Campanhas

Combate à cultura do assédio: por que devemos registrar a “cantada” de rua na delegacia


“Lute por seus direitos”, diz ilustração da artista Debi Hasky

Certa noite, Fernanda* chegou em casa e foi assediada no elevador do próprio prédio onde mora. “Gostosa, quanto é o programa?”, falou no seu ouvido um homem desconhecido se aproximando muito além do que ela gostaria. Ela reagiu com raiva e xingou o homem, que fugiu. Só que a portaria exige que todas as pessoas que entram no prédio deixem seus dados em um caderno. Fernanda, que é formada em Direito, recolheu os dados e foi até a delegacia mais próxima, a três quadras de onde mora. No caminho, passou por mais um assédio: três homens que cruzaram seu caminho tentaram se aproximar dela falando de sua aparência. Ao chegar na delegacia, um policial lhe atendeu de má vontade e registrou errado seu boletim de ocorrência, classificando o crime de injúria, como se ela tivesse se ofendido por ser confundida com uma prostituta, o que não foi o caso.

Instituto Patrícia Galvão divulga dossiê sobre feminicídio #InvisibilidadeMata


Nomear o problema – o feminicídio – é certamente um passo fundamental, mas é preciso conhecer sua dimensão e desnaturalizar práticas, enraizadas nas relações pessoais e instituições, que colaboram para a perpetuação da violência contra as mulheres até o desfecho fatal.

Como fazer uma campanha de sucesso contra a violência de gênero


Foto por Elza FiúzaPare por um minuto e tente se lembrar da última campanha ou iniciativa que você viu contra a violência de gênero. Quanto tempo ela durou? Voltava-se a ambos os sexos ou apenas um deles? O que ela lhe provocou: desejo de agir ou indiferença? As pessoas ao seu redor foram influenciadas positivamente?

Se o projeto deu poucos frutos, existe a possibilidade de que tenha falhado na duração, na frequência das mensagens, no público-alvo, na comunicação ou em todos os fatores ao mesmo tempo. Trata-se da conclusão de uma pesquisa global feita sobre o que funciona ou não nas iniciativas contra a violência de gênero.

#TambémÉViolência: 3 em cada 5 mulheres são vítimas de relacionamento abusivo


No Brasil, existem diferentes tipos de violência que calam e aprisionam milhões de mulheres diariamente. Nosso país ocupa o 5º lugar no ranking de feminicídio de acordo com a ONU Mulheres. E os índices são alarmantes. Cerca de 41% dos casos de violência acontecem dentro de casa. Além disso, 3 em cada 5 mulheres sofreram, sofrem ou sofrerão violência em um relacionamento afetivo. É urgente! Precisamos falar de relacionamento abusivo.

Campanha #TambémÉViolência joga luz sobre o relacionamento abusivo (Foto: Camila Cornelsen)

Ransomware: saiba como prevenir-se!


Recentemente tem havido um enorme aumento dos ataques a computadores e dispositivos que bloqueiam o sistema operacional ou os dados da memória ou disco, inutilizando-os temporariamente - a recuperação é feita depois que o usuário afetado paga uma quantia ao atacante. Esses ataques têm gerado prejuizos a empresas e organizações estimados nos EUA em dezenas de bilhões de dólares, tanto pela perda de dados como pelo prejuizo decorrente da paralisação de seus sistemas. Os ataques são indiscriminados, tanto a indivíduos como a empresas e organizações, governamentais ou não, de qualquer porte. Saiba mais sobre o ransomware e como prevernir-se:

https://tiwa.org.br/?q=node/62

 

Campanha internacional #EstamosComLula


EstamosComLula[21-9-2016]

Entidades nacionais e internacionais acabam de lançar a campanha "Estamos Com Lula" (#StandWithLula), em apoio ao ex-presidente brasileiro contra os esforços de interesses poderosos que, ao indiciá-lo sem provas, procuram inviabilizar sua possivel participação nas próximas eleições presidenciais no Brasil. Se estiver interessada/o em participar da campanha, preencha o formulário de adesão nesta página: http://standwithlula.org

Orientações para campanha conjunta pelos 10 anos da Lei Maria da Penha


A ideia da campanha é mostrar que estamos mobilizadas nacionalmente pelo fim da violência contra a mulher. No aniversário de 10 anos da Lei Maria da Penha, vamos contar para todo o Brasil que estamos articuladas nessa luta. Como combinamos juntas no II Diálogo Nacional sobre Violência Doméstica, alguns coletivos se reuniriam para articular uma ação conjunta.

Nome da campanha: Eu falo sem medo, e você?

#EuFaloSemMedo

#10anosLeiMariadaPenha

A proposta é que, durante o mês de agosto, (1) nós compartilhemos ações (de cada um dos 33 grupos) nas nossas redes sociais, e (2) compartilhemos também um vídeo com um rap que está sendo gravado para essa campanha. (Na próxima semana vamos enviar a letra do rap).

Para isso, contamos com todas vocês:

CGI.br inicia processo eleitoral a partir de 30 de maio de 2016


[20-maio-2016]

No próximo dia 30 de maio terá início o quinto processo eleitoral dos representantes não governamentais no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). As entidades que desejarem participar precisarão ser homologadas e devem indicar candidatos para representar o segmento, os quais se eleitos exercerão mandato de três anos (2017 a 2019). O modelo brasileiro de governança multissetorial da Internet implementa, a partir de processos diretos de participação, um importante espaço de decisão e diálogo na obtenção dos consensos necessários para as recomendações e diretrizes do uso e governança da Internet no Brasil.

Esclarecimento do CGI.br sobre o Relatório da CPI de Crimes Cibernéticos


O COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL – CGI.br, após tomar conhecimento da Nota de Esclarecimento divulgada pelas Sub-Relatorias  "Instituições Financeiras e Comércio Virtual" e “ Crimes Contra a Criança e o Adolescente” ambas da Comissão de Inquérito Parlamentar dos Crimes Cibernéticos, divulgada em 30 de abril de 2016, e deliberar com quórum superior a 2/3 de seus integrantes,

VEM A PÚBLICO

1) Reiterar o princípio fundamental segundo o qual o combate a  ilícitos na Internet deve atingir os  responsáveis finais por conteúdos ilícitos e não as entidades intermediárias da rede com pleno respeito aos princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e demais direitos humanos -- princípio este que decorre do Decálogo de Princípios do CGI.br e serve como um dos pilares estruturantes do regime decorrente da Lei 12.965 de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet).

Declaração de Tim Berners-Lee sobre o relatório da CPICiber


 Tim Berners-LeeO Brasil ama a Internet. Mais da metade dos brasileiros estão online, e este número está crescendo rapidamente. De acordo com um relatório recente, 71% dos brasileiros conectados ficam online pelo menos uma vez a cada hora – mais do que em qualquer outro país. Cidadãos de todas as esferas da vida estão utilizando a Web para construir negócios e criar empregos. Na verdade, estima-se que o sector das TIC irá representar 10,7% do PIB brasileiro em 2022 – essencial em tempos de turbulências econômicas globais fortes. Claro, os benefícios da conectividade vão muito além do financeiro.