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Atualizado: 25 minutos 46 segundos atrás

Gelo Artico recua tanto no inverno que dá passagem para navios

qua, 07/03/2018 - 13:48

O Inverno já acabou no Ártico e o balanço não é animador. Foi um dos Invernos mais quentes algumas vez registados, com consequências graves no recuo dos gelos no Oceano Ártico. O recuo foi tão acentuado que, pela primeira vez, um cargueiro conseguiu cruzar a rota norte do Ártico durante o Inverno. De acordo com os especialistas, as alterações climáticas justificam as altas temperaturas naquela região do globo e as tempestades que têm fustigado a Europa e o norte dos EUA.

O gelo no Oceano Ártico nunca foi tão escasso, mostram os dados do Centro Nacional Neve e Gelo norte-americano. A situação é particularmente preocupante junto do estreito de Bering, que liga os oceanos Pacífico e Ártico entre a Rússia e os Estados Unidos. Nessa zona, a extensão ocupada pelo gelo recuou para cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados durante as três primeiras semanas do mês de Fevereiro. É uma área de um milhão de quilômetros quadrados a menos do que o normal para a época, equivalente à área de um país como o Egito.

“As pressões baixas registadas a leste da Península do Kamchatka [na Rússia] e as pressões altas registadas no Alasca e no Yukon [Canadá] em Fevereiro originaram ventos de Sul que trouxeram ar quente e águas oceânicas quentes à zona do Oceano Ártico que toca o Pacifico, impedindo a formação de gelo a sul”, explica o centro norte-americano.

No lado Atlântico aconteceu algo semelhante, com as pressões baixas registadas na costa da Groenlândia e as pressões altas registadas no norte da Eurásia a levarem o calor oceânico para Norte.

A temperatura está anormalmente elevada para a época do ano. Das quase 30 estações meteorológicas do Árctico, pelo menos 15 registaram temperaturas 5,6º centígrados acima do normal.

O diretor do Centro de Neve e Gelo norte-americano, Mark Serreze, estuda o Ártico desde 1982 e diz que o que está a acontecer não tem precedentes. “Estas vagas de calor – nunca vi nada assim”, comenta, em declarações ao Guardian.

Em Fevereiro, a estação meteorológica Cape Morris Jesup, na Gronelândia, a cerca de 650 km a sul do Pólo Norte, registou 61 horas seguidas de temperaturas acima dos zero graus Celsius. São temperaturas anormalmente elevadas para uma altura do ano em que o Sol não se levanta no Pólo Norte.

As temperaturas altas – que em termos de valores se assemelharam às de Maio – fizeram descer o ar frio para Sul, oferecendo uma explicação possível para as tempestades de gelo que têm assolado a Europa e o Noroeste dos EUA. A redução durante muito tempo do gelo no oceano Árctico – causada pelas alterações climáticas – deixa a água que está por baixo exposta, a libertar calor para a atmosfera. Isso pode perturbar as correntes de jacto, que são como rios de vento na atmosfera, a alta altitude, tiras finas e com correntes de alta velocidade que podem afetar os padrões climáticos.

“A corrente de jacto torna-se mais ondulada, o que significa que mais ar frio pode chegar a Sul, e mais ar quente pode penetrar a Norte”, disse Nalan Koc, director de investigação do Instituto Polar Norueguês, citado pela Reuters. Fonte: Público (#Envolverde)

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Inmarsat desenvolverá serviços para tráfego aéreo 4D na Europa

ter, 06/03/2018 - 19:34

A Inmarsat, principal fornecedora mundial de comunicações móveis globais por satélite, acaba de assinar um importante contrato com a Agência Espacial Europeia (ESA) para desenvolver serviços de comunicação por satélite que permitam a gestão do tráfego aéreo em trajetória 4D na Europa a partir de 2020.

O programa Iris dará suporte ao plano-mestre da Pesquisa de Controle de Tráfego Aéreo Único nos Céus Europeus (SESAR) para o gerenciamento de tráfego aéreo de última geração, que permite uma perspectiva estratégica dos desenvolvimentos críticos necessários para oferecer um sistema de gerenciamento de aviação de alto desempenho para a Europa.

O Iris destina-se a fornecer comunicações de cabine de comando seguras e de alta banda-larga que são essenciais para atingir os objetivos do SESAR, a fim de otimizar o espaço aéreo, melhorar a segurança e, também online, reduzir os tempos de voo, atrasos e emissões de CO2. Desenvolvido na nova plataforma SB-S da Inmarsat, que já está sendo implementada pelas companhias aéreas, as aprimoradas capacidades baseadas em IP do Iris aliviarão a pressão sobre os links de rádio VHF atualmente lotados, que estão próximos da saturação.

O Iris habilitará o conceito-chave do SESAR de trajetórias com as iniciais “4D”, localizando uma aeronave em quatro dimensões: latitude, longitude, altitude e tempo. Isso permitirá rastreamento preciso dos voos e gerenciamento mais eficiente do tráfego por meio de Operações baseadas em Trajetórias (TBO). A TBO permite que pilotos e controladores calculem as rotas mais curtas disponíveis, voem em cruzeiro nas altitudes ideais e usem caminhos contínuos de subida e descida, economizando combustível e diminuindo o impacto ambiental da viagem aérea.

As comunicações entre controlador e piloto migrarão de comunicações de voz para link de dados (mensagens de texto), aumentando tanto a segurança operacional como a eficiência. O Iris também protegerá, por meio de gateways de segurança, as comunicações das aeronaves contra ameaças cibernéticas. Esses gateways proporcionariam uma barreira VPN entre o solo e cada aeronave, garantindo autenticação mútua e integridade na troca de dados. Eles conectarão, de forma segura, sistemas de gerenciamento de voos a bordo da aeronave aos sistemas correspondentes utilizados pelos controladores de tráfego aéreo no solo.
(#Envolverde)

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ONU Meio Ambiente quer mobilização para resguardar ambientalistas

ter, 06/03/2018 - 18:10

A ONU Meio Ambiente lançou nesta semana em Genebra, a Iniciativa para Direitos Ambientais das Nações Unidas, uma estratégia para combater em todo o mundo as ameaças, intimidações, assédio e assassinatos de ambientalistas. O projeto tem por objetivo esclarecer para o público o que são os direitos ambientais e como defendê-los. Com isso, o organismo das Nações Unidas espera aproximar a sociedade da proteção da natureza.
Outra frente de mobilização será o setor privado. A agência da ONU quer que empresas abandonem uma cultura de conformidade mínima para liderar a promoção dos direitos de todos a um meio ambiente limpo e saudável.
Desde os anos 1970, os direitos ambientais têm se ampliado mais rápido do que qualquer outro direito humano. Cada vez mais, esses direitos são reivindicados e garantidos. Tribunais em pelo menos 44 países já tomaram decisões judiciais que fortalecem o cumprimento do direito constitucional a um meio ambiente saudável.
“Os que lutam para proteger o planeta e as pessoas deveriam ser celebrados como heróis, mas o triste fato é que muitos estão pagando um preço alto com sua segurança e, às vezes, com suas vidas. É nosso dever ficar ao lado dos que estão do lado certo da história. Isso significa defender o mais fundamental e universal de todos os direitos humanos”, afirmou o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.
Os direitos ambientais estão consagrados em mais de cem constituições. No entanto, em janeiro de 2018, a ONG Global Witness documentou a morte de quase quatro ambientalistas por semana, com o verdadeiro número total de mortes sendo provavelmente bem mais alto. Muitos outros ativistas sofrem abusos, são intimidados e expulsos de suas terras.
Dos 197 ambientalistas mortos em 2017, entre 40 a 50% eram indígenas e de pequenas comunidades. Pelo menos 60% dos crimes ocorreram na América Latina e no Caribe, uma região rica em recursos naturais que, por anos, ocupa o primeiro lugar entre as áreas mais perigosas do mundo para defensores do meio ambiente.
“Violações dos direitos ambientais têm um impacto profundo em uma ampla variedade de direitos humanos, incluindo os direitos à vida, à autodeterminação, a comida, água, saúde, saneamento, moradia e os direitos civis, culturais e políticos”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.
O dirigente lembrou que, durante visitas recentes a Papua Nova Guiné e Fiji, “eu fui informado a fundo sobre o impacto das indústrias extrativistas e das mudanças climáticas nos direitos individuais”.
“É crucial que os mais afetados sejam capazes de participar significativamente em (tomadas de) decisões relacionadas a terra e a meio ambiente. Estados têm a responsabilidade de prevenir e punir abusos de direitos cometidos por corporações privadas dentro de seus territórios, e empresas têm a obrigação de evitar infringir os direitos humanos dos outros. Eu espero que essa nova Iniciativa seja capaz de encorajar Estados e empresas a cumprir com suas obrigações”, acrescentou Zeid.
Duas tendências perturbadoras estão fragilizando tanto o Estado de Direito Ambiental, quanto os direitos humanos de participação e reunião. A primeira são os crescentes episódios de assédio, intimidação e homicídio de ambientalistas. De 2002 a 2013, 908 pessoas foram mortas defendendo o meio ambiente e a terra em 35 países. O ritmo dos assassinatos está acelerando. Em 2017, foram 197 mortos.
O segundo desdobramento são as tentativas por alguns países de limitar as atividades das ONGs. De 1993 a 2016, 48 países aprovaram leis que restringiram as atividades de organizações locais que recebiam financiamento estrangeiro. Outras 83 nações adotaram leis que restringiram as atividades de ONGs estrangeiras.
A ONU Meio Ambiente tem trabalhado com direitos humanos e meio ambiente por quase duas décadas, incluindo por meio da identificação de boas práticas; da sensibilização do Judiciário para os direitos ambientais constitucionais; e do apoio às negociações de um instrumento legal na América Latina e no Caribe, com base no Princípio 10 da Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
O Acordo Latino-Americano e Caribenho sobre Acesso à Informação, Participação Pública e Justiça em temas ambientais foi adotado em San Jose, na Costa Rica, no dia 4 de março. “Esse não é apenas um compromisso renovado com a proteção ambiental”, afirmou o diretor da ONU Meio Ambiente para a região, Leo Heileman. “Isso pode ser uma oportunidade para dar aos direitos ambientais o mesmo peso legal que os direitos humanos (têm) a nível global.”
A Iniciativa para Direitos Ambientais mobilizará governos a fortalecer suas capacidades institucionais para desenvolver e implementar quadros políticos e jurídicos que protejam os direitos ambientais. O projeto também chamará autoridades a auxiliar empresas a entender melhor quais são suas obrigações em termos de direitos ambientais e como avançar para além de uma cultura de conformidade.
A estratégia também quer que os Estados trabalhem com a imprensa para promover os direitos ambientais, inclusive por meio do desenvolvimento e da implementação de um currículo de treinamento para lidar com a mídia.
Outras pautas defendidas pela Iniciativa para Direitos Ambientais são a ampla difusão de informações sobre direitos ambientais, a partir de um novo portal online, e o estabelecimento de redes através das quais ambientalistas poderão se conectar para elaborar e concretizar estratégias de proteção ambiental.
“De muitas maneiras, as Nações Unidas precisam tentar alcançar o ponto em que os países (já) se encontram. Eu estou propondo ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que a Organização deve se unir a países no reconhecimento de um direito global a um meio ambiente saudável. Chegou a hora de reconhecer essa interdependência formal entre os direitos humanos e o meio ambiente, não apenas a nível nacional, mas a nível da ONU também”, defendeu o relator especial da ONU para direitos humanos e meio ambiente, John Knox.
A ONU Meio Ambiente pede com urgência que governos priorizem a proteção de ambientalistas do assédio e de ataques. O organismo internacional também solicita que autoridades levem à Justiça, com rapidez e eficiência, os responsáveis por agredir a ameaçar ativistas. Tolerar a intimidação dos defensores do meio ambiente enfraquece direitos humanos básicos e o Estado de Direito Ambiental.
“Assassinatos, violência e ameaças deixam frequentemente de ser noticiados e punidos. Uma maior cobertura jornalística e um apoio legal mais forte, a nível local e nacional, são essenciais para defender os ambientalistas”, avalia o editor global de Meio Ambiente do jornal britânico The Guardian, Jonathan Watts.
A Iniciativa para Direitos Ambientais foi lançada oficialmente nesta terça-feira (6), no Palácio das Nações, em Genebra, em evento com a participação de John Knox, de Jonathan Watts, da cofundadora da Global Witness, Patrick Alley, da presidenta e chefe-executiva da Fundação Bianca Jagger de Direitos Humanos, Bianca Jagger, da vice-alta-comissário da ONU para os direitos humanos, Kate Gilmore, e de Elizabeth Maruma Mrema, uma das mais altas autoridades da ONU em Direito Ambiental.
Bianca Jagger disse que a Iniciativa para Direitos Ambientais das Nações Unidas é “fundamental para lidar com a crescente epidemia de assassinatos de ambientalistas em todo o mundo”.
“Por muitos anos, eu apoiei povos e comunidades indígenas em todo o mundo que são assassinados por protegerem suas florestas e terras da exploração ilegal. A Fundação Bianca Jagger de Direitos Humanos chama governos a acabar com os assassinatos e com a cultura de impunidade, para implementar proteções legais exequíveis e levar os agressores à Justiça”, completou. Fonte: ONUBr (#Envolverde)

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Acordo regional une países da AL pelo meio ambiente

seg, 05/03/2018 - 19:07

Representantes de 24 países da América Latina e do Caribe reunidos em San José, na Costa Rica, adotaram no domingo (4) o primeiro acordo regional vinculante para proteger direitos de acesso à informação, à participação pública e à Justiça em temas ambientais. O Princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento é um instrumento legal inédito para a região.
Ao término da 9ª Reunião do Comitê de Negociação do Acordo Regional sobre o Princípio 10, os delegados governamentais, junto a representantes do público e especialistas de organismos internacionais, concordaram com o texto final do pacto, que está sendo negociado desde 2014, e no qual se consagra também a proteção dos defensores dos direitos humanos em assuntos ambientais.
A cerimônia de encerramento foi liderada por Luis Guillermo Solís, presidente da Costa Rica, e Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), organismo regional das Nações Unidas que atua como secretaria técnica deste acordo.
Também participaram Edgar Gutiérrez, ministro do Meio Ambiente e de Energia da Costa Rica; Marcelo Mena , ministro do Meio Ambiente do Chile; e Alejandro Solano, subministro de Relações Exteriores da Costa Rica.
“Este acordo obtido aqui na Costa Rica é um ponto de inflexão; é uma boa notícia para um continente que precisa muito dele em sua luta contra o crime, a pobreza, a desigualdade e o ódio. Também é crucial para a sobrevivência de nossa espécie”, disse o presidente costarriquenho no encerramento do encontro.
O presidente da Costa Rica disse ainda ser necessário consultar as pessoas sobre as decisões em matéria ambiental, fazê-las partícipes do desenvolvimento, já que “o direito a um meio ambiente saudável é um direito humano”, declarou. Destacou também a relevância jurídica do acordo e a “democracia ambiental” como um novo termo legal que implica a participação de todos na proteção do meio ambiente.
Bárcena lembrou a importância desse processo encerrado no domingo com a adoção do primeiro acordo regional vinculante em matéria de democracia ambiental. “Com esse acordo, a América Latina e o Caribe atestam seu firme e inequívoco compromisso com um princípio democrático fundacional: o direito das pessoas a participar de forma significativa das decisões que afetam suas vidas e seu entorno”, declarou.
A chefe da CEPAL lembrou ainda que este acordo regional, junto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e o Acordo de Paris para o clima, responde à busca de respostas da comunidade internacional para mudar o atual estilo de desenvolvimento e “para construir sociedades pacíficas, mais justas, solidárias e inclusivas, nas quais os direitos humanos sejam protegidos e a proteção do planeta e de seus recursos naturais seja garantida”.
“O grande mérito desse acordo regional está em colocar a igualdade no centro dos direitos de acesso e, portanto, a sustentabilidade ambiental (no centro do) desenvolvimento”, disse a alta funcionária das Nações Unidas. “Este é um acordo de segunda geração que vincula o meio ambiente com os direitos humanos e os direitos de acesso, e que sem dúvida vai contribuir para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da Agenda 2030”, disse.
Segundo o texto final aprovado no domingo, o objetivo do acordo é “garantir a implementação plena e efetiva na América Latina e no Caribe dos direitos de acesso à informação ambiental, participação pública nos processos de tomada de decisões ambientais e acesso à Justiça em assuntos ambientais, assim como a criação e o fortalecimento das capacidades e da cooperação, contribuindo para a proteção do direito de cada pessoa, das gerações atuais e futuras, de viver em um meio ambiente saudável e ao desenvolvimento sustentável” (artigo 1).
Além disso, afirma em seu artigo 9 que “cada parte garantirá um entorno seguro e propício no qual as pessoas, grupos e organizações que promovem e defendem os direitos humanos em assuntos ambientais possam atuar sem ameaças, restrições e insegurança”.
Também foi estabelecida a criação de uma Conferência entre as Partes (artigo 15), que será convocada pela CEPAL no máximo um ano depois da entrada em vigor do presente acordo e serão realizadas reuniões ordinárias a intervalos regulares, segundo o que for decidido pela conferência.
O texto afirma ainda que o acordo estará aberto à assinatura de todos os países da América Latina e do Caribe (33 nações) na sede das Nações Unidas em Nova Iorque de 27 de setembro de 2018 a 26 de setembro de 2020, e que estará sujeito à ratificação, aceitação ou aprovação dos Estados que o assinarem.
No ato final da 9ª Reunião do Comitê de Negociação do Acordo Regional sobre o Princípio 10, os países signatários convidam todos os Estados da América Latina e do Caribe a assinarem e ratificarem este acordo o mais rápido possível, e agradecem a CEPAL por seu apoio, e ao público por sua significativa participação durante o processo de negociação.
Além disso, solicitam à CEPAL que realize as gestões necessárias para enviar o texto final ao secretário-geral da ONU, com o objetivo de que ele seja o depositário do acordo, e informam que a adoção desse instrumento legal será divulgada durante o 37º período de sessões da CEPAL, máxima instância da instituição, que ocorrerá em Havana, Cuba de 7 a 11 de maio deste ano. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Ação humana aumenta em mil vezes a rapidez do desaparecimento de espécies

seg, 05/03/2018 - 16:09

Intervenções do homem na natureza fazem com que a biodiversidade do planeta desapareça a uma taxa mil vezes mais rápida do que a estimada para um cenário sem a ameaça de atividades humanas. O alerta é da vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que fez um pronunciamento. No último sábado (03) foi o Dia Mundial da Vida Selvagem.

Entre os problemas por trás da extinção de espécies, estão a destruição e degradação de habitats, as mudanças climáticas, o tráfico ilícito de animais e plantas silvestres e conflitos entre o homem e o meio ambiente. “Essas causas também estão associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e não podem ser vistas isoladas deles”, afirmou Amina.

Como exemplo, a dirigente lembrou o Objetivo de nº 1, que prevê a eliminação da miséria.

“A pobreza pode ser a causa da perda de biodiversidade, como vemos com a caça ilegal e o uso insustentável da terra, incluindo a derrubada e queimada de florestas, o comércio ilegal de madeira e o sobrepastoreio”, disse a dirigente. “A perda da biodiversidade, por sua vez, aumenta a pobreza, uma vez que os ecossistemas se esgotam e se tornam incapazes de sustentar vidas e prover meios de subsistência.”

Amina defendeu que a comunidade internacional “tem de trabalhar obstinadamente para aprimorar a conservação da biodiversidade e para eliminar a ingerência, o comércio ilícito, a corrupção e o tráfico”. “É por isso que temos o ODS de nº 15, para proteger, restaurar e promover o uso sustentável de ecossistemas terrestres, administrar sustentavelmente as florestas, combater a desertificação e reverter a degradação da terra”, acrescentou.

Grandes felinos em risco
A vice-chefe das Nações Unidas também chamou atenção para os riscos de extinção enfrentados pelos grandes felinos, como os leopardos, onças, jaguares, guepardos, leões e tigres. “Há apenas um século, havia 100 mil tigres selvagens vivendo na Ásia. Hoje, existem pouco mais de 4 mil”, lembrou Amina, que cobrou mais compromisso de países e comunidades pela proteção dessas espécies.

“Os grandes felinos são espécies centrais. Protegê-los também significa proteger os vastos habitats em que eles vivem e a ampla variedade de vida que abrigam”, defendeu a dirigente. “A solução para salvá-los, bem como todas as outras espécies ameaçadas ou em perigo, é a conservação baseada na ciência e no Estado de Direito.”

Na avaliação da subsecretária, é necessário um novo paradigma de desenvolvimento, que não considere a conservação da natureza como elemento antagônico ao crescimento econômico.

“As soluções vão além da adoção de leis rigorosas e do estabelecimento de áreas protegidas nacionais. Precisamos de novas formas de parceria entre governos, conservacionistas e comunidades locais para lidar com a conservação da vida silvestre como uma fonte de oportunidades e estabilidade econômica.”

Amina concluiu sua declaração enfatizando que a conservação da vida selvagem é uma “responsabilidade compartilhada” e que todos — consumidores, legisladores e gestores políticos e o setor privado — têm um papel a cumprir na proteção do patrimônio natural do planeta.Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Países latino americanos recebem verba para financiamento climático

seg, 05/03/2018 - 15:28

O diretor-executivo do Fundo Verde do Clima (GCF, na sigla em inglês), Howard Bamsey, anunciou nesta segunda-feira (5), em Bogotá, que aprovou cerca de US$ 350 milhões para “financiamento climático” em países latino-americanos. O GCF é uma entidade criada pela Convenção Marco das Nações Unidas para a Mudança Climática para apoiar os países na transição para investimentos limpos e resilientes nesta área. A informação é da EFE.

“Na semana passada, a junta tomou a decisão de aprovar quase US$ 350 milhões em financiamento climático para os países latino-americanos e isso alavanca mais de US$ 1 bilhão em co-financiamiento de outros projetos”, disse Bamsey na capital da Colômbia, durante o Primeiro Diálogo Estrutural do Fundo Verde do Clima.

Segundo ele, os projetos que serão financiados impulsionarão os mercados para que haja uma maior eficiência energética “a nível de pequenas empresas e em escala industrial. Isto é muito importante para remover obstáculos e ter uma maior absorção comercial da forma mais econômica de energia”.

Além disso, ele disse que a junta do GCF “comprometeu” recursos, sem precisar a cifra, para melhorar “a resiliência dos casos vulneráveis no Paraguai, o que vai ser feito promovendo práticas sustentáveis de terras, para poder ter uma produção bioenergética”, apontou.

Bamsey acrescentou que após uma junta realizada na semana passada, o Fundo Verde do Clima se comprometeu a fortalecer projetos em nove países da América Latina: Peru, México, Guatemala, Equador, El Salvador, Argentina, Chile, Brasil e Paraguai.

Por sua vez, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, avaliou o GCF como um “aliado determinante” para que os países latino-americanos possam mobilizar recursos adicionais para financiar projetos. AgBr (#Envolverde)

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Animais são monitorados do espaço em qualquer ponto da Terra

qua, 28/02/2018 - 20:22

Desde o último dia 13 de Fevereiro, um foguete russo levou para a Estação Espacial Internacional as antenas que faltavam para completar a missão Icarus, desenvolvida por uma equipe do Instituto Max Planck (Alemanha) e da Agência Espacial Russa (Roscosmos).

O objetivo do sistema é monitorar a vida animal a partir do espaço, fornecendo informações inéditas sobre como as populações desses animais vivem e se movimentam.

O conjunto receptor poderá captar dados de pelo menos 15 milhões de transmissores fixados nos animais vivendo em qualquer ponto da Terra.

Os transmissores são ultraminiaturizados em relação às etiquetas que são fixadas nos animais hoje, pesando apenas cinco gramas cada uma. Com isto, mesmo pequenos pássaros migratórios poderão ser rastreados – os primeiros animais a serem equipados com as novas etiquetas Icarus serão melros.

“A partir de junho, iremos marcar cerca de 300 melros com nossos minitransmissores em 35 locais na Alemanha. Eles nos ajudarão a aprender onde as aves vivem, por onde voam e onde morrem,” disse o professor Martin Wikelski, diretor da missão Icarus, que chama o projeto de uma “internet dos animais”, em uma referência à internet das coisas.

Cerca de 150 pesquisadores ao redor do mundo já se inscreveram para rastrear a migração de animais, incluindo tartarugas marinhas, jaguares, morcegos e aves migratórias.

O sistema Icarus inclui três antenas de recepção, medindo entre um e dois metros de comprimento, e uma antena de transmissão – cada uma delas pesa cerca de 200 quilogramas.

As antenas receptoras, que possuem receptores montados em duas palhetas inclinadas, receberão sinais de uma área de 30 por 800 quilômetros. Como a trajetória da Estação Espacial move-se 2.500 quilômetros para o oeste cada vez que circunda o globo, as antenas de recepção podem cobrir até 80% da superfície da Terra em um dia.

A antena transmissora, por sua vez, permitirá enviar comandos de configuração para as etiquetas, bem como dados orbitais precisos de volta para a estação receptora.

Agora é só esperar que os astronautas programem a caminhada espacial para montar as antenas no lado de fora da Estação. Fontes: Inovação Tecnológica (#Envolverde)

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Europa está sob forte onda de frio com várias vitimas

qua, 28/02/2018 - 20:14

Uma grande onda de frio está congelando a Europa e causando inúmeras vítimas. Diversos países estão sob grossa camada de gelo. O número de vitimas fatais ainda pode crescer, pois esse resfriamento da atmosfera durará mais alguns dias.

Cinco pessoas morreram durante a madrugada de hoje (28) na Polônia em decorrência do frio, com temperaturas inferiores a 20 graus abaixo de zero em algumas regiões do país, segundo informaram fontes da polícia.

Já são 58 os mortos por frio desde novembro do ano passado, na sua maioria pessoas alcoolizadas e mendigos surpreendidos pelas nevascas em refúgios improvisados.

Desde sexta-feira passada, a Polônia sofre uma onda de frio glacial que se espera que continue durante os próximos dias.

A polícia pediu à população que preste socorro às pessoas desabrigadas para evitar mais mortos, e avise imediatamente as autoridades para que sejam transferidas para refúgios. As informações são da agência de notícias EFE.

Na Eslovênia, onde a temperatura chegou a -27°C, um homem morreu perto da cidade de Maribor após sair de casa para pegar lenha. Na Sérvia, um idoso que sofria de demência foi achado congelado dois dias depois de desaparecer de sua casa. Ocorreram mortes na Dinamarca e na Holanda. Na Croácia também houve mortes.

No Reino Unido, estradas foram fechadas e trens ficaram parados devido à neve e gelo. Em partes do país, a temperatura chegou a -12°C; partes da Escócia chegaram a ter 40 cm de neve. Na Irlanda, nevou até 10 cm. A França está sob estado de alerta máximo devido as nevascas. Fontes: AgBR, EFE, ONUBr (#Envolverde)

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Artigo científico mostra que florestas tropicais estão morrendo rapidamente

ter, 27/02/2018 - 20:45

Como se o desmatamento já não fosse suficientemente ruim, uma série de outras ameaças mata num ritmo cada vez mais intenso as árvores da Amazônia e de outras florestas tropicais úmidas da Terra.

Uma revisão de artigos científicos feita por especialistas no tema, incluindo o pesquisador brasileiro Paulo Brando, do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), indica que a taxa de mortalidade dessas árvores mostra sinais de aceleração nos últimos anos. Os motivos são o aumento da temperatura, secas longas e piores, ventos mais fortes, incêndios mais extensos, mais cipós e até a abundância de gás carbônico na atmosfera – uma das causas do efeito estufa e elemento fundamental da fotossíntese.

As mudanças climáticas estão relacionadas a todos os problemas apontados. “O trabalho mostra que há indícios fortes que relacionam a mortalidade das árvores de florestas tropicais úmidas às alterações esperadas para essas regiões, em escalas global e regional”, afirma Brando.

O foco do estudo foram as florestas intactas, primárias ou antigas, na América do Sul, África e Sudeste Asiático. Porém, ele tende a focar na Amazônia brasileira, pois é o local mais estudado de todos, com mais volume de dados.

“Na Amazônia, todas essas causas de mortalidade de árvores estão presentes”, diz Brando. “Mas é difícil dizer que uma é mais relevante do que outra, porque todas têm um papel. Secas causam picos de mortalidade, enquanto o aumento de CO2 provoca mudanças de fundo. Já eventos de tempestades de vento impactam mais áreas fragmentadas, e o fogo causa muitos danos no sudeste da Amazônia.”

É impossível estabelecer qual desses ataques é pior. As secas, por exemplo. Elas têm se tornado cada vez mais longas e severas – na Amazônia, episódios anômalos ocorreram em 1997, 2005, 2010 e 2015. Como defesa imediata, as árvores tomam atitudes extremas, como fechar os estômatos (células por onde ocorre a respiração das plantas) e perder mais folhas.

Essas folhas, por sua vez, se acumulam em abundância no solo e servem de combustível para incêndios florestais, que se alastram facilmente e por mais tempo.

Secas e temperaturas mais altas ainda podem levar as árvores a definharem de fome, também num mecanismo de defesa que acaba se tornando um algoz. Ao fechar os estômatos para salvar água em seu interior, ela deixa de capturar o gás carbônico do ar, sua fonte de alimentação, enquanto consome o que tem dentro.

O regime forçado as deixa mais suscetíveis a ataques de pestes, como insetos, ou à competição por comida com os cipós – que por sua vez têm se proliferado ainda nesses ambientes. E, mesmo que a dieta não aconteça, o excesso de gás carbônico no ar também não significa que as florestas crescerão abundantemente.

“Quando há muito gás carbônico, algumas árvores podem dominar o pedaço e roubar os recursos dos vizinhos. Assim, há um aumento esperado na mortalidade de árvores mas não necessariamente mudanças drásticas nos estoques de carbono”, explica o pesquisador do IPAM. “Outra explicação é que a floresta se torna mais dinâmica com mais CO2; cresce mais rapidamente e morre mais rapidamente, tanto pelo metabolismo quanto por mudanças na estrutura da floresta.”

Tampouco o fato de estarem próximas à linha do Equador traz vantagem para as florestas tropicais úmidas num planeta mais quente: um novo regime de temperatura, esperado para os próximos anos devido às mudanças climáticas, pode mudar o metabolismo das árvores.

Os autores do estudo abrem uma discussão sobre cenários que possam reverter o quadro, como um aumento da precipitação anual, mas não entram na discussão sobre como a ação humana pode reverter o quadro.

Segundo Brando, reduzir a taxa de mudança no clima e estabilizar o processo o quanto antes, que envolve derrubar os níveis de emissão de CO2 mas também do desmatamento, são fatores essenciais para manter as florestas tropicais do mundo. “Quanto menor a área de borda de floresta, comum em paisagens fragmentadas, menor o impacto da seca, fogo e ventos.”

Ele também destaca a importância de se aprofundar as análises. “As redes de observação são extremamente importantes para entendermos se as nossas florestas estão saudáveis, e o Brasil tem feitos avanços importantes”, diz. “Precisamos saber o que realmente está acontecendo, para fechar buracos nas observações que ainda existem e nos preparar para os efeitos das mudanças climáticas.”

A revisão foi liderada por Nate McDowell, do Laboratório Nacional do Noroeste Pacífico (EUA), e publicada na revista científica especializada “New Phytologist” ((www.newphytologist.org) neste mês. (#Envolverde)

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Dia Internacional do Urso Polar mostra o sofrimento do animal

ter, 27/02/2018 - 19:24

O urso polar foi o primeiro animal a ser listado como “Vulnerável” na Lista de espécies ameaçadas por causa do aquecimento global. De acordo com o Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA, “a ação mais importante para a conservação e recuperação de ursos polares é uma redução global na emissão de gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento do Ártico”.

Com cada ano de inatividade climática, o futuro do urso polar parece mais sombrio. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou em dezembro que o Ártico está mostrando “nenhum sinal de retornar a uma região congelada das últimas décadas”.

No mês passado, o total de gelo do mar de janeiro foi o mais baixo já registrado por satélite, e um navio-tanque foi capaz de navegar no Ártico sem o auxílio de um quebra-gelo, no auge do inverno. Na verdade, a semana passada as temperaturas no Ártico subiram 45 graus acima do normal. (#Envolverde)

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Itália está sob uma forte onda de frio com nevascas em diversas regiões

seg, 26/02/2018 - 20:31

A Itália foi castigada por uma onda de frio que provocou intensas nevascas em cidades como Roma e Nápoles, causando grandes problemas nos transportes e o fechamento de escolas, ao mesmo tempo que deixou paisagens espetaculares como na capital, com os conhecidos monumentos cobertos de neve.

A onda de frio siberiano, que foi chamada de Burian, chegou no domingo (25) à Itália provocando nevascas no Norte e um frio intenso que chegou aos 20 graus Celcius (°C) negativos em algumas localidades e hoje alcançou o centro do país e Roma, onde não nevava com tanta intensidade desde 2012.

Durante mais de oito horas nevou sobre Roma o suficiente para acumular vários centímetros de neve, o que provocou problemas na circulação urbana e também nas ferrovias, que registraram atrasos de várias horas e alguns cancelamentos.

Também ocorreram atrasos nos aeroportos romanos de Fiumicino e Ciampino, locais que tiveram que fechar as pistas de pouso e decolagem por algumas horas para retirar a neve.

Enquanto isso, também registraram cancelamentos voos de outros aeroportos do país com destino a Roma. Segundo a sociedade Aeroportos de Roma, a situação está voltando à normalidade.

A rede metropolitana de Roma permanece aberta, mas a circulação de ônibus de transporte público foi reduzida e só circulam aqueles com rodas de inverno.

Apesar das dificuldades do tráfego, os romanos e turistas estão desfrutando da incomum nevasca e da beleza dos monumentos da capital como o Coliseu e a praça de São Pedro, cobertos totalmente de branco.

Durante a manhã, ocorreu uma reunião do comitê operativo da Proteção Civil para acompanhar a situação em Roma diante da onda de frio que pode durar pelo menos 36 horas. O Exército foi mobilizado para limpar ruas e estradas.

Os colégios e universidades de Roma, bem como muitos escritórios públicos, permaneceram fechados. Os bombeiros tiveram que intervir para retirar árvores que caíram e bloquearam algumas estradas da cidade.

Além de Roma, a onda de frio afetou também a região de Campania e a capital, Nápoles, que amanheceu com neve e o aeroporto de Capodicchino segue fechado, assim como os colégios de muitas cidades. Fonte AgBr (#Envolverde)

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Dia Mundial da Água terá tema ‘A Resposta Está na Natureza’

seg, 26/02/2018 - 20:24

Lembrado anualmente pela ONU em 22 de março, o Dia Mundial da Água terá como tema, em 2018, o uso de soluções baseadas no meio ambiente para resolver problemas de gestão dos recursos hídricos. Com a campanha “A resposta está na natureza”, as Nações Unidas abordarão como estratégias de preservação e restauração ambiental podem proteger o ciclo da água e melhorar a qualidade de vida da população.

Atualmente, 1,8 bilhão de pessoas consomem água de fontes que não são protegidas contra a contaminação por fezes humanas. Mais de 80% das águas residuais geradas por atividades do homem — incluindo o esgoto caseiro — são despejadas no meio ambiente sem ser tratadas ou reutilizadas. Até 2050, a população global terá aumentado em 2 bilhões de indivíduos, e a demanda por água poderá crescer até 30%.

A agricultura é responsável por 70% do consumo de recursos hídricos — a maior parte vai para a irrigação das plantações. A participação do setor agrícola aumenta em áreas com maior densidade populacional e falta d’água. O campo é seguido pela indústria, que responde por 20% da água utilizada em atividades humanas. O uso doméstico representa apenas 10% do consumo total, e a proporção de água potável que é bebida pela população equivale a menos de 1%.

Com as transformações do clima e a manutenção de padrões insustentáveis de produção, a poluição e a desigualdade na distribuição vão se agravar, bem como os desastres associados à gestão da água.

Hoje, 1,9 bilhão de indivíduos vivem em áreas que poderão ter escassez severa de água. Até 2050, o número pode chegar a cerca de 3 bilhões. A quantidade de pessoas em zonas de risco para enchentes também aumentará, passando do atual 1,2 bilhão para 1,6 bilhão, o que representará 20% da população mundial em 2050. Aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas já são afetadas pela degradação da terra e pelo fenômeno conhecido como desertificação.

Anualmente, a erosão do solo desloca de 25 bilhões a 40 bilhões de toneladas de camadas vegetais — o que reduz de forma significativa a produção das safras e a capacidade da terra de regular quantidades de água, carbono e nutrientes. Os rejeitos escoados do solo erodido, contendo nitrogênio e fósforo, são um dos principais poluentes dos recursos hídricos. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Falta vontade política para acabar com desmatamento, conclui FAO

sex, 23/02/2018 - 20:17

Ao longo dos últimos 25 anos, a taxa global de desmatamento caiu mais de 50%, segundo a ONU. Para as Nações Unidas, redução prova que um futuro com zero destruição de florestas pode deixar de ser uma aspiração para virar realidade. Mas será necessário mais vontade política, alertou o organismo internacional nesta semana (20) em conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma.

“Temos o conhecimento e as ferramentas para acabar com o desmatamento global, mas isso exige uma ação ambiciosa e coordenada em todos os setores da agricultura e outros, (uma ação) fundamentada em vontade política e social”, afirmou a vice-diretora-geral da FAO para Clima e Recursos Naturais, Maria Helena Semedo, na abertura do evento.

De acordo com a FAO, o rápido crescimento populacional no planeta tem impulsionado a demanda por produtos e serviços que vêm das florestas, como lenha, fibras, combustível, comida e remédios. Para lidar com esses desafios, é preciso inovar em termos de política, institucionalização e governança.

Mudanças são ainda mais críticas em países tropicais de renda baixa, onde uma das principais causas do desmatamento é a procura por produtos agrícolas e a conversão das florestas em terras cultiváveis.

Também presente na conferência na capital italiana, o diretor do Fórum da ONU sobre Florestas, Manoel Sobral Filho, lembrou a queda nos índices de desmatamento ao longo das últimas duas décadas. Segundo o especialista, se esforços forem mantidos e se países investirem mais em restauração e replantio, será possível chegar a um futuro sem desflorestamento.

O evento em Roma reuniu representantes de governos, sociedade civil, cooperativas, setor privado e povos indígenas. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Em maio 80 países aplicam provas de conhecimento em seus alunos

sex, 23/02/2018 - 19:56

Em maio deste ano, mais de 80 países aplicarão as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), maior avaliação internacional em educação. No Brasil, 19 mil alunos de 661 escolas serão submetidos a esse exame.

No início de março, diretores das escolas selecionadas em todos os estados e no Distrito Federal receberão a Cartilha do Diretor e serão contatados pela instituição aplicadora. O público-alvo são estudantes de 15 anos, nascidos em 2002 e matriculados a partir do sétimo ano do ensino fundamental.

A avaliação abrange as áreas de leitura, matemática e ciências. A divulgação dos dados ocorre no ano seguinte à aplicação. A partir dos resultados, serão produzidos indicadores que contribuem para a discussão da qualidade da educação nos países participante. AgBr (#Envolverde)

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Satélite Copernicus monitora impactos em áreas costeiras e bacias fluviais

sex, 23/02/2018 - 19:25

Os ecossistemas costeiros, marinhos e fluviais beneficiam a sociedade de várias maneiras, fornecendo-nos uma gama de ” serviços ecossistêmicos “, como o armazenamento de carbono, o apoio a pescarias sustentáveis ​​e a atuação como amortecedor entre o mar e a terra. A conservação e o manejo adequado desses ecossistemas também podem nos ajudar a reduzir o risco de inundações costeiras e erosão.

As estruturas artificiais muitas vezes têm um impacto negativo nos processos naturais nas áreas costeiras, causando custos futuros significativos. Por outro lado, as intervenções que integram sistemas naturais dentro das defesas de inundação podem resultar em estratégias de mitigação mais sustentáveis ​​e econômicas. Os dados e informações da Copernicus oferecem uma oportunidade para implantar serviços operacionais a jusante que ofereçam suporte a tais estratégias.

As soluções baseadas na natureza exigem uma melhoria no nosso conhecimento de como os ecossistemas costeiros funcionam. Por exemplo, engenheiros e cientistas precisam entender melhor os mecanismos pelos quais a vegetação reduz a energia das ondas, como esses processos “aumentam a escala” de plantas individuais para grandes horizontes e como melhor incluir essa informação no projeto de esquemas de defesa contra inundações. Gerentes ambientais, por outro lado, podem precisar de um inventário geo-referenciado de vegetação natural, e informações sobre como essas áreas estão mudando ao longo do tempo.

As demonstrações verificáveis ​​dos benefícios das soluções baseadas na natureza são raras. Os organismos de proteção contra inundações e os engenheiros ambientais precisam de ferramentas confiáveis ​​e práticas que lhes fornecem informações quantitativas sobre parâmetros-chave. O Satélite Copernicus fornece dados e informações da Observação da Terra (EO)  pelo programa de EO, tido como um dos mais ambicioso do mundo.

Aproveitando os dados gratuitos e abertos de Copernicus, a equipe de projeto FAST (Foreshore Assessment using Space Technology), financiada pela UE, mediu as características da vegetação, a atenuação das ondas, a sedimentação e a erosão em oito locais costeiros em quatro Estados-Membros diferentes da UE. Os dados e informações de Copernicus – juntamente com outros dados de EO – foram transformados em camadas globais, incluindo informações sobre cobertura de vegetação global, mudanças de vegetação, além de mapas de elevação costeira novos e mais precisos. (#Envolverde)

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Pesquisa mostra os 9 grandes mercados de energia eólica e solar do mundo

qui, 22/02/2018 - 15:04

Uma nova pesquisa do Instituto de Análise Econômica e Financeira de Energia detalha como nove grandes mercados de energia em todo o mundo alcançaram uma grande parte da geração eólica e solar, ao mesmo tempo que garantem a segurança do suprimento, desta forma fornecendo exemplos convincentes da rápida evolução da geração de eletricidade. O relatório “Transição da indústria de energia, aqui e agora” inclui estudos de caso de mercados classificados pela participação relativa da dependência de renováveis na Dinamarca, Austrália do Sul, Uruguai, Alemanha, Irlanda, Espanha, Texas, Califórnia e o estado indiano de Tamil Nadu.
“Nosso relatório mostra que, operando agora e em uma variedade de mercados, esses líderes de energia renovável estão à frente de grande parte do mundo ao comprovar como as redes elétricas podem ser facilmente obtidas com até 50% de sua energia eólica e solar”, disse Gerard Wynn, consultor de finanças energéticas da IEEFA, sediado em Londres e principal autor do relatório. “As energias renováveis estão sendo integradas nesses estados e nações em níveis superiores a 10 vezes as médias globais, usando um menu de opções e ações para integrar essas fontes de energia limpas e com baixas emissões de carbono aos mercados de eletricidade”, disse Wynn. “As ferramentas existem agora para fazer crescer de forma espetacular a geração global de energia eólica e solar em todo o mundo”.
O relatório detalha a integração de energia eólica e solar equivalente a 14% – 53% da geração líquida total, dependendo do mercado estudado. Os dados de interrupção de energia indicam que as principais cidades nos estudos de caso nacionais não sofreram problemas de rede e que, pelo contrário, sugerem que eles têm entre as redes elétricas mais robustas do mundo e estão performando melhor que os pares. “Nossa pesquisa mostra que a crescente aceitação de fontes renováveis variáveis pode preservar a segurança energética”, disse Wynn.
O Texas serve como um exemplo de investimento em transmissão que ajudou a aumentar a quota de mercado de eólica para mais de 18% em 2017. O Uruguai usou energia hidrelétrica para equilibrar o crescimento meteórico de energia renovável; as energias eólica e solar passaram de 1% de participação de mercado em 2013 para 32% em 2017. A Austrália do Sul, que obtém 48% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis variáveis, ilustra o potencial de aproveitar a demanda e o armazenamento em baterias. A Dinamarca (53%) e a Califórnia (15%) mostram o valor da forte interconexão transfronteiriça. A Alemanha (26%) e a Irlanda (25%) são laboratórios para a reforma do mercado, a Espanha (23%) se beneficiou de uma melhor previsão de energia eólica, e o estado de Tamil Nadu na Índia (14%) prova a importância de uma liderança forte do governo. (#Envolverde)

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Fotografada a Via Láctea por cima de um vulcão em erupção

qui, 22/02/2018 - 11:46

Albert Dros é fotográfo de paisagem reconhecimento internacionalmente, holandês de nascimento, que para aprimorar seu trabalho aprendeu a dominar toda a tecnologia do seu equipamento e do computador. Também viajou para dezenas de países onde fotografou todo o tipo de cenários, até os menos prováveis como a erupção de um vulcão na Guatemala tendo a Via Láctea ao fundo. Por fim, ele criou um incrível site de fotografia com Wix, para compartilhar suas fotos com o mundo.

Com apenas 32 anos, suas melhores fotos ainda estão por vir, mas seu trabalho já atraiu os olhares dos curadores de maior prestígio no universo da fotografia, o que resultou em quatro publicações na National Geographic, uma publicação na Time e ser inscrito no programa “Sony Global Imaging Ambassadors”.

“Eu tive a ideia no momento que vi as fotos tiradas pelo meu irmão mais novo que vivia na Guatemala. Ele estava numa pequena cidade próxima e me contou que o vulcão estava ativo e entrando em erupção frequentemente. Quando ele me mostrou as fotos, foi como um gatilho: imediatamente reservei uma passagem e fui! Sempre quis fotografar um vulcão em erupção e esta era a minha chance.”

Continua: ” Planejei muito. Vi que muitos outros fotógrafos já haviam fotografado este mesmo vulcão e eu queria algo a mais. Gosto de fotografar à noite, por isso tentei ver se era possível ter a Via Láctea alinhada com o vulcão e com sorte ter uma erupção do vulcão ao mesmo tempo. Praticamente ninguém havia fotografado dessa forma porque é uma foto um pouco complicada. Erupções e lava são brilhantes e o céu à noite é escuro. Há um grande contraste, o que faz todo o processo dessa foto ser mais complicado.

Usei o PhotoPills (aplicativo de foto para smartphones) para ver se era possível realizar esta foto como imaginei. Precisava ter o ângulo certo, sem lua, céu claro e a erupção, obviamente. Ao verificar o ângulo, vi que realmente era possível alinhar com a Via Láctea naquele ponto, durante a madrugada. Isto era perfeito. Também naveguei em diversos sites para monitorar a atividade do vulcão e fiquei observando-o bem de perto. Por fim, tive algumas pessoas locais que me ajudaram ligando para as estações meteorológicas para saber quando o céu estaria nas melhores condições e quando seria melhor ir até lá. Todo este planejamento foi regiamente recompensado no final!

Essa sensação é realmente indescritível e minhas fotos sequer fazem jus ao que senti. Ver de perto um vulcão entrar em erupção junto com os tremores e o estrondo é algo que não dá para explicar, só vivenciando essa experiência. A natureza é fantástica e nós somos apenas observadores na terra.” fonte WixBlog (#Envolverde)

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