde a separação familiar e o recrutamento forçado até a exploração sexual e a pobreza extrema –, alertou a vice-chefe de direitos humanos das Nações Unidas. Kate Gilmore pediu ações imediatas para proteger as crianças das consequências das “falhas demasiadamente adultas”.

Lembrando que as crianças constituem a metade das pessoas deslocadas do mundo e mais da metade de seus refugiados, ela enfatizou: “Não importa onde elas estejam, nem o status de seus movimentos dentro ou fora das fronteiras – que seja o mais irregular possível –, os direitos de uma criança nunca a abandona”.

“Somente em 2016, 43 milhões de crianças em 63 países necessitaram de ajuda humanitária”, disse Kate Gilmore, vice-alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante a reunião anual sobre os direitos da criança na última segunda-feira (5), em Genebra.

“E, atualmente, 357 milhões de crianças vivem em zonas de conflito – um aumento de cerca de 75% desde a última década do século passado, ou uma em cada seis crianças em todo o mundo”, acrescentou.

Das inundações, terremotos e furacões até a instabilidade política e econômica causada pelo homem e os conflitos armados entre e entre partes estatais e não estatais em nível mundial, os custos da “má conduta” adulta e suas consequências como guardiões políticos, sociais e econômicos têm prejudicado o futuro de crianças.

Inúmeras crianças desconhecidas perderam a vida terrivelmente se deslocando no mar Mediterrâneo; milhares foram violadas no estado de Rakhine, em Mianmar; meninas foram submetidas a abuso e exploração sexuais pelos soldados das Nações Unidas, conhecidos como capacetes-azuis; e outras violadas por inúmeros trabalhadores religiosos e seculares. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Mulheres de países pobres são mais vulneráveis as alterações climáticas

qui, 08/03/2018 - 10:24

No Dia Internacional da Mulher, um alerta: não é possível combater as alterações do clima sem combater a desigualdade de gênero, e vice-versa. Os estudos da ONU mostram isso e alertam para as condições das mulheres no cenário de alterações climáticas.

Como maior parcela da população mundial pobre, as mulheres são mais dependentes dos recursos naturais ameaçados pelas alterações do clima, têm acesso desigual a esses recursos, pouca participação na tomada de decisões em todos os âmbitos e são mais afetadas pelo aquecimento global e suas implicações, principalmente nas zonas rurais.

Estatisticamente, desastres naturais tendem a matar mais mulheres do que homens. Elas também sofrem todo tipo de pressão social, econômica e política que limitam a capacidade delas de se adaptar a essas mudanças. Fonte Climainfo (#Envolverde)

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Cemaden participa de evento sobre desastres naturais na África do Sul

qua, 07/03/2018 - 14:13

A próxima reunião do Brics para discutir cooperação científica em prevenção de desastres será realizada na África do Sul e terá participação do órgão brasileiro Cemaden.

Sob o tema de “Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais” – uma das cinco áreas prioritárias do acordo de cooperação entre os países do Brics – tem o Brasil na liderança para desenvolver os acordos e mecanismos de ciência, tecnologia e inovação para cooperação multilateral no tema, por meio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – responsável em conduzir as discussões entre os países do bloco.

O Cemaden irá organizar o 3º Encontro do GT do Brics no tema “ Prevenção de Riscos e Mitigação de Desastres Naturais”, a ser realizado na África do Sul, neste ano, em maio, na Cidade do Cabo. (#Envolverde)

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