Entrevistas

“Crianças são hipervulneráveis e precisam ser protegidas como tal”


máquina registradora de brinquedoPara marcar o Dia do Consumidor, o Alana entrevistou o Professor Titular de Direito das Obrigações e Direito do Consumidor da PUC-RS e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), Adalberto Pasqualotto.Procurador de Justiça aposentado, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Pasqualotto defendeu a necessidade da criação de critérios objetivos para a proteção da criança frente aos apelos da comunicação mercadológica. Ele ressaltou, também, que é necessário persistência para que as ações movidas contra as empresas que cometem abusos cheguem ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e formem jurisprudência favorável ao tema. “O que falta é adensar o entendimento sobre grupos de casos em que a abusividade pode ser reconhecida”, afirmou.

Desmilitarização da polícia precisa ser discutida na eleição


*por Nana Medeiros

Com as manifestações realizadas desde o ano passado, ganhou força a discussão sobre a segurança pública do país, com destaque para a ação policial violenta principalmente nas áreas mais pobres das cidades. No entanto, para Raquel Willadino, psicóloga e diretora do Observatório de Favelas, essa situação ainda não provoca indignação na opinião pública. “A violência policial é recorrente no cotidiano dos moradores de espaços populares. Porém, essa violência, muitas vezes letal, é silenciada pela naturalização e a banalização”, afirma ela na entrevista abaixo, concedida ao Observatório da Sociedade Civil via e-mail. Segundo ela, O confronto nas favelas só foi colocado em evidência quando a violência também chegou a outros territórios com a repressão aos protestos.

“Nos falta um Brasil com visão continental” – entrevista com Atilio Boron


Por Diego Diehl, de Buenos Aires (Argentina), para o Brasil de Fato.

Poucos cientistas sociais acumulam uma compreensão tão profunda sobre os processos políticos em curso no continente latino-americano quanto Atilio Boron. Professor de Teoria Política e Social na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires (UBA), o argentino tem dedicado anos de investigação ao papel que os países da região têm desempenhado no sistema internacional.

Seu mais recente livro descreve o lugar da América Latina na geopolítica do imperialismo, cada vez mais crucial na estratégia de sobrevivência do capitalismo.

É onde está metade da biodiversidade do planeta, incluindo 45% do volume de água doce.

Racismo brasileiro e a negativa da sua existência


Em entrevista especial em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, Carmela Zigoni, doutora em antropologia pela Universidade de Brasília e assessora política do Inesc, aborda as características do racismo no Brasil, além de tratar da importância das políticas afirmativas e da representatividade dos negros/as no poder. Temas como educação e falta da presença dos negros/as nos discursos midiáticos também foram assuntos tratados pela especialista.

Transgênicos: 10 anos à solta


Entre 1998 e 2003, uma decisão judicial obtida pelo Idec junto com o Greenpeace barrou a entrada de transgênicos no Brasil. A ação, contra a soja geneticamente modificada da Monsanto, a primeira a chegar ao país, pedia que o produto não fosse aprovado até que estudos comprovassem que não havia riscos para a saúde humana e para o meio ambiente. Em junho de 2003, no entanto, uma Medida Provisória passou por cima dessa decisão e autorizou a colheita da soja plantada ilegalmente.

E a publicidade começa a divorciar-se da mulher…


Por Luciana Araújo*

Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV revela a existência de um conflito entre o que os espectadores veem e o que gostariam de ver nas publicidades exibidas na televisão. Para 56% dos entrevistados, homens e mulheres, as propagandas na TV não mostram as brasileiras reais. Para a pesquisa, foram realizadas 1.501 entrevistas com homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 18 de maio deste ano.

Congresso: hora de enfrentar a pauta anti-indígena


índiosPor Felipe Milanez, em Carta Capital

As próximas semanas são decisivas para o futuro do Brasil. É a reta final da atuação de uma das mais agressivas formações legislativas que já passaram por Brasília, e que ficará marcada no futuro pela grande destruição de direitos ambientais, principalmente a aprovação do Código Florestal, as constantes tentativas da Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo senador Blairo Maggi (PR), de autorizar o plantio de cana na Amazônia, e uma série de medidas de menor impacto na mídia mas com grande força administrativa, como de restringir a atuação de órgãos ambientais como o Ibama.

 

Otimismo, atitude subversiva


Rodrigo Savazoni*, entrevistado por Sérgio Cohn

Surgiu, nas últimas semanas, uma interpretação particularmente mórbida para as manifestações que sacudiram o Brasil em junho. Elas teriam, segundo tal viés, rasgado a máscara de um país que “se achou”; que ousou acreditar em si mesmo e nas contribuições civilizatórias que poderia aportar ao mundo. A insatisfação de junho teria demonstrado que estas ilusões são tolas. E somam-se agora as imagens da visita do Papa: a praia de Guaratiba enlameada, as multidões comprimindo-se em Copacabana seriam o sinal definitivo de que nos resta curvar a cabeça, em sinal de humildade, meter o rabo entre as pernas e, quem sabe, orar…

As aparências não enganam: Francisco é Bergoglio


por Fábio Grotz

“Não podemos ter expectativas positivas, nem nos iludir, com a figura de Francisco”, afirma a socióloga e coordenadora geral das Católicas pelo Direito de Decidir (CDD – Brasil), Maria José Rosado, em entrevista ao Sexuality PolicyWatch (SPW) a respeito da recente eleição do cardeal argentino Jorge Bergoglio ao papado.

“As ruas são uma tsunami nos partidos e na mídia”


Em entrevista ao Canal Ibase, a jornalista e cientista política Beatriz Bissio faz uma análise importante sobre o momento vivido pelo país após os movimentos que tomaram as ruas em junho passado, afirmando que os sistemas político e de comunicação brasileiros estão falidos. Para Beatriz, "precisamos discutir a democratização dos nossos meios de comunicação. É bom para todo mundo".

 

Por Camila Nóbrega*