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Uma feminista na igreja

Pública - ter, 21/05/2019 - 12:06
José Cícero da Silva/Agência PúblicaSimony dos Anjos é evangélica, cientista social, mestre em educação e integrante do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero

Simony dos Anjos é evangélica, filha de pastor evangélico e de seminarista, cientista social, mestre em educação e integrante do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero. Composto por mulheres feministas e evangélicas, o coletivo promove a igualdade de gênero dentro e fora da igreja e dá palestras sobre direitos reprodutivos e violência doméstica. “A gente age em igrejas neopentecostais, casas-abrigo da prefeitura. Começaram a enxergar na gente, mulheres evangélicas, uma maneira de tratar problemas que a igreja tem enfrentado, a violência doméstica, por exemplo. Porque há duas décadas a violência doméstica era abafada. Hoje, com toda essa efervescência, essa primavera feminista, as mulheres se sentem encorajadas a denunciar e a igreja está em um ponto em que, se ela abafa, vai perder fiéis. Então, vai ter que tratar da violência doméstica de alguma maneira. E aí a gente começou a ser muito convidada”, conta. Ela acrescenta, porém, que o direcionamento quanto ao divórcio em caso de violência doméstica, por exemplo, ainda depende muito da opinião do líder espiritual de cada igreja: “Varia muito, porque há uma personalização da liderança, e as vontades pessoais dessa liderança vão influenciar muito no andamento da comunidade. Mas de modo geral o que se percebe é repúdio total à violência doméstica proporcional ao repúdio ao divórcio. O divórcio não é uma questão. O que as igrejas sempre orientam essas mulheres que sofrem é que elas saiam de casa um tempo, fiquem na casa de um parente e que orem pelo marido. Mas o divórcio não é uma opção na maioria das igrejas”.

Simony conta que teve uma criação “preconceituosa, conservadora e de intolerância total”, mas, ao entrar na faculdade de ciências sociais, levou um choque ao descobrir pessoas que pensavam de modo diferente de tudo que ela conhecia e passou a repensar a maneira de exercer sua fé: “A igreja é uma bolha. Eu acho, inclusive, que o primeiro grande aspecto do porquê de as pessoas não criticarem os políticos evangélicos é esse. Você socializa dentro da igreja, você namora dentro da igreja, você passa o Natal dentro da igreja, você passa a virada do ano dentro da igreja. Todas as datas comemorativas são dentro da igreja. Então, você vive como se tudo que estivesse sendo dito ali fosse a única possibilidade de enxergar o mundo”. Ela acredita que foi a antropologia que forneceu as ferramentas para que ela se mantivesse na igreja enquanto uma voz de resistência. “Existe também a Frente Evangélica pela Legalização do Aborto, essa bem atacada. Algumas integrantes recebem ameaças de morte, e uma delas deixou o país recentemente. Mas nós participamos de fóruns de discussão pela descriminalização do aborto, vamos para as ruas nas manifestações feministas, lutamos contra a PEC 181.” Ela conta que existe toda uma escola de teologia feminista que busca ler a Bíblia de uma perspectiva questionadora: “Como que nós, teólogas feministas, tratamos dos textos-chave do patriarcado? Que é submissão da mulher, a mulher deve ficar calada, a mulher virtuosa. São textos-chave do patriarcado para fazer com que a mulher pense que esse é seu lugar. A teologia feminista é a teologia da suspeita. Porque nós encontramos a palavra de Deus na Bíblia, mas ela não é integralmente a palavra de Deus. A teologia da suspeita sempre vai fazer uma perguntinha muito safadinha que é: quem escreveu? Foram homens sobre mulheres. Então por que o texto de Gálatas 3:28, que fala que não existe homem nem mulher, todos são em Jesus, não é tão utilizado? Há um uso interessado da Bíblia. Por exemplo, todo mundo gosta de colocar Dalila como traidora, mas ela não traiu ninguém porque ela não era judia, ela era filisteia! Sansão que era um cara egoico, um cara inconsequente. Ele apostava as coisas e depois não conseguia pagar e matava todo mundo. Ele se enrabicha com uma filisteia e essa mulher é pressionada pelos poderosos, pelos príncipes filisteus a matá-lo. A filisteia não traiu o povo de Deus porque ela não era do povo de Deus. Mas a gente constrói todo uma narrativa de traição”. Simony cita a freira Ivone Gebara, filósofa e uma das fundadoras da teologia feminista na América Latina, que incomodou tanto o Vaticano que foi obrigada a ficar dois anos enclausurada, sem se manifestar publicamente. “As mulheres constituem a base da igreja, são elas que abrem o templo, limpam, cuidam dos doentes. Se essas mulheres fugirem do controle, a igreja foge do controle. E por isso as mulheres que são consagradas pastoras muitas vezes são as que reproduzem o discurso machista. Como a menina pastora, como a ministra Damares Silva, como a Ana Paula Valadão, como a Helena Tannure. Mulheres que reproduzem e agradam esse discurso.”

Pergunto a Simony o que aprendeu sobre ser mulher na igreja e o que pensa hoje a respeito disso: “Eu aprendi que ser uma mulher era alguém que tinha que se preparar para casar. Eu aprendi que ser mulher era ser uma boa mãe, era ser uma boa esposa, era ser uma boa serva, era ser o arrimo da família, era ser o esteio do lar, era ser ajudadora idônea. Ajudadora idônea é aquela que ajuda o seu homem a não errar. Na igreja, eu aprendi que ser uma boa mulher era ser o contrário do que Eva foi. Eva levou o homem dela ao erro. Uma boa mulher é aquela que não leva o seu homem a errar e não leva homem nenhum a errar porque, quando eles nos estupram, eles nos assediam, somos nós quem seduzimos. Eu aprendi que ser sedutora, ser sensual, ser feliz com o meu corpo, expor o meu corpo era errado. E hoje você tem que achar o ponto ótimo entre a indústria de exposição da mulher e o recato que a igreja impõe porque, por exemplo, nossos jovens têm as suas vidas sexuais pautadas pelos filmes pornográficos, e você é uma mulher que não pode ser como Jezebel. Você tem que ter uma vagina adequada, você não pode ser gorda. Você vai por silicone. Você vai adequar o seu corpo ao modelo porque nós fomos criadas para agradar. Mas a gente vai fazendo isso sendo belas e recatadas. Tem uma loja de eróticos que chama Erótica Fé, e um dos adstringentes que são vendidos é o ‘virgem novamente’, que faz a parede da vagina se colar para que quando você vá ter relação sexual com o seu homem pareça que você é virgem novamente. Isso é um produto para mulheres evangélicas. O que eu estou querendo dizer, no limite, é que a gente vive em uma eterna luta contra o corpo feminino. Isso é ser mulher da igreja, é você estar lutando contra o corpo feminino o tempo inteiro, e a naturalidade do corpo feminino é ofensiva. Mas eu gostaria de encerrar dizendo o seguinte: quem é mais parecido com Jesus? Quem é que sangra e não morre? Quem é que gera a vida? Quem é que cuida? Quem é que apascenta? São as mulheres. O corpo feminino gera medo. É um corpo que sangra e não morre e de todo o tipo de sangue que há na sociedade, o único que causa nojo é o sangue da menstruação. Isso é ser mulher na igreja. É você equilibrar tudo isso, e, se você falhar nessa dança louca, a culpa é sua. Eu acho que é mais ou menos por aí”.

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Reducción de las abejas amenaza la seguridad alimentaria mundial

IPS español - seg, 20/05/2019 - 16:15

Una abeja recolecta polen y néctar en una flor de eucalipto en la Estación de Investigación Forestal Chesa en Bulawayo, en Zimbabwe. Crédito: FAO

Por Corresponsal Fao
ROMA, May 20 2019 (IPS)

El declive mundial en las poblaciones de abejas supone una seria amenaza para una gran variedad de plantas críticas para el bienestar humano y los medios de vida, y los países deberían hacer más para salvaguardar unas aliadas fundamentales en la lucha contra el hambre y la malnutrición.

Así lo destacó este lunes 20 la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) en el Día Mundial de la Abeja, en su sede en Roma.

La cantidad de abejas y otros polinizadores se está reduciendo en muchas partes del mundo debido, en buena parte, a las prácticas agrícolas intensivas, el monocultivo, el uso excesivo de productos químicos agrícolas y a unas temperaturas más altas asociadas al cambio climático, que afectan no solo a los rendimientos de los cultivos sino también la nutrición.

Si esta tendencia continúa, cada vez con más frecuencias los cultivos nutritivos como frutas, nueces y muchas verduras serán sustituidos por cultivos básicos como el arroz, el maíz y las patatas, lo que podría derivar en una dieta desequilibrada.

“Las abejas están bajo la gran amenaza de los efectos combinados del cambio climático, la agricultura intensiva, el uso de pesticidas, la pérdida de biodiversidad y la contaminación”, dijo el director general de la FAO, José Graziano da Silva, en un mensaje de video grabado para el Día Mundial de la Abeja.

“La ausencia de abejas y otros polinizadores eliminaría el café, las manzanas, las almendras, los tomates y el cacao, por nombrar solo algunos de los cultivos que dependen de la polinización. Los países deben cambiar a políticas y sistemas alimentarios más amigables y más sostenibles para los polinizadores”.

En su mensaje, Graziano da Silva instó a todos a tomar decisiones respetuosas y amigables hacia los polinizadores. “Incluso cultivar flores en casa para alimentar a las abejas es una forma de contribuir a este esfuerzo”, agregó.

La ceremonia del Día Mundial de la Abeja celebrada en la sede de la FAO en Roma contó con la participación de la ministra de Agricultura, Silvicultura y Alimentación de Eslovenia, Aleksandra Pivec, del presidente de la Asociación Eslovena de Apicultores, Boštjan Noč, y del vicepresidente de Apimondia Peter Kozmus.

Eslovenia, junto con la FAO, contribuyó al establecimiento del día internacional a través de una resolución de la Asamblea General de las Naciones Unidas en 2017, con el apoyo de Apimondia, la Federación Internacional de Asociaciones de Apicultores.

Pequeñas criaturas, enormes beneficios

Las abejas se encuentran entre las criaturas que más duramente trabajan en el planeta, brindando el importante servicio de asegurar la polinización y, por lo tanto, la reproducción de muchas plantas silvestres y cultivadas, lo que es crucial para la producción de alimentos, los medios de vida humanos y la biodiversidad.

Las abejas y otros polinizadores, como las aves y los murciélagos, afectan al 35 por ciento de la producción mundial de cultivos, aumentando la producción de 87 de los principales cultivos alimentarios del mundo, además de muchos medicamentos derivados de plantas.

Aproximadamente dos tercios de las plantas de cultivo que alimentan al mundo dependen de la polinización de los insectos o de otros animales para producir frutos y semillas saludables para el consumo humano.

La polinización beneficia la nutrición humana: no solo permite la producción de una gran cantidad de frutas, nueces y semillas, sino también una mayor variedad y una mejor calidad.

La FAO lleva a cabo distintas actividades para alentar las prácticas favorables a los polinizadores en la gestión agrícola, incluida la Acción mundial sobre los servicios de polinización para una agricultura sostenible y la Iniciativa Internacional sobre polinizadores.

El reciente informe El Estado de la Biodiversidad para la Alimentación y la Agricultura de la FAO también destaca que muchas especies asociadas con la biodiversidad, incluyendo las abejas, están gravemente amenazadas y urge a los gobiernos a abordar los impulsores de la pérdida de biodiversidad.

Otro estudio, titulado Evaluación de Polinizadores, Polinización y Producción Alimentaria y lanzado por la Plataforma Intergubernamental de Ciencia y Política sobre Biodiversidad y Servicios Ecosistémicos (IPBES, en inglés), con colaboración de expertos de la FAO, destaca una serie de formas de salvaguardar efectivamente las poblaciones de abejas para asegurar la seguridad alimentaria y preservar la biodiversidad.

Este artículo fue publicado originalmente por la Oficina Regional de la FAO para América Latina y el Caribe. IPS lo distribuye por un acuerdo especial de difusión con esta oficina regional de la FAO.

RV: EG

El artículo Reducción de las abejas amenaza la seguridad alimentaria mundial fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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Los riesgos de la ampliación de la Guardia de Fronteras de la UE

IPS español - seg, 20/05/2019 - 15:36

Migrantes recogidos por la guardia costera griega en el Mediterráneo. Para 2027, la Unión Europea planea ampliar de 1.500 a 10.000 la dotación de sus guardias fronterizos armados, para patrullar sus fronteras terrestres y marítimas. Algo que despierta la prevención de activistas humanitarios. Crédito: Nikos Pilos / IPS

Por Ida Karlsson
BRUSELAS, May 20 2019 (IPS)

La Unión Europea planea desplegar 10.000 guardias fronterizos armados para 2027, con el fin de ampliar el patrullaje de sus fronteras terrestres y marítimas. Los agentes tendrán la facultad de utilizar la fuerza armada en las fronteras exteriores del bloque.

La Agencia Europea de la Guardia de Fronteras y Costas, la antigua y reforzada Frontex, emplea actualmente a 1.500 efectivos y trabaja junto a las agencias nacionales de control de fronteras. El plan es fortalecer significativamente la fuerza existente.

Los guardias de la Unión Europea (UE) interceptarían a los recién llegados, detendrían los viajes no autorizados y acelerarán el regreso de las personas cuya solicitud de asilo ha fracasado. Los agentes también podrían operar fuera del bloque europeo, con el consentimiento de los gobiernos de terceros países interesados.

De acuerdo con el plan de gastos para 2021 a 2027 propuesto por la Comisión Europea, el órgano ejecutivo de la UE, el bloque aumentará el gasto en migración y seguridad en 20.300 millones de euros (22.700 millones de dólares).

El presidente de la Comisión Europea, Jean-Claude Juncker, anunció en un discurso en Estrasburgo en septiembre de 2018, el plan para fortalecer la Frontex, bajo el argumento de que “las fronteras externas deben protegerse de manera más efectiva”.

“La agencia apoyará mejor y más activamente a los estados miembros en el área de retorno para mejorar la respuesta de la Unión Europea a los desafíos migratorios persistentes”, dijo el comisionado europeo para Migración y Asuntos de Interior, Dimitris Avramopoulos.

La migración se convirtió en un tema que es objeto de división dentro de la UE desde la gran afluencia de refugiados en 2015. Los temores y preocupaciones sobre la migración han llevado a que los partidos neopopulistas y nacionalistas de derecha extrema ganen terreno y lleguen al gobierno en varios estados miembros.

Pero la realidad es que las fronteras europeas están bajo mucha menos presión que hace un par de años. El número de llegadas a la UE bajó desde la cifra más alta de un millón de personas que se alcanzó en 2015 a solo 144.000 en 2018, según la Organización Internacional para las Migraciones (OIM).

Los grupos de derechos humanos han advertido contra la creación de una “fortaleza europa” con campos de procesamiento externos y guardias de fronteras con capacidad del uso de la  fuerza.

Philippe Dam, director de la organización humanitaria Human Rights Watch para Europa y Asia Central, dijo que se observa un claro cambio en la UE en materia de asilo y la protección a la gestión y del retorno en las fronteras.

“La estrategia de la UE es empujar a los solicitantes de asilo y refugiados fuera de las fronteras de la UE”, dijo a IPS.

Eso, alertó, “plantea el interrogante de cuáles serán los caminos legales para las personas que necesitan protección. Esto está en contradicción con las mejoras del sistema de asilo. Las personas son enviadas de vuelta a las situaciones de abuso” que las forzaron a dejar sus lugares de origen.

Human Rights Watch, con su base central en Washington, ha documentado casos de violencia innecesaria por parte de guardias fronterizos en Grecia, Bulgaria y Croacia. Hungría también está apresando a las personas en su frontera y privándolas de alimentos.

“No está claro cómo se investigarán los abusos cometidos por la nueva fuerza de fronteras de la UE. Vemos el riesgo de la rendición de cuentas de estos fallos”, dijo Dam.

T: MF

El artículo Los riesgos de la ampliación de la Guardia de Fronteras de la UE fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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Crisis humanitaria de Camerún alcanza su nivel más alarmante

IPS español - seg, 20/05/2019 - 15:22

Minette, de 38 años, tuvo que huir junto con su familia de una de las regiones anglohablantes de Camerún después, de que su hogar fue incendiado, y ahora sobreviven como desplazados internos. Crédito: Tiril Skarstein / NRC

Por Tharanga Yakupitiyage
NACIONES UNIDAS, May 20 2019 (IPS)

Las Naciones Unidas deben actuar para evitar una mayor devastación por la escalada de la crisis en Camerún, que desde 2016 ha provocado la muerte de casi 2.000 personas y el desplazamiento forzado de 430.000, plantearon con alarma organizaciones humanitarias.

Durante años, la Organización de las Naciones Unidas (ONU) ha permanecido prácticamente en silencio sobre la crisis en el país centroafricano, que ahora está empeorando en el noroeste y suroeste de su territorio.

Finalmente, el Consejo de Seguridad celebró una reunión informal el 12 de mayo para abordar la situación en Camerún, pero a juicio de los especialistas en la crisis humanitaria allí, se necesita hacer mucho más que eso, y rápidamente.

“Los miembros del Consejo de Seguridad deben pedir al gobierno de Camerún y a los líderes de los grupos armados separatistas que pongan fin a los abusos contra civiles en las regiones anglófonas y responsabilicen a los responsables de los abusos”, dijo Lewis Mudge, director de África Central de Human Rights Watch (HRW).

“Es una oportunidad para recordar a los agresores que el mundo está mirando”, agregó.

El secretario general del Consejo Noruego para los Refugiados (NRC), Jan Egeland, hizo comentarios similares destinados al Consejo de Seguridad, al lamentar su falta de atención y respuesta humanitaria.

“Cuando los enfrentamientos brutales desplazan a cientos de miles de civiles, generalmente eso hace sonar las alarmas internacionales”, planteó.

Pero “Las necesidades insatisfechas de decenas de miles de personas que huyen de la violencia en el sudoeste y el noroeste de Camerún no han dado como resultado ningún esfuerzo sistemático de mediación, ningún gran programa de ayuda, mientras hay poco interés de los medios y poca presión sobre las partes para que dejen de atacar a los civiles”, dijo el directivo de la organización humanitaria noruega.

“El silencio colectivo que rodea las atrocidades es tan impactante como las historias no contadas son desgarradoras”, agregó Egeland.

Lo que en 2016 comenzó como protestas contra el creciente dominio de la lengua francesa en las regiones anglófonas de Camerún se ha convertido en un conflicto entre el gobierno y los separatistas de habla inglesa que exigen la creación de un nuevo estado independiente con el nombre de Ambazonia.

Desde entonces, las fuerzas armadas de Camerún han reprimido a los separatistas y las comunidades locales, según las denuncias, matando a decenas de civiles, quemando casas y utilizando la tortura y la detención en régimen de incomunicación con casi total impunidad.

Por ejemplo, el 30 de abril, un grupo de soldados mató a un adolescente de 16 años en la aldea noroeste de Kikaikelaki. Según testigos, las fuerzas de seguridad entraron en la aldea y comenzaron a disparar indiscriminadamente.

Un hombre también le dijo a HRW que las autoridades incendiaron y saquearon 11 casas en la aldea. “Cuando llegaron los militares, me escondí por seguridad. Los observé robar galones de combustible de una tienda y prender fuego a todo mi complejo, y luego se han ido”, dijo el testigo.

Unos días antes, soldados atacaron un centro de salud en la región noroeste de Wum, cuando supuestamente buscaban algunos separatistas heridos, y golpearon a varios miembros del personal médico, lo que forzó el cierre temporal de la clínica.

“Como no encontraron a ningún joven (separatista), comenzaron a golpearnos. Me pegaron tanto que no pude comer ni tragar por días”, dijo una enfermera.

Los separatistas armados también han sido cómplices de la crisis con informes de agresiones a soldados y secuestros de personas, incluidos estudiantes y maestros.

En los últimos tres años, al menos 70 escuelas han sido destruidas y más de 80 por ciento de las escuelas permanecen cerradas, dejando a más de 600.000 niños sin escolarizar en las regiones de habla inglesa del país.

Camerún se convierte en una de las crisis humanitarias de mayor crecimiento en África, con un gran aumento de los desplazamientos forzosos, como confirmó el coordinador de Asuntos Humanitarios de la ONU, Mark Lowcock, para quien la situación “es más alarmante que nunca”.

“Tanto la situación humanitaria como la de seguridad continúan deteriorándose y corren el riesgo de salirse de control”, dijo Lowcock al Consejo de Seguridad.

Según este diplomático británico, con rango de secretario general adjunto de la ONU, el número de personas que necesitan asistencia humanitaria aumentó 30 por ciento desde 2018, para situarse en 4,3 millones de personas en la actualidad.

Esto significa que uno de cada seis cameruneses necesita ayuda, más de la mitad de los cuales son niños, subrayó.

Solo en las regiones anglófonas del noroeste y suroeste, hay más de 1,3 millones de personas que necesitan ayuda, ocho veces más que el año anterior.

La crisis humanitaria es avivada por el hecho de que las regiones del este y norte de Camerún están recibiendo junto con desplazados internos a refugiados que huyen de la violencia de los países vecinos de Nigeria y la República Centroafricana.

Entre los mayores desafíos está la falta de financiamiento, anotó Lowcock.

En 2018, el plan de respuesta humanitaria de Camerún solo fue financiado  un 44 por ciento. Este año, solo 13 por ciento de ese plan con necesidades crecientes tiene financiamiento.

Lowcock destacó que es indispensable que aumente la toma de conciencia internacional sobre la crisis humanitaria en el país centroafricano, mejorar el financiamiento y abordar las causas subyacentes de la crisis armada camerunesa.

Egeland confirmó el desaliento de las víctimas del conflicto de Camerún por la falta de atención de la comunidad internacional.

“Un grupo de mujeres desplazadas y desilusionadas que conocí me dijo que se sentían abandonadas por la comunidad internacional y por las partes en conflicto”, afirmó.

“Me preguntaron ¿dónde está la solidaridad internacional? ¿Dónde está la comunidad internacional? ¿Organizaciones africanas, las naciones donantes? ¿Dónde está Europa? Este conflicto tiene sus raíces en generaciones de interferencias de las potencias europeas”, añadió el activista humanitario noruego.

A su juicio, “la ausencia de una respuesta humanitaria proporcional a los cientos de miles de personas con grandes necesidades insatisfechas es sorprendente. Somos muy pocos actores humanitarios en el terreno, y tenemos una grave carencia de fondos”.

Para Egeland es indispensable y urgente que las agencias de la ONU que están en el terreno reciban los recursos humanos y financieros necesarios.

La organización humanitaria HRW, con su base central en Washington,  instó al Consejo de Seguridad a hacer de Camerún un tema formal en su agenda y presionar una investigación para procesar a los responsables.

Mudge también señaló la necesidad de que el país permita el acceso y la cooperación con organizaciones internacionales de derechos humanos.

En abril, el gobierno de Camerún negó la entrada de un investigador de HRW al país luego de documentar un ataque mortal de las fuerzas de seguridad en la región noroeste.

“La decisión de Camerún de bloquear a un investigador y observador de derechos humanos demuestra su determinación de ocultar su brutalidad … el Consejo de Seguridad de la ONU debería alentar al país a permitir el acceso a las organizaciones internacionales de derechos humanos y cooperar con ellos”, dijo Mudge.

La alta comisionada de las Naciones para los Derechos Humanos, Michelle Bachelet, quien visitó a comienzos de mayo a Camerún, también planteó el tema de la falta de acceso para los actores humanitarios y destacó la necesidad de actuar antes de que la situación pase a estar “completamente fuera de control”.

“Creo que hay una clara, aunque posiblemente estrecha, ventana de oportunidad para detener las crisis que ha provocada cientos de miles de desplazadas internas, así como los asesinatos y las brutales violaciones y abusos de los derechos humanos”, que han afectado zonas del norte y el oeste del país, dijo Bachelet en Yaunde, la capital del país.

A juicio de la expresidenta chilena, “no será fácil dar vuelta a estas situaciones” y para lograrlo “serán necesarias acciones significativas por parte del gobierno, y un apoyo sustancial y sostenido de la comunidad internacional, incluyéndonos a nosotros en las Naciones Unidas”.

“Las apuestas son altas, no solo para Camerún, sino para toda la región”, agregó al finalizar una visita de cuatro días.

T: MF

El artículo Crisis humanitaria de Camerún alcanza su nivel más alarmante fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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FROM THE FIELD: Saving the tree kangaroos of Papua New Guinea

UN SGDs - seg, 20/05/2019 - 12:57
The survival of an endangered animal which looks part kangaroo and part lemur has been secured thanks to a project in Papua New Guinea (PNG) supported by the UN Development Programme (UNDP).
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On World Bee day, human activity blamed for falling pollinator numbers

UN SGDs - seg, 20/05/2019 - 12:43
If you think you’re busy, then spare a thought for the world’s bees; for they, along with other insects and animals, are responsible for pollinating more than 75 per cent of the planet’s favourite food crops.
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¿Quiénes son y dónde están las personas con inseguridad alimentaria en Panamá?

IPS español - seg, 20/05/2019 - 12:16

Equipo de encuestadoras de campo organizan las viviendas del entorno a visitar. Crédito: FAO Mesoamérica

Por Corresponsal Fao
PANAMÁ, May 20 2019 (IPS)

Son las 8 de la mañana y un grupo de encuestadores del Instituto de Estadística y Censo de Panamá se alistan para iniciar una nueva jornada laboral. Carpetas en mano, cargadas de encuestas, se dirigen de nuevo a la comunidad de Ipetí Emberá, donde han estado trabajando intensamente, puerta a puerta, para reunir la mayor cantidad de datos sobre las viviendas y hogares: integrantes del hogar, características de la vivienda, ingresos… y grado de inseguridad alimentaria.

Adriana Griffith es una de las encuestadoras que conforman el equipo, y se dirige a la primera vivienda asignada, donde le recibe una mujer de mediana edad acompañada de tres de sus hijos.

“Buenos días, venimos del Instituto Nacional de Estadística y Censo (INEC) y nos gustaría hacerle una encuesta. Estos datos son totalmente confidenciales, y servirán para conocer más sobre su hogar, vivienda y comunidad”, explica pausadamente Adriana.

Tras confirmar la utilidad de su participación, la señora accede a ser entrevistada y Adriana inicia su trabajo. Primero datos sobre su vivienda seguidos de otros más específicos que su interlocutora va respondiendo.

“Ahora llegamos a unas preguntas más sensibles y me gustaría que me comunique si no entiende bien la pregunta o necesita que le explique con detalle”, señala Adriana, a lo que su interlocutora asiente, comprendiendo de qué se trata al escuchar la pregunta.

– En los últimos 12 meses, usted o algún otro adulto de su hogar ¿se ha preocupado por no tener suficiente alimento para comer por falta de dinero u otros recursos?, inquiere.

Esta pregunta no era común en Panamá, pero durante el mes de diciembre de 2018 se repitió en todas las viviendas que participaron en la aplicación piloto de la encuesta de propósitos múltiples con el módulo de inseguridad alimentaria incorporado, que posteriormente se escaló a nivel nacional.

“La inseguridad alimentaria es un fenómeno muy difícil de medir, pero sabemos que las personas que la sufren, pasan por ciertas experiencias que permiten identificarla”, explicó Verónica Boero, oficial regional de la FAO (Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura).

Una de las encuestadoras entrevista a una mujer indígena, mientras dos hijas observan, en la entrada de una vivienda de la comarca emberá. Crédito: FAO Panamá

Una buena parte de los panameños que sufren inseguridad alimentaria viven en comunidades rurales e indígenas, pero hasta entonces no existía una medición desagregada.

“Las comunidades indígenas manifestaron que la forma en que se tomaban los datos y se hacían las preguntas no reflejaba su realidad y sus verdaderas necesidades”, explica Vilma Cuevas, estadística de la sección de Población y Vivienda del INEC.

Por estos motivos, el INEC, con la asistencia técnica de FAO y la coordinación de la Secretaría Técnica del Gabinete Social para la articulación con las otras instituciones, puso en marcha un proyecto piloto de recolección de datos estadísticos para aplicar la escala de inseguridad alimentaria basada en experiencias (FIES, en inglés) en cuatro comunidades indígenas del país.

“La escala FIES consiste en un módulo de ocho preguntas, que pueden integrarse fácilmente en diversos tipos de encuestas nacionales para medir esa inseguridad alimentaria a través de las experiencias de quienes la sufren”, agregó Boero.

Las preguntas del módulo FIES se centran en experiencias y comportamientos relativos a la alimentación descritos por los encuestados y las dificultades para acceder a los alimentos. Su medición complementa a otros indicadores de seguridad alimentaria y nutricional, contribuyendo a un conocimiento más amplio de las causas y consecuencias de la inseguridad alimentaria.

Para incluir el módulo FIES en la encuesta de propósitos múltiples que se levanta anualmente en el país, se realizó una revisión técnica del cuestionario y posteriormente se probó su implementación en campo en comunidades indígenas, previa consulta a través de la aplicación de una consulta para contar con el consentimiento previo, libre e informado.

También se brindó capacitación a técnicos y encuestadores del INEC sobre la escala FIES y su aplicación, así como a encuestadores de las propias comunidades indígenas, para respetar la pertinencia cultural y formular las preguntas en su idioma, facilitando así la comprensión de los encuestados y la fiabilidad de los datos levantados.

Este proceso también contó con colaboración del Programa Mesoamérica Sin Hambre, implementado por la FAO con el apoyo de la Agencia Mexicana de Cooperación Internacional para el Desarrollo.

En total, el proyecto piloto permitió recolectar información sobre 450 viviendas y 2.285 personas de las comunidades indígenas de Llano Ñopo (Gnöbe Buglé), Ipetí Guna, Ipetí Emberá y Piriatí (Emberá) para su posterior análisis y evaluación.

Yorizel González, indígena de la comarca guna de Madugandí, fue capacitada como encuestadora en este proceso. “Esta fue mi primera experiencia como encuestadora y me resultó muy buena porque me permitió conocer más sobre la realidad de mi pueblo”, afirmó.

Posteriormente, Yorizel formó parte del equipo de encuestadores de la Encuesta Nacional de Propósitos Múltiples de Panamá (EPM), que se inició el pasado mes de marzo con el módulo FIES ya incorporado a nivel nacional, y en la cual fue muy valiosa la información obtenida del proyecto piloto y las lecciones aprendidas de su implementación en campo.

Los resultados obtenidos de la aplicación de la encuesta permitirán identificar con mayor precisión quiénes son y dónde están las personas que padecen inseguridad alimentaria en Panamá, así como posibles factores de riesgo, datos que permitirán el desarrollo de políticas públicas e intervenciones más focalizadas y eficaces.

“La inclusión de este módulo va a permitir medir los progresos del país en el Objetivo de Desarrollo Sostenible 2 mediante el indicador 2.1.2 Prevalencia de inseguridad alimentaria según la escala de experiencia y generar información para el desarrollo de políticas para avanzar hacia su logro”, concluyó Verónica Boero.

“Contar con datos que permitan esclarecer la situación de los pueblos indígenas con la participación de las comunidades es fundamental. Estamos iniciando un proceso y esperamos que en el camino se fortalezca la relación de las autoridades nacionales, los pueblos indígenas y las organizaciones internacionales para lograr ese desarrollo integral que necesitan los pueblos indígenas de Panamá”, afirmó Sara Omi, presidenta del Congreso Emberá de Alto Bayano.

Este artículo fue publicado originalmente por la Oficina Regional de la FAO para América Latina y el Caribe. IPS lo distribuye por un acuerdo especial de difusión con esta oficina regional de la FAO.

RV: EG

El artículo ¿Quiénes son y dónde están las personas con inseguridad alimentaria en Panamá? fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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Podcast: Pequena África

Pública - seg, 20/05/2019 - 11:59
Juliana Russo/Agência PúblicaO segundo episódio do podcast Histórias Que Ninguém Te Conta traz a história da Pequena África, na região portuária carioca

“Eu faço música de preto de todos os jeitos. Do Jazz, do jongo ao R&B”, disse Juliane Gamboa, uma jovem cantora de Petrópolis que se mudou para a Zona Portuária para fazer parte da vida cultural afro-brasileira que é celebrada na região. “Eu vejo assim a importância da gente criar os nossos espaços de cultura negra, de resistência.”

Ela contou isso às repórteres Mariana Simões e Gabriele Roza, apresentadoras do podcast Histórias Que Ninguém Te Conta, que a Agência Pública publica nas próximas segundas-feiras ao meio dia.

No episódio de hoje, as repórteres caminham pela região da zona portuária do Rio de Janeiro conhecida como Pequena África, onde encontram traços das riquezas que a cultura negra deixou para a identidade nacional e se deparam com um universo repleto de música, arte, religião e resiliência.

Muitos livros de história relatam que foi ali que desembarcou a família real portuguesa em 1808 e que o local abrigou o maior porto negreiro das Américas onde mais de 700 mil negros escravizados chegaram ao Brasil. Mas poucos brasileiros sabem, por exemplo, que a região portuária e alguns bairros do seu entorno são também conhecidos como Pequena África. O nome foi dado pelo compositor Heitor do Prazeres no começo do século 20 por ser um reduto que abriga grandes marcos da herança africana para o Brasil.

Ali as jornalistas encontram também Gracy Mary Moreira, bisneta biológica de Tia Ciata, mãe de santo que é considerada uma das figuras mais influentes para o surgimento do samba carioca. Essa e outras personagens que circulam pelo Porto mantêm vivas as heranças africanas no imaginário brasileiro.

O Podcast tem como ponto de partida o aplicativo Museu do Ontem, que mistura jornalismo e gamificação para explorar a região do Porto do Rio, palco de grandes acontecimentos e transformações na história do Brasil. Saiba mais e baixe o aplicativo aqui.

Apesar da sua relevância para a construção do país, o Porto do Rio é recheado de histórias pouco contadas sobre o passado brasileiro. Descubra conosco!

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EQUIPE HISTÓRIAS QUE NINGUÉM TE CONTA

Direção e Roteiro: Mariana Simões, Gabriele Roza

Produção e Apresentação: Mariana Simões e Gabriele Roza

Supervisão e Edição do Roteiro: Natalia Viana

Participação/ Sonoras: Anelis Assumpção

Captação e Mixagem: Filipe Peçanha

Ilustrações: Juliana Russo

Categorias: Internacionais

Alianzas para promover la igualdad de las personas LGBTI

IPS español - seg, 20/05/2019 - 11:32

Activistas dominicanos del colectivo LGBTI. Crédito: PNUD República Dominicana

Por Inka Mattila
SANTO DOMINGO, May 20 2019 (IPS)

A medida que los Estados y las organizaciones de la sociedad civil están actuando cada vez más para abordar el estigma, la discriminación y las violaciones de los derechos humanos dirigidas a las personas lesbianas, gays, bisexuales, transgénero e intersexuales (LGBTI), los diálogos y las alianzas se han convertido en una herramienta importante para enfrentar conjuntamente estos desafíos.

De ahí, la motivación del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) para trabajar en la promoción de este tipo de iniciativas basadas en el principio de la Agenda 2030; escuchar las voces y alcanzar a aquellos que se quedan más atrás.

En la República Dominicana, el PNUD en asociación con la Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (Usaid) organizó recientemente un Diálogo Nacional LGBTI con la presencia de participantes de instituciones gubernamentales, representantes del Congreso (legislativo), organizaciones de la sociedad civil, agencias de las Naciones Unidas, líderes religiosos, academia, instituciones privadas, medios de comunicación, organizaciones internacionales, embajadas y activistas LGBTI.

Inka Mattila. Crédito: PNUD

Durante dos días, hablaron sobre cómo promover políticas públicas e iniciativas del sector privado que aseguren la inclusión social y económica de esta parte de la población, en el marco de la Agenda 2030 y su compromiso fundamental sin dejar a nadie atrás.

A diferencia de otros países de la región y el globo, la República Dominicana no penaliza las relaciones del mismo sexo entre adultos. La Constitución del país garantiza el principio de no discriminación independientemente de cualquier condición, y protege el derecho al libre desarrollo de la personalidad.

Durante el diálogo, el gobierno dominicano presentó sus esfuerzos para reducir la discriminación contra las personas LGBTI en respuesta al VIH a través del Consejo Nacional para el VIH y el SIDA (CONAVIHSIDA).

También presentó acciones específicas para promover la igualdad de las personas LGBTI en su Plan Nacional de Derechos Humanos, el Plan Nacional de Igualdad de Género, así como las iniciativas del Ministerio de Trabajo, la Fiscalía General, el Ministerio de Educación y el Ministerio de Salud.

No obstante, aún existen muchos desafíos, algunos de ellos son la prohibición de la discriminación o la violencia basada en la orientación sexual o la identidad de género por el código penal y el código laboral.

Se necesitan más esfuerzos para garantizar la igualdad de oportunidades en el acceso al empleo, salud, educación superior, justicia y reducción de la pobreza. En todo el mundo, las minorías sexuales y de género están con frecuencia entre las más marginalizadas y, como tal, requieren atención e inclusión específica para impulsar la visión de los Objetivos de Desarrollo Sostenible.

El Diálogo Nacional en República Dominicana fue el resultado de muchos años de movilización por organizaciones de la sociedad civil LGBTI, que aprovecharon este espacio para acercarse de las instituciones gubernamentales y otros actores de relevancia.

Entre las recomendaciones derivadas del diálogo está la creación de una ley contra la discriminación que establece efectivamente el artículo 39 (“Derecho a la igualdad de trato”) de la Constitución dominicana.

Eso incluye el delito de homicidio agravado y tortura, debido a delitos de odio, en el Código Penal nacional; una ley de identidad de género que garantiza a las personas trans el derecho a cambiar su nombre, imagen, sexo / género en sus documentos de identidad de acuerdo con su identidad de género; y trabajar para eliminar el estigma y la discriminación en el cumplimiento de los derechos de salud, educación, seguridad, empleo y acceso a la justicia.

Asimismo, los resultados de esta iniciativa se incluirán en el primer informe “Ser LGBTI en República Dominicana”, un documento con información de primera mano sobre la situación de los derechos humanos de las personas LGBTI en el país, junto con los resultados de la primera encuesta nacional de LGBTI y un Informe Intersex regional, que documenta las realidades de este grupo en cuatro países del Caribe.

A día de hoy, existe una seria carencia de datos que capturen la realidad que vive la comunidad LGBTI; por lo que el informe y la encuesta mencionados ayudarán a reflejar esas realidades, a menudo invisibilizadas.

Queda mucho por hacer, pero las instituciones gubernamentales y los representantes del congreso han demostrado la voluntad política tan necesaria para defender los derechos humanos fundamentales de las personas LGBTI, esenciales para garantizar una República Dominicana más justa e inclusiva.

Al mismo tiempo, una encuesta realizada en 2015 por PNUD, UNFPA y UNICEF a estudiantes de secundaria reveló que el 80% de las alumnas y el 72% de los varones respetarían a las personas con una orientación sexual diferente a la suya, lo que sugiere que puede haber un alcance potencial para movilizar a los jóvenes a favor de este grupo.

Ahora la República Dominicana tiene la oportunidad única de establecer una prioridad en el avance de los derechos humanos y las políticas públicas de las personas LGBTI, que podrían servir como ejemplo y liderar la agenda en la región.

El Diálogo LGBTI ha mostrado que una respuesta integral del Gobierno es necesaria, desarrollando planes de acción; estableciendo foros de consulta que incluyan a la comunidad LGBTI y trabajen con socios de sociedad civil para derribar las barreras que impiden a las personas LGBTI beneficiarse de la Agenda 2030 de desarrollo sostenible.

Para lograr un desarrollo sostenible, la comunidad global debe garantizar que todos y todas, al margen de nuestra orientación sexual, identidad de género o estatus intersex, aprendamos y crezcamos en espacios seguros; cuando los individuos se sienten bienvenidos en sus hogares, lugares de trabajo y comunidades; cuando las personas se sienten seguras, respetadas, amadas y libres, todas las naciones ganan.

RV: EG

El artículo Alianzas para promover la igualdad de las personas LGBTI fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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Promoting ‘a healthy sustainable future’, the UN health agency engages young and young at heart to 'Walk the Talk'

UN SGDs - dom, 19/05/2019 - 12:55
Celebrating the importance of fitness, on Sunday morning in the Swiss city of Geneva, the United Nations health agency kicked off its second “Walk the Talk: The Health for All Challenge”.
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UN blue helmets in South Sudan use Sustainable Development Goals to help build peace  

UN SGDs - sab, 18/05/2019 - 17:05
 The United Nations Mission in South Sudan (UNMISS) has concluded the week by harnessing the Sustainable Development Goals (SDGs) to support the nation, including by offering free medical services, encompassing SDG 3’s target on health coverage.
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UN chief calls for ‘enlightened self-interest’ from world leaders to save ‘the whole planet’ from climate change 

UN SGDs - sab, 18/05/2019 - 11:33
Concluding a week-long visit to the South Pacific, United Nations Secretary-General António Guterres called on the world’s decision-makers to make “enlightened” choices on climate action because “the whole planet” is at stake. 
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¿Necesita la construcción de la paz una convención mundial?

IPS español - sex, 17/05/2019 - 15:38

Uno de los paneles celebrados durante Sexto Foro Anual sobre Paz y Desarrollo, realizado en Estocolmo entre el 14 y el 16 de mayo. Crédito: Sipri

Por Thalif Deen
ESTOCOLMO, May 17 2019 (IPS)

¿Hace falta  una convención mundial de principios comunes para la construcción de la paz? Esa fue la pregunta que sobrevoló durante el Sexto Foro Anual sobre Paz y Desarrollo, que se desarrolló en la capital sueca, en medio de lo que se calificó como un clima internacional de amenaza para la seguridad planetaria.

Las crecientes intervenciones militares, la propagación de emergencias humanitarias, la migración forzada, el aumento guerras civiles, eventos extremos provocados por el cambio climático, y la pobreza generalizada y el hambre relacionada con los conflictos, son los componentes de esa amenaza, resumieron participantes en el encuentro de tres días.

El Foro, que concluyó el jueves 16, fue organizado por el Instituto Internacional de Estudios para la Paz de Estocolmo (Sipri), junto con el Ministerio de Relaciones Exteriores sueco.

Durante muchas décadas, dijo el ministro sueco de Cooperación Internacional para el Desarrollo, Peter Eriksson, las reglas de la guerra estuvieron regidas por la Convención de Ginebra, pero no ha sucedido lo mismo con las de la paz y el desarrollo.

“¿Necesitamos desarrollar y adoptar principios comunes para construir la paz?”, se preguntó durante la inauguración del Foro, ante más de 400 políticos, investigadores y profesionales de alto nivel participantes en el encuentro.

El ministro recordó que las Naciones Unidas están implementando reformas para mejorar la respuesta a la crisis, mantener la paz y el desarrollo sostenible, mientras que el Banco Mundial ha iniciado el desarrollo de una nueva estrategia para responder a la “Fragilidad, Conflicto y Violencia”.

Por su parte, la Unión Europea trabaja en su “Enfoque Integrado para Conflictos y Crisis” y la Unión Africana intensifica su “compromiso con respuestas a la crisis”.

También el Comité de Asistencia para el Desarrollo de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE/CAD) ha elaborado nuevas recomendaciones sobre el nexo entre Desarrollo Humanitario y Paz.

Tras recordar esos datos, Eriksson se preguntó: ¿existen mecanismos suficientes para unir a quienes dan respuesta a las crisis con aquellos que trabajan en construir la paz y el desarrollo? Y si esto no sucede, agregó, ¿qué se necesita?

Jan Eliasson, presidente de la Junta de Gobierno del Sipri y ex secretario general adjunto de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), recordó que durante los últimos cinco años el Foro ha dado forma al debate mundial sobre el tema, desarrollando ideas innovadoras y construyendo puentes cruciales.

El ministro sueco para la Cooperación Internacional para el Desarrollo, Peter Eriksson, durante sus reflexiones en la sesión de apertura del Sexto Foro Anual sobre Paz y Desarrollo, el 14 de mayo, en Estocolmo. Crédito: Sipri

Comentó que el Sipri tiene un programa en el Sahel que se centra en las perspectivas locales sobre la paz y la seguridad, mientras también desarrolla la incorporación de esas perspectivas locales en las intervenciones internacionales en Malí y en el resto de la región africana.

Además, el Sipri, en cooperación con el Programa Mundial de Alimentos (PMA) de las Naciones Unidas, realiza un proyecto para comprender mejor los vínculos entre la seguridad alimentaria y el hambre, con el fin de ayudar a mejorar la sensibilidad al conflicto de uno de los programas más importantes de respuesta a las crisis.

“Nuestro trabajo sobre género y la inclusión social en los procesos de paz continúa avanzando a medida que avanzamos en la base de conocimientos y los vínculos entre los ODS (Objetivos de Desarrollo Sostenible)”, dijo Eliasson.

También el Sipri particiá en la recién creada Comisión Lancet-Sight, que evalúa cómo la salud y la igualdad de género contribuyen a sociedades pacíficas, justas e inclusivas.

Los desafíos globales nunca pueden superarse de manera aislada, sino que solo pueden abordarse a través del diálogo y la cooperación, enfatizó Eliasson.

Susan Wilding, quien dirige la oficina en Ginebra de Civicus, la alianza global de organizaciones de la sociedad civil, aseguró a IPS que “la respuesta a la pregunta del ministro debería ser SÍ. Necesitamos desarrollar principios comunes para la construcción de la paz”.

La activista recordó que las recomendaciones la OCDE/CAD hablan de “prevención siempre, desarrollo siempre que sea posible, acción humanitaria cuando sea necesario, además del nexo humanitario de desarrollo y paz”.

Pero lo que no tienen en cuenta, especialmente en lo que respecta a la parte de prevención, es el nexo con los derechos humanos, criticó Wilding.

“¿Cómo podemos esperar prevenir los conflictos si no nos enfocamos primero en la prevención de los abusos de los derechos humanos? ¿Cómo podemos esperar alcanzar los ODS a nivel nacional mientras prevalecen los abusos de los derechos humanos y las restricciones del espacio cívico?”, se preguntó.

A juicio de la representante de Civicus, “si no empezamos a ver el vínculo entre los derechos humanos, el espacio cívico y la agenda humanitaria, de desarrollo y de paz, seguramente fracasaremos en nuestros esfuerzos por alcanzar cualquiera de los objetivos”.

Alex Shoebridge, asesor de consolidación de la paz de la organización humanitaria Novib Oxfam, dijo a IPS que si bien el Banco Mundial, la ONU y algunos donantes han tratado de reflexionar sobre su contribución a la construcción de la paz, es necesario un cambio más esencial en el apoyo internacional a esa construcción.

 

Señaló que la paz sostenible solo se puede lograr mediante esfuerzos liderados localmente que sean inclusivos, interconectados y que vayan más allá de los gobiernos.

Este es especialmente el caso en contextos donde los gobiernos mismos son parte del conflicto, como se produce en un número creciente de contextos, incluidos los países de ingresos medios, señaló Shoebridge.

“Las mujeres y los jóvenes deben desempeñar un papel clave en la configuración de los futuros pacíficos para sus países, y no estar al margen o participar de una manera simbólica”, añadió.

Para el especialista humanitario, se requiere también que el apoyo externo a la construcción de la paz vaya más allá del ciclo del proyecto y más allá de las soluciones técnicas centradas en la reforma de las instituciones dirigidas por el estado.

Las investigaciones muestran que se necesitan al menos dos décadas para que un país emerja de los legados del conflicto y los transforme. Los conflictos son relacionales, con profundas desigualdades, agravios históricos y normas de género negativas que sostienen y perpetúan conflictos entre grupos.

Además, destacó Shoebridge, 60 por ciento de los conflictos tienen lugar en países que han experimentado conflictos anteriormente, lo que significa que el desarrollo y la asistencia humanitaria deben hacer más para garantizar que los resultados de la construcción de la paz se respalden a corto, mediano y largo plazo.

“No podemos quitar el ojo de la pelota, cuando las causas estructurales del conflicto, como la desigualdad y la marginación, siguen sin resolverse”, concluyó.

T: MF

El artículo ¿Necesita la construcción de la paz una convención mundial? fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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Mais terras públicas para o mercado, menos áreas coletivas

Pública - sex, 17/05/2019 - 12:52

Dados oficiais do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) revelam que o processo de distribuição de terras a trabalhadores rurais não só parou, como andou para trás. Das 1.349.689 famílias registradas até o final de 2017 em assentamentos homologados, o número das que resistem e permanecem na terra caiu para algo em torno de 1 milhão. Desde então, um ano e meio depois, nenhum novo trabalhador rural foi assentado.

O último registro, de 2017, aponta que 1.205 famílias tiveram acesso à terra, um número pífio se comparado com os “anos dourados” da reforma agrária: entre 1995 e 2010, foram assentadas 1.155.892 famílias, o maior feito em distribuição de terras de toda a história – até 1994, desde que fora criado pela ditadura militar, em 1970, o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) havia contabilizado pouco mais de 50 mil famílias assentadas.

A queda na distribuição de terras, na verdade, começou no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que, em seis anos, assentou 135 mil famílias. Mas depois do impeachment, em 2016, seu sucessor, Michel Temer, não só zeraria a distribuição de terras como inverteria a lógica da reforma agrária, prevista na Constituição.

Marcelo Camargo/Agência BrasilDados oficiais do Incra revelam que o processo de distribuição de terras a trabalhadores rurais diminuiu

Escorado numa lei que sancionou em 2017, a de número 13.645, uma conversão da Medida Provisória 759, Temer abandonou por completo a distribuição de terras e direcionou as ações do Incra para a concessão de títulos individuais (provisórios ou definitivos). Houve antecipação de títulos em assentamentos que nem sequer haviam sido emancipados (ou seja, que já estão em processo de desenvolvimento econômico), impedindo que o domínio dos lotes permanecesse sob o controle das entidades associativas que geriam coletivamente os assentamentos.

A nova lei liberou terras públicas ao mercado, fechou as portas de acesso aos pequenos agricultores, ampliou de 1.500 hectares para 2.500 as áreas passíveis de regularização na Amazônia, inclusive as griladas, permitindo a incorporação mesmo aos que já detinham outros imóveis, acabou com a necessidade de destinação à reforma agrária e, por tabela, extinguiu a exigência de cumprimento da função social e ambiental das terras.

“A prioridade da atual política é produzir mais proprietários e menos assentados a fim de liberar mais terras ao mercado”, sustentam Juliana Malerba, assessora da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), e Girolamo Treccani, professor da Universidade Federal do Pará (UFPa) e especialista em direito agrário.

Autores de uma pesquisa sobre o avanço da titulação em assentamentos ambientalmente diferenciados (nos quais estão inseridas as reservas extrativistas, florestas e áreas de uso coletivo por comunidades tradicionais), eles calculam, com informações levantadas por uma entidade de apoio a pequenos agricultores, a Grain, que um novo mercado de terras pode disponibilizar até 40 milhões de hectares só de terras em assentamentos da reforma agrária através da titulação de proprietários individuais. Segundo eles, esse objetivo está evidente pela política fundiária em curso: o aumento expressivo com a concessão de milhares de títulos de propriedades, enquanto, por outro lado, nenhuma família de agricultores familiares obteve acesso à terra.

“Em 2017 foram emitidos 123 mil títulos provisórios ou definitivos, um recorde em relação aos governos anteriores, em que a média, entre 2003 e 2016, girou em torno de 20 mil por ano”, diz Juliana, que também é mestre em planejamento urbano e regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pelos dados tabulados na pesquisa, coletados de 2006 a 2018 no banco de dados do Incra, a política de individualização da propriedade nesses assentamentos atingiu seu pico em 2017, com o registro de 9.357 contratos de titulação assinados. Em 2006 eram apenas 25 títulos. Uma norma baixada no governo Lula, em 2010, permitiu, no entanto, avanço significativo na mesma modalidade de titulação. Nesse ano o número saltou para 2.919 e seguiu nesse ritmo até ganhar força no governo Temer.

Nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2010, a reforma agrária alcançou o recorde histórico de 614.188 novas famílias assentadas – 72.484 a mais que nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso. Também houve um reforço e tanto no fortalecimento da agricultura familiar, que se firmou, desde então, como responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro.

No governo tucano, o embate entre sem-terra e latifundiários teve como teatro de operações o Pontal do Paranapanema, no noroeste paulista, em torno de terras devolutas ilegalmente tomadas por fazendeiros amparados por milícias armadas, bancadas pela União Democrática Ruralista (UDR). Foi dos conflitos que marcaram a disputa pela terra na região nos anos 1990 que emergiu o atual secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, que presidiu a UDR até ingressar no grupo que ajudaria a eleger o presidente Jair Bolsonaro.

98% dos títulos individuais concedidos estão na Amazônia

Nos 12 anos alcançados pela pesquisa em 126 assentamentos diferenciados, 35.094 contratos de titulação individual foram assinados, 98% deles, ou 34.695, na Amazônia, em áreas em que as populações lutam para manter os direitos coletivos e pela criação de assentamentos especiais. Amazonas, com 19.598 títulos outorgados, e Acre, com 4.921, lideram a corrida pela emissão de títulos individuais.

A intensificação da distribuição de títulos de propriedade individual em assentamentos diferenciados ou da reforma agrária foi estimulada pelo governo, que chegou a incentivar as superintendências regionais a criar metas de outorgas. Junto com o mutirão para regularizar, que ficou conhecido como “titulômetro”, outras medidas que dificultam a vida dos pequenos agricultores foram postas em prática.

Em 2017, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), através do qual os assentados poderiam vender seus produtos no mercado institucional, sofreu um corte de 66% em seu orçamento, redução agravada no ano passado, quando os recursos caíram de R$ 330 milhões para a modesta cifra de R$ 750 mil, um verdadeiro baque para a agricultura familiar. Os investimentos em infraestrutura nos assentamentos também foram reduzidos, no ano passado, em mais de 60%.

O desmantelamento da posse coletiva nos assentamentos, a proibição de outorga de título a entidades jurídicas, como as associações ou suas respectivas federações, e a individualização da propriedade tornam o pequeno agricultor uma presa fácil dos grandes do agronegócio. Na condição de proprietários, eles perdem o acesso a créditos a juros baixos, como os do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e a outras políticas públicas indispensáveis à produção e serão obrigados a recorrer aos bancos privados, colocando o título de propriedade como garantia de financiamento, o que poderá resultar na perda da terra num eventual endividamento.

“A titulação antecipada individual coloca os pequenos sob a mira dos grandes produtores. A dinâmica de compartilhamento da terra e dos espaços de uso coletivo está sendo alterada, gerando evidentes riscos de reconcentração fundiária”, diz Juliana. Em Santarém, no baixo Amazonas, no oeste do Pará, a nova política fundiária já mostra sua face perversa.

Menos comunidades, mais brigas no campo

“Grandes produtores de soja estão financiando a titulação dos pequenos para depois comprar as terras”, denuncia Ladilson Amaral, secretário de Políticas Agrárias e Meio Ambiente do Sindicato Rural de Santarém, entidade responsável por mais de 70 projetos agroextrativistas e de desenvolvimento sustentável no município, quase todos parados em função do caos fundiário.

Com dificuldades para conseguir a titulação coletiva por causa da nova lei, a federação dos agricultores encontrou um jeito criativo para se contrapor à política governamental e ao poderio do agronegócio. “Como os grandes assediam os assentamentos para comprar terras tituladas ou em processo de titulação, estamos indo de casa em casa para convencer os agricultores a não aceitarem as propostas”, conta Amaral.

Além de denúncias ao próprio Incra e a entidades internacionais, o sindicato, a federação dos pequenos agricultores e movimentos sociais desencadearam nas áreas rurais uma campanha intitulada “Não Abra Mão de Sua Terra”. Ainda assim, segundo Amaral, desde que se expandiu na região, a soja tem sido responsável pelo desaparecimento de pelo menos 20 comunidades rurais no município de Santarém, cada uma delas com cerca de 50 famílias.

“Estamos perdendo uma comunidade por ano. Pressionadas pelos produtores ou com medo do agrotóxico jogado em lavouras próximas, o agricultor vende a terra e vai inchar as cidades. Tem lugares que só ficou como vestígio uma igrejinha. O resto a soja tomou conta”, afirma o sindicalista.

O aumento da titulação individualizada, em detrimento do uso coletivo, em assentamentos da reforma agrária ou diferenciados, segundo Juliana, põe em risco todas as estruturas coletivas de uso da terra, como as terras indígenas, quilombolas, ribeirinhos ou unidades extrativistas e reservas de preservação, atualmente exploradas de forma sustentável pelas comunidades tradicionais.

“A questão de fundo é a desagregação das terras coletivas para, individualizando as propriedades, liberá-las ao mercado em benefício do agronegócio e da mineração. Além da reconcentração, haverá êxodo, risco à segurança alimentar e aumento dos conflitos. Essas terras são inalienáveis”, diz Juliana. Ela lembra que no ano passado, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), 65 trabalhadores rurais foram assassinados, metade deles em massacres como os de Colniza (MT), Pau d’Arco (PA), Lençóis (BA) e Vilhena (RO).

A retirada das associações como mediadoras, segundo ela, fará aumentar os conflitos entre os próprios moradores, sem contar as expulsões e despejos, práticas recorrentes na região, com ou sem ordem judicial. “A tendência é que os conflitos se agravem; haverá mais briga no campo”, alerta o sindicalista Ladilson Amaral.

O Hino de Chico Buarque

Chico Buarque, o cantor e compositor mais odiado pela direita, chegou a incluir em seu disco Cidades, de 1998, a canção Assentamento, que se tornaria hino na onda de mobilizações.

Era época dos grandes acampamentos de lona preta à beira de rodovias, de sucessivas marchas de homens e mulheres com suas bandeiras, roupas e bonés vermelhos, até desembocar no intenso processo de ocupações de terras e de prédios públicos pelo MST, um susto para o conservadorismo.

“A cidade não mora mais em mim”, frase que compõe a letra de Assentamento, reverberava como convocação aos trabalhadores rurais que, expulsos do campo pelo agronegócio em expansão, em êxodo, se amontoavam pelas periferias de grandes cidades. Se compusesse uma nova canção sobre o movimento dos sem-terra no estranho Brasil de 2019, Chico teria de inverter o sentido da letra, trocando a palavra cidade por campo. Engolida pela onda conservadora, a reforma agrária travou e pode ter entrado em seu ponto de inflexão.

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Escuelas chilenas reciclan aguas grises para mitigar la sequía

IPS español - sex, 17/05/2019 - 12:23

El director de la escuela rural de Samo Alto, Omar Santander, muestra tomates orgánicos en el invernadero que construyeron maestros y familiares de los estudiantes, quienes cuidan los cultivos regados con agua de lluvia o reciclada, en Coquimbo, una región del norte de Chile que sufre gran escasez de lluvia. Crédito: Orlando Milesi/IPS

Por Orlando Milesi
OVALLE, Chile, May 17 2019 (IPS)

Niños de los colindantes municipios de Ovalle y Río Hurtado, en el norte de Chile, reciclan aguas de lluvia y grises en sus escuelas para regar árboles frutales y hortalizas, en una iniciativa con la que quieren contrarrestar las carencias del recurso en esta región semiárida.

Otros jóvenes que culminan sus estudios técnicos en el mismo municipio, construyeron simultáneamente un filtro que a corto plazo optimizará esa recuperación de aguas.

“El cuidado del agua tiene que comenzar por los niños”, dijo a IPS Alejandra Rodríguez, con un hijo que estudia en la escuela de Samo Alto, una localidad rural en la ladera de la Cordillera de los Andes, en el pequeño municipio de Río Hurtado,  con unos 4.000 habitantes, parte de la región de Coquimbo.

“Mi hijo me trajo un tomate cosechado para que sacara semillas. Para ellos cosechar es el premio. Él hizo su huerto al lado de la casa y fue muy  emocionante”, agregó Maritza Vega, apoderada de la misma escuela que instruye a 77 alumnos cuyas edades oscilan de cuatro a 15 años.

El director, Omar Santander, recordó a IPS durante su recorrido por escuelas rurales de la zona para observar la experiencia, que “el río Hurtado (del que el municipio toma el nombre) fue tradicionalmente generoso, pero hoy solo permite regar cultivos en forma alternada, algunos días. La gente se pelea por regar”.

En la escuela de Samo Alto acopian agua de lluvia y también aguas recicladas tras diferentes usos. “Con llaves se cierra el paso y luego se envía el agua a un doble filtro”, explicó antes de detallar que cuentan con un estanque para 5.000 litros.

El recibo mensual de agua bajó mucho, pero Santander cree que lo más importante “es la conciencia que ha generado en los niños”.

“Antes había agua y los hábitos de los adultos vienen de entonces. Los estudiantes son una inducción para crear conciencia entre sus familiares. Queremos que la dimensión ambiental sea una herramienta para la vida”, resumió.

Para Admalén Flores, alumna de 13 años, “los tomates que uno cosecha son más sabrosos y mejores”, mientras que Alexandra Honores,  de la misma edad, destacó que “ahora mi abuelo reutiliza el agua”.

La escuela básica El Guindo, ubicada a 10 kilómetros de la ciudad de Ovalle, cabecera del municipio, dentro de un poblado con fama de ser un foco de venta de drogas, estuvo mal calificada hasta hace tres años.

Entonces, su director, Patricio Bórquez, y la profesora de ciencias, Gisela Jaime, comenzaron un proceso de recuperación de aguas grises. También plantaron árboles y especies nativas para adaptarse al ambiente seco del municipio de 111.000 habitantes y situado a unos 400 kilómetros al norte de Santiago.

Cuatro estudiantes de 13 y 14 años conversan con IPS sobre como el proyecto de reutilización del agua les ha hecho tomar conciencia de la importancia de cuidar el recurso en el territorio semiárido donde viven, en un aula de la escuela rural de El Guindo, en el municipio de Ovalle, en Chile. Crédito: Orlando Milesi/IPS

“El proyecto nació porque no había vegetación”, contó la maestra. Hoy recuperan 8.000 litros de agua cada mes. “Enseñar el cuidado del medio ambiente es una habilidad para la vida”, subrayó el  Bórquez.

“Teníamos un estigma como escuela en cuyo entorno hay mucha drogadicción. Hoy estamos considerados en Ovalle como el recinto donde se hacen más programas. Fuimos terceros en la medición en ciencias”, destacó.

Para Jaime, la experiencia es “gratificante” porque obtuvo “herramientas para crecer y crear conciencia en los niños y en toda la comunidad sobre la importancia  del cuidado del agua y los recursos”.

El geógrafo Nicolás Schneider, creador de la Fundación un Alto en el Desierto, dijo a IPS que su oenegé estima que la recuperación de aguas grises ya alcanzó a un millón de litros tras ocho años de trabajo con esas escuelas rurales de Ovalle.

En este municipio seco y de pluviosidad variable, “en 2018 apenas cayeron 37,6 milímetros de agua lluvia. La cifra está muy por debajo del promedio normal del período 1981-2010 que es de 105,9 milímetros”, indicó a IPS desde Santiago la especialista Catalina Cortés,  de la Dirección de Meteorología de Chile.

Schneider califica de “crítica” la situación hídrica en la región de Coquimbo, que es la frontera sur del desierto de Atacama y que tiene 90 por ciento de su territorio erosionado y degradado.

“Debido al cambio climático, cada vez llueve menos y cuando lo hace es de manera muy concentrada. Tanto la falta de lluvia como la concentración de la misma causa serios daños a la población”, sostuvo.

Innovador filtro de reciclaje

Guiados por sus profesores, los estudiantes del Liceo Politécnico de Ovalle construyeron un sistema de filtración ideado por el profesor Eduardo Leiva, de la facultad de Química y Farmacia de la Universidad Católica. El filtro busca elevar el estándar técnico con que se limpian las aguas grises.

Duan Urqueta, de 17 años, alumno de cuarto año de Electrónica en el Liceo Politécnico de Ovalle, explica las características del premiado filtro para aguas grises en cuya construcción participó. Inicialmente se van a instalar unidades en ocho escuelas rurales del municipio, en el norte de Chile. Crédito: Orlando Milesi/IPS

El prototipo ya instalado recupera el agua de los baños que usan 1.200 alumnos del Liceo Politécnico. Con esa agua se riegan tres áreas con 48 especies arbóreas. Filtros similares se instalarán desde junio en ocho escuelas rurales de Ovalle.

Así, la calidad del agua recuperada aumentará debido al filtro construido gracias a un proyecto del Fondo de Innovación para la Competitividad del gobierno regional de Coquimbo, con protagonismo de la Universidad Católica, la Fundación un Alto en el Desierto y el Liceo Politécnico de Ovalle.

Ese prototipo fue construido por 18  alumnos y ocho profesores de Mecánica, Montaje Industrial, Electrónica, Electricidad y Dibujo Técnico tiene dos estanques para 1.000 litros cada uno.

El primario recibe agua de los lavamanos que se conduce por cañerías y por peso gravitacional. Mediante una electrobomba, el agua se eleva hasta un filtro de tres columnas ubicadas en forma secuencial-vertical. Cada columna mide 0,35 metros de alto y 0,40 metros de diámetro.

“El material filtrante en cada columna debe ser de granulometrías diferentes y puede ser gravilla y/o arena de cuarzo (zeolita), carbón activado, arena o grava”, describió Hernán Toro, profesor jefe de Montaje Industrial.

Toro detalló a IPS que “el prototipo tiene una columna con zeolita y dos columnas de carbón activado. Las columnas están montadas sobre una estructura metálica de 2,60 metros de altura”.

Vista del filtro para limpiar aguas, ideado en el Liceo Politécnico de Ovalle, construido por un grupo de profesores y alumnos del centro, con financiamiento del gobierno de la región de Coquimbo, en el norte de Chile. Su costo unitario es de 2.170 dólares y va a potenciar el reciclaje del agua en las escuelas de este municipio semiárido. Crédito: Orlando Milesi/IPS

El agua impulsada desde el estanque alcanza la columna más alta del filtro, pasa a través del material filtrante y por gravedad cae y pasa secuencialmente por las otras columnas. Finalmente, el agua es conducida al estanque secundario y mediante otra electro-bomba llega a los circuitos de regadío.

Duan Urqueta , alumno de electrónica de 17 años, explicó a IPS que sacaron muestras de tierra y agua en siete localidades de Ovalle y “usamos la peor agua para probar el filtro que está hecho acá en el Liceo con materiales reciclables”.

En 2018,  “con el filtro ganamos el primer puesto en la Feria de Ciencias de La Serena, la capital de la región de Coquimbo, recordó orgulloso.

Pablo Cortés (17), estudiante de montaje industrial, destacó que el proyecto le aportó “una evolución notable con aprendizaje y encuentro personal. Me cambió como persona”.

Para el profesor Toro la experiencia “ha sido enriquecedora y de impacto social. Estamos sembrando en los jóvenes una semilla de conciencia ecológica”.

“Es un programa de aprendizaje, servicio y ayuda a la comunidad. Todos aprenden. Hemos visto gente llorando de emoción en sus localidades”, describió.

Ahora van a incluir en el proyecto un equipo fotovoltaico, que bajará los costos de energía, mientras ya cuentan con un sistema de automatización para descargar agua, que legalmente solo puede ser almacenada por un tiempo.

En ocho escuelas, incluidas las de Samo Alto y El Guindo, esperan esos nuevos filtros, cuyo costo unitario es de 2.170 dólares.

Schneider cree, empero, que a nivel macro “el reciclaje de agua es insuficiente”, para combatir la carencia de agua en esta zona semiárida. Y va más allá. Afirma que “hay ausencia de instrumentos de ordenamiento territorial o manejo de cuencas reales en el territorio”.

“Con el marco actual regulatorio del agua, el agronegocio de exportación, principalmente de frutales, se ha tomado los valles, ha concentrado el agua y tiene tomado el territorio. Y el Estado hace vista gorda”, denunció.

Edición: Estrella Gutiérrez

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Stop Tuvalu and ‘the world from sinking’ UN chief tells island nation facing existential threat from rising seas

UN SGDs - sex, 17/05/2019 - 12:21
Tuvalu “faces an existential threat from sea-level rise”, the United Nations chief said during his visit to the Pacific island nation on Friday whose highest point is less than five metres above the waves.
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Não há registro de entrada na Câmara para assessor de Bolsonaro investigado pela Justiça

Pública - qui, 16/05/2019 - 20:18

R$ 92,2 mil — esse foi o total que Nelson Alves Rabello, assessor do gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), recebeu dos cofres públicos durante os 19 meses em que foi secretário parlamentar nível 18 da Câmara dos Deputados. Quanto maior o nível do funcionário, maior o salário, que atualmente parte de pouco mais de R$ 1 mil para até mais de R$ 15 mil, fora auxílios e vantagens indenizatórias.

O problema: durante todo esse período, Rabello não teve registro de entrada na Câmara, segundo informação inédita que a Agência Pública obteve via Lei de Acesso à Informação. O ex-funcionário de Jair está na lista das 95 pessoas e empresas que tiveram sigilo bancário quebrado na investigação do Ministério Público do Rio sobre as movimentações financeiras do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

A Pública pediu à Câmara dos Deputados informações sobre o registro de entrada de diversos assessores de Jair Bolsonaro na Câmara. Além de Rabello, a reportagem descobriu que outros cinco assessores não tiveram registro de emissão de crachá durante o período de 2015 a 2018, último mandato do presidente como deputado federal.

Além destes seis nomes, a Pública já havia revelado outras cinco assessoras nas mesmas condições. Portanto, agora são 11 os assessores de Bolsonaro que receberam dinheiro público sem ter colocado os pés nas dependências da Câmara.

Nilson Bastian / Câmara dos DeputadosAgora são 11 o total de assessores de Bolsonaro que não tiveram registro de entrada na Câmara Rabello assessorou pai e filhos em seus mandatos

Nelson Rabello é um dos assessores mais longevos da família Bolsonaro. O primeiro registro como funcionário do atual presidente, disponível no site da Câmara, é de 2005. À época, ele era assessor de nível 8. Durante seis anos como secretário parlamentar, Rabello foi promovido até alcançar o nível 26. Segundo a Folha de S. Paulo, Rabello é tenente da reserva do Exército e teria servido junto a Jair nas Forças Armadas.

Em maio de 2011, Rabello deixou o gabinete de Jair e trabalhou até agosto daquele ano com o filho Flávio, na Assembleia do Rio. Em seguida, deixou o gabinete de Flávio para trabalhar com Carlos, onde ficou até 2017.

Em junho de 2017, Rabello voltou a trabalhar na Câmara com então deputado Jair Bolsonaro. Nesse último período, apesar de ter recebido R$ 92,2 mil líquidos — incluindo um auxílio-alimentação mensal de R$ 982,29 — o funcionário não emitiu crachá de entrada no órgão.

A prática é parecida a de outros assessores de Bolsonaro: cinco assessoras — algumas que trabalharam por mais de uma década junto a Jair Bolsonaro — não pediram a emissão de crachás de funcionárias nem se registraram como visitantes em nenhum momento desde 2015. Ser funcionário de um político sem ter entrada registrada na Câmara não é ilegal, pois os assessores parlamentares podem trabalhar nos estados de origem dos parlamentares, contanto que cumpram sua carga horária. A questão é que o controle é feito pelos próprios deputados e a série de casos semelhantes na família Bolsonaro levanta suspeitas.

A Pública procurou a Câmara dos Deputados, que informou que para acessar as  dependências é obrigatório portar crachá funcional. No caso de deputados ou ex-deputados, é possível utilizar “botom parlamentar”. Crachás de visitantes são expedidos apenas após apresentação de documento de identidade e realização de registro de entrada nas portarias. Os crachás funcionais devem ser renovados a cada nova legislatura e a Câmara afirma não guardar registros sobre mandatos passados.

O sigilo bancário de Rabello foi quebrado no dia 24, por autorização do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O pedido veio do Ministério Público, que investiga as movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz. Segundo reportagem do Poder 360, a autorização de quebra de sigilo bancário vai de janeiro de 2007 a dezembro 2018, com quebra do sigilo fiscal de 2008 a 2018.

Atualmente, Rabello é auxiliar de Carlos Bolsonaro na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. O salário líquido para esse cargo é de R$ 6,6 mil. Procurado pela reportagem, Rabello não foi encontrado.

Wal do Açaí também não tinha crachá

Outra funcionária que não teve crachá emitido pela Câmara dos Deputados foi Walderice Santos da Conceição, conhecida como “Wal do Açaí”. Funcionária de Jair Bolsonaro desde 2003, ela foi secretária parlamentar nível 4 de 30 de dezembro de 2015 a agosto de 2018, com um salário de R$ 1,3 mil líquidos mais auxílio-alimentação de R$ 982,29. Nesse período, contudo, ela não emitiu registro de entrada na Câmara, segundo informação obtida pela Pública via Lei de Acesso.

Em 2018, a Folha de S. Paulo havia revelado que Wal trabalhava todos os dias em seu próprio negócio, o Wal Açaí, a 50 km de Angra dos Reis. Na mesma rua do seu negócio também fica uma casa de veraneio do presidente.

Apesar da repercussão, sete meses depois, em agosto de 2018, a equipe da Folha encontrou Wal ainda trabalhando em seu comércio. Em conversa com os repórteres, ela disse que o “sr. Jair” era um amigo e que se ele escolheu pagá-la com dinheiro público, cabia apenas a ele responder. Após a visita da equipe, Wal anunciou que iria pedir demissão e assim o fez. Na época, Jair Bolsonaro disse que o único crime dela foi “dar água para os cachorros”. Ela foi exonerada ainda em agosto.

Quanto às funções que Wal desempenhava, Bolsonaro se contradisse nas duas ocasiões. Em janeiro, afirmou que Wal não cumpria funções além das políticas e que a funcionária estava de férias na época da reportagem. Já em agosto, o então deputado federal afirmou que Wal cuidava dos cachorros que ele possuía na casa de veraneio. Em setembro, a Procuradoria da República do Distrito Federal abriu procedimento para investigar o caso, sob suspeita de improbidade administrativa. O caso corre em sigilo.

Roberto Jayme/Ascom/TSESecretário parlamentar de Jair Bolsonaro sem registro na Câmara também trabalhou como assessor para dois de seus filhos: Flávio e Carlos Mais quatro assessores de Bolsonaro receberam sem pisar na Câmara

Além de Rabello e Walderice, outros quatro assessores não tiveram registro de emissão de crachá na Câmara e dois deles continuam trabalhando para a família Bolsonaro.

Levy Alves dos Santos Barbosa, assessor nível 21 de Jair de outubro de 2017 a janeiro de 2018, recebia R$ 8 mil líquidos, mais auxílios que chegaram a R$ 1,5 mil em um mês. Sem registro de entrada durante todo esse período, hoje ele trabalha com Carlos Bolsonaro na Alerj como assessor especial — segundo o site da Câmara do Rio de Janeiro, um assessor especial tem um salário líquido de R$ 12,3 mil.

Já Alessandra Ramos Cunha teve seu primeiro posto como assessora de Jair em 2014. No último mandato, ela recebeu salários de diversos níveis de assessores — um deles chegando a mais de R$ 10,8 mil mensais líquidos, mais auxílio de R$ 982,29. Assim como Levy, Alessandra trabalha atualmente com Carlos como oficial de gabinete, recebendo R$ 7,3 mil líquidos. De acordo com reportagem do Metrópoles, ela doou R$ 1,5 mil para a campanha de Carlos a vereador em 2016.

Outras duas assessoras de Jair também não emitiram crachá durante o último mandato como deputado. Helen Cristina Gomes Vieira, que já havia trabalhado com Jair entre 2013 e 2014, foi secretária parlamentar nível 12 entre março e dezembro de 2017. Seu salário líquido era mais de R$ 2,2 mil, além de um auxílio que chegou a R$ 1,8 mil. Helen é uma das assessoras de Jair que fez doações à campanha do próprio chefe, como a Pública revelou.

Completa a lista Bianca de Almeida Santos, secretária parlamentar entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018. Ela recebia como nível 4, com um salário líquido de mais de R$ 2,4 mil mais auxílios de R$ 1,6 por mês.

A Pública questionou o gabinete da Presidência da República sobre a falta de registros dos assessores e quais atividades eles teriam realizado, mas não tivemos retorno até a publicação. A reportagem procurou todos os assessores citados, mas não obteve resposta.

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‘Climate change is the battle of my life’, UN chief tells students living on the frontline in Fiji

UN SGDs - qui, 16/05/2019 - 17:12
The UN Secretary-General António Guterres saw the frontline of “the battle against climate change” for himself on Thursday, by taking to the tropical waters of the South Pacific off the coast of Fiji, on a solar-powered boat.
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Gobierno, el enemigo público de la educación en Brasil

IPS español - qui, 16/05/2019 - 16:03

Estudiantes gritan consignas contra los recortes a las universidades públicas en Brasil, en la protesta en Río de Janeiro. La gran manifestación contra “la política antieducación” del presidente Jair Bolsonaro congregó el 15 de mayo 1,5 millones de personas en 200 ciudades, según los organizadores. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Mario Osava
RÍO DE JANEIRO, May 16 2019 (IPS)

El presidente Jair Bolsonaro ha hecho méritos para convertirse en el mayor enemigo de la educación en Brasil, en lo que pudiera parecer un intento de suicidio político, aunque sea algo incompatible con el instinto del poder.

Más de un millón de personas salieron a las calles en al menos 200 ciudades del país, el miércoles 15 de mayo, para protestar contra los recortes presupuestarios impuestos a la enseñanza pública, especialmente a las universidades, única medida relevante de su gobierno en el sector desde la toma de posesión el 1 de enero.

Bolsonaro, un político y militar retirado de extrema derecha, reaccionó llamando a los manifestantes “idiotas útiles” y “masa de maniobra de una minoría de listillos”, en declaraciones a periodistas que cubrían su visita a la ciudad estadounidense de Dallas. Militantes ideológicos controlarían las universidades, adujo.“Participaron no solo profesores, alumnos y funcionarios de universidades, sino exalumnos, sindicalistas, políticos opositores. No se puede denominarlo un movimiento de minoría, sino una nación en defensa de su enseñanza pública”: Maristela Crispim.

Pero, de hecho,  el Día Nacional en Defensa de la Educación, una de las más masivas protestas de este siglo en Brasil, no contó con líderes visibles ni una participación ostensible de partidos en su convocatoria y organización.

Carteles improvisados en cartones o tejidos fueron el recurso de expresión gráfica más usado, reflejando la movilización mayoritariamente espontanea de 1,5 millones de personas en todo el país, según  los organizadores de la Unión Nacional de Estudiantes, sindicatos y movimientos sociales.

Portar libros fue otra manera común de destacar la importancia de la educación.

“Bolsonaro es enemigo de la educación”, rezaba el cartel de un sindicato de profesores que sintetizó una opinión generalizada entre los manifestantes, coreada en forma diferente durante las movilizaciones.

“Elegir la educación como enemiga del país” fue la decisión del actual gobierno que provocó como respuesta esas masivas protestas, señaló Fernando Haddad, el rival de Bolsonaro en las elecciones de octubre de 2018 y exministro de Educación (2005-2012), en un discurso durante la manifestación en São Paulo.

Esa es una orientación peligrosa para cualquier político, que tiende a aislarlo, ante el consenso de que la enseñanza es el factor indispensable e insustituible para el desarrollo y el futuro de la sociedad brasileña.

La presencia de muchos manifestantes ajenos a las escuelas, incluso ancianas que se presentaban como “abuelas de estudiantes”, escenifico el apoyo de la sociedad en general a las inversiones en la educación pública.

En este país de 209 millones de personas, hay 67 universidades federales estatales, con dos millones de estudiantes. A ellas se suman otras universidades públicas financiadas por los gobiernos de los estados, para alcanzar un total de ocho millones de estudiantes universitarios en centros del Estado.

Las mujeres son la vanguardia opositora al presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, desde antes de su llegada al poder, y tuvieron también un papel protagonista en las protestas del 15 de mayo por sus “ataques” a la educación pública, como sucedió en la marcha en la ciudad suroriental de Vitória. Crédito: PT

En 2018, Brasil tenía 48,5 millones de estudiantes en la enseñanza básica (primaria y secundaria), según el censo escolar. De ese total, 73,5 por ciento estudiaban en escuelas públicas, municipales o estadales, siendo un gran elemento de democratización y de ascensor social en el país.

Mapa teñido de movilizaciones

En Fortaleza, capital del nororiental estado de Ceará, la movilización empezó temprano con estudiantes bloqueando avenidas.

“Participaron no solo profesores, alumnos y funcionarios de universidades, sino exalumnos, sindicalistas, políticos opositores. No se puede denominarlo un movimiento de minoría, sino una nación en defensa de su enseñanza pública”, definió a IPS la periodista Maristela Crispim, fundadora de la agencia Eco Nordeste, especializada en la sostenibilidad.

São Paulo, la mayor metrópoli brasileña, de 12 millones de habitantes que suben a 22 millones si se suma su área metropolitana, reunió 500.000 manifestantes en su avenida Paulista, el centro financiero nacional y escenario usual de las mayores manifestaciones políticas y fiestas populares en Brasil.

En Río de Janeiro concurrieron cerca de 150.000 personas, según el Sindicato de Profesionales de la Educación.

Pero también pequeñas ciudades diseminadas por este país de dimensiones continentales tuvieron su jornada en defensa de sus escuelas y universidades públicas.

Muzambinho, una ciudad de solo 20.000 habitantes en el suroriental estado de Minas Gerais,  movilizó sus estudiantes por segunda vez en 10 días, para reclamar la estabilidad financiera de su Instituto Federal que tiene un campus con seis cursos universitarios.

“Esta vez vino menos gente”, se lamentó con IPS desde esa ciudad la estudiante de veterinaria Tereza Camargo Pezzuti. Presentaciones musicales y de danza atrajeron la población local que también puso conocer muestras de los trabajos científicos de los estudiantes.

#Antieducación ideológica

La etiqueta de “antieducación” puesta a Bolsonaro no deriva solo de los recortes presupuestarios, que el ministro de Educación y Cultura, Abraham Weintraub, trató de justificar como una necesidad financiera ante la merma de ingresos fiscales, en una audiencia en la Cámara de Diputados, en Brasilia, el mismo 15 de mayo.

Se debe a la crisis económica heredada de gobiernos anteriores, arguyó en la sesión a que fue obligado a concurrir por decisión de una amplia mayoría de los diputados.

Pero durante la campaña electoral Bolsonaro ya atacaba las escuelas, especialmente las universidades, como foco del “marxismo cultural” y de la “ideología de género”, alegadas perversiones que prometía extirpar en su presidencia.

Era el ambiente, aseguraba, que propiciaba malas costumbres y una formación para convertirse en homosexuales, en desmedro de la familia tradicional y la moral.

Al llegar al poder, nombró como ministro a Ricardo Vélez, un colombiano naturalizado brasileño, graduado en teología y filosofía, con una carrera sin brillo como profesor de universidades privadas y de una escuela para oficiales del Ejército.

En tres meses no logró siquiera componer su equipo ministerial y coleccionó desastres como el anuncio de que los libros didácticos distribuidos por el gobierno serían revisados, especialmente para modificar el dato de que hubo dictadura militar en Brasil de 1964 a 1985.

Bolsonaro y sus seguidores niegan el carácter dictatorial de los gobiernos militares que abolieron garantías legales, encarcelaron y torturaron miles de personas, suspendieron las elecciones por voto directo de la población.

La medida más autoritaria de Vélez fue instruir las escuelas, mediante una carta formal, para que filmasen los alumnos en formación militar y cantando el himno nacional, y enviasen el registro al ministerio.

Tuvo que echarse atrás de inmediato y algunas semanas después fue despedido y sustituido por el economista Weintraub, otro ministro sin conocimientos de gestión educativa, pero sí con larga experiencia en el mercado financiero.

En varias declaraciones dejó claro su aversión a las universidades, por sus malas experiencias como alumno y profesor. Informó que reducirá inversiones en los cursos de filosofía y sociología, porque no producen retornos concretos como veterinaria, ingeniería y medicina, un criterio refrendado por Bolsonaro.

El anuncio de los recortes presupuestarios sonó también idiosincrático. Empezó por decir que solo tres universidades sufrirían reducciones de 30 por ciento en el presupuesto de gastos corrientes, que no incluyen sueldos.

“Alboroto” y malos resultados serían las causas del castigo. Tras reacciones negativas, incluso con datos comprobando que las tres universidades están entre las mejores del país, el ministro anunció que el recorte se aplicaría a todos los centros superiores.

En sus críticas a las universidades públicas, Bolsonaro insiste en otra falsedad, al asegurar que casi no realizan investigaciones, cuando en realidad 90 por ciento del total que se realizan en los centros superiores las realizan las financiadas por el Estado.

Weintraub, ahora, pasó a enfatizar que el gobierno pretende dar prioridad a la enseñanza básica y preescolar, aunque también esas áreas sufrieron recortes, aunque menores.

Sus explicaciones a los diputados generaron críticas y la convicción de que no hay en ralidad una política educativa en marcha.

La pérdida de ingresos fiscales se debe en gran parte al propio gobierno actual. Las previsiones apuntaban un crecimiento económico de 2,5 por ciento este año, impulsado por la confianza de los inversionistas en la nueva gestión.

Peleas internas entre gobernantes, la vuelta atrás en muchas medidas visiblemente inadecuadas y prioridades basadas en creencias y paranoias del presidente y varios de sus ministros resultaron incertidumbres, incluso en la aprobación parlamentaria de la reforma previsional considerada clave para la recuperación económica.

Hoy nadie espera más que 1,5 por ciento y muchos economistas hablan de cerca de uno por ciento, índice similar al registrado en 2017 y 2018.

Además el gobierno desató otras batallas que movilizan opositores.

“Menos armas, más libros” y “Nuestra arma es la educación” decían carteles en las manifestaciones pro educación.

Se referían al decreto presidencial que amplió a unos 19 millones de brasileños la posibilidad de portar armas en las calles, una amenaza de más violencia y muertes en un Brasil que ya registra más de 60.000 asesinatos anuales.

Edición: Estrella Gutiérrez

El artículo Gobierno, el enemigo público de la educación en Brasil fue publicado originalmente en IPS Agencia de Noticias.

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UN chief lauds Fijians as ‘natural global leaders’ on climate, environment, hails ‘symbiotic relationship’ with land and sea

UN SGDs - qui, 16/05/2019 - 12:29
Fiji’s strong traditions of community and social responsibility, and its “symbiotic relationship” with its surroundings, has made its people “natural global leaders on climate and the environment”, United Nations Secretary-General António Guterres told the nation’s Parliament on Thursday.
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