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Atualizado: 23 minutos 23 segundos atrás

Papa Francisco pede urgência na mudança de rota para o futuro

qua, 13/06/2018 - 15:33

Na conclusão do Simpósio promovido pelo Vaticano “Transição de energia e cuidado do lar comum”, o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral divulgou um comunicado, a pedido do papa Francisco.

“Enfrentar essa crise sócio ecológica requer uma mudança radical em todos os níveis, tanto pessoal quanto coletivo”, escreve o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, na conclusão do simpósio “Transição energética e cuidado do lar comum”, realizado entre 7 e 9 de junho na Casina Pio IV, nos Jardins Vaticanos.

O encontro – também promovido pela Universidade de Notre Dame – Mendoza College of Business – contou com a participação de dirigentes das principais empresas líderes nos setores de petróleo, gás natural e outros relacionados à energia, para discutir a transição energética, as oportunidades e riscos para o meio ambiente e para os pobres.

Segundo os especialistas envolvidos no evento, há necessidade de se ter uma visão de longo prazo. Os participantes, recebidos pelo Papa Francisco no dia 9 de junho, concordaram com a necessidade de “uma transição para uma economia com baixas emissões”, examinando “riscos, oportunidades e caminhos possíveis”, incluindo “as implicações do preço do carvão e a necessidade de distribuir a renda às pessoas desfavorecidas”.

Particular ênfase foi dada à necessidade de uma “visão de longo prazo”, especialmente pensando nas gerações futuras, e no fato de que “nem a transição energética nem a mudança climática podem ser reduzidas a apenas problemas econômicos, tecnológicos e regulatórios”, mas é preciso uma “voz moral”. Fonte Vatican News (#Envolverde)

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Evento da Unesco em Córdoba define ensino superior como bem público

qua, 13/06/2018 - 13:07

Organizada em conjunto pelo Unesco-IESALC, pela Universidade de Córdoba, pelo Conselho Interuniversitário Nacional (CIN) e pela Secretaria de Políticas Universitárias (SPU) do Ministério da Educação Argentina, a CRES 2018 é uma das reuniões preparatórias da Conferência Mundial sobre o Ensino Superior, que ocorrerá em Paris, em 2019, e marca o centenário da Reforma Universitária de 1918, em defesa da autonomia e democratização da universidade pública.

O evento caminha para definir a educação e o ensino com um bem público, em particular o ensino superior. A conferência debate o atual cenário da educação superior na América Latina e Caribe e as estratégias para a próxima década com vistas aos objetivos do desenvolvimento sustentável e definições da agenda Educação 2030 da Unesco. A CRES está em sua terceira edição. As duas primeiras foram realizadas em Cuba (1996) e Cartagena (2008).

Ruth Shady, do Ministério da Cultura e da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, do Peru, Ennio Augusto, reitor da Universidad de Chile, Rui Vicente Oppermanann, reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do Brasil, e Marco Antonio Rodrigues Dias, ex-diretor da Divisão de Educação Superior da UNESCO abrem o terceiro dia de atividades da III Conferência Regional da Educação Superior (CRES 2018), que acontece em Córdoba, na Argentina.

Todos os quatro, em diferentes espaços do campus da Universidade Nacional de Córdoba (UNC), tratam da relação entre universidade e sociedade. A conferência “Transcendência da civilização Caral para a geração de reflexões na sociedade” será ministrada pela diretora da Zona Arqueológica Caral e diretora da Escola de Arqueologia da Universidade Nacional Maior de São Marcos, Ruth Shady; “1918-1968-1998, o que pode ser feito em 2018 para que o ensino superior volte a ser um bem público?”, será proferida pelo ex-diretor da divisão superior da Unesco, Marco Antonio Rodrigues Dias; “Os desafios contemporâneos das universidades em sua interação com a sociedade” ficaraá a cargo do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rui Vicente Oppermann, que cita a inclusão e a tolerância como grandes pontos a serem mudados pelas universidades. E, por fim, “Reconstruindo a ligação entre universidade pública e Estado”, ministrada pelo reitor da Universidade do Chile, Ennio Augusto Vivaldi Véjar”. Fonte Unesco (#Envolverde)

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ONU informa que queda do trabalho infantil nas Américas foi grande

qua, 13/06/2018 - 12:55

A queda mais importante no trabalho infantil perigoso no âmbito mundial foi na América Latina e no Caribe, informou o Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), durante o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.
No último informe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o trabalho perigoso indica que entre 2012 e 2016, a região registrou uma redução de 2,4 pontos percentuais em sua proporção de crianças ocupadas em trabalhos perigosos.
A queda na América Latina e no Caribe foi a maior do mundo, seguido da Ásia e Pacífico. A terceira queda mais importante foi na África Subsaariana.
Mas a América Latina e o Caribe não somente reduziram as formas mais perigosas de trabalho infantil, como também o trabalho infantil como um todo.
Segundo os últimos números da OIT, o percentual de crianças entre 5 e 17 anos que trabalha caiu de 8,8% em 2012 para 7,3% em 2016, representando uma queda de 1,5%.
O percentual de trabalho infantil na região em 2016 era similar ao da Ásia e Pacífico (7,4%), mas muito inferior ao da África Subsaariana (22,4%).
Isto significa que, se em 2012 mais de 12.500 crianças trabalhavam na região, em 2016, eram 10.461.
“A redução do trabalho infantil e principalmente as suas formas mais perigosas é uma grande notícia para todos. O trabalho infantil é inaceitável sob qualquer ponto de vista e, é muito positivo que em nossa região estamos avançando para erradicá-la. Claro, podemos ir mais rápido com um pouco mais de esforço de nossos governos e das empresas do setor agroalimentar”, disse o Representante Regional da FAO, Julio Berdegué.
Segundo a FAO, metade das crianças que trabalham na América Latina e no Caribe estão na agricultura. Em nível mundial, esse número é ainda maior: três em cada quatro crianças trabalham na agricultura. Cento e oito milhões estão dedicadas à agricultura, pecuária, silvicultura ou aquicultura.
“Para conseguir que nenhuma criança tenha que trabalhar, os governos devem desenvolver políticas específicas voltadas para o trabalho infantil na agricultura. Mas, além disso, as empresas do setor devem fazer a parte que lhes pertence, e que não é pequena “, disse Berdegué.  Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Basf busca soluções para melhora em baterias de carros elétricos

qua, 13/06/2018 - 12:39

O aumento no número de veiculos e do tráfego nas estradas, nas cidades chegou a níveis alarmantes.O número crescente de passageiros contribui para o aumento das emissões de óxido de nitrogênio e dióxido de carbono, com impactos adversos na qualidade do ar e no clima. Até 2025, mais ou menos 1,5 bilhões de carros estarão circulando nas estradas do mundo todo. “Esta crescente necessidade de mobilidade traz desafios, mas, ao mesmo tempo, oferece grandes oportunidades para desenvolver tecnologias inovadoras que permitam superá-los”, afirma dr. Martin Brudermüller, presidente do Conselho Administrativo e diretor de Tecnologia (CTO) da BASF.

A BASF, maior fornecedora química para a indústria automotiva global, oferece uma ampla gama de soluções para esse segmento, como catalisadores móveis de emissão, sistemas de pintura, plásticos de alta performance e aditivos para combustíveis. Desde a concepção do conversor catalítico, em 1973, as tecnologias catalíticas da BASF eliminaram mais de um bilhão de toneladas de poluentes. A BASF assumiu compromissos com a melhoria da qualidade do ar, o que está alinhado com a estratégia da marca focada em oferecer soluções sustentáveis e eficientes O desenvolvimento contínuo de tecnologias avançadas de controle de emissão, além da crescente demanda por carros elétricos, ajudará a reduzir as emissões e aumentar a qualidade do ar no mundo todo. A eletromobilidade, principalmente quando combinada à energia renovável, é uma contribuição importante para atender às necessidades globais de mobilidade. O armazenamento eficiente e econômico da energia elétrica nas baterias será crucial para o sucesso comercial dos carros elétricos. Tudo se resume a química.

A maioria dos veículos elétricos atuais usa as baterias de íon de lítio. Um dos componentes mais importantes destas baterias são os materiais catódicos ativos. Eles definem a eficiência, confiabilidade, custos, durabilidade e o tamanho da bateria. Suas propriedades permitem velocidade, aceleração e potência – de carros compactos a SUVs, de caminhões a ônibus. “Os materiais catódicos ativos da BASF tornam as células de bateria mais potentes, confiáveis e econômicas. Oferecem as maiores oportunidades de melhor desempenho a menor custo. É nesta área que a química encontra sua maior alavanca para inovação e geração de valor”, Brudermüller acrescentou.

Os pesquisadores da BASF estão decididos a levar os materiais catódicos ativos ao próximo nível de eficiência para ajudar na evolução constante da eletromobilidade. Trata-se de mudar sua composição química, morfologia (forma e estrutura) e o processo de produção. Com suas inovações determinantes, a BASF pretende oferecer os materiais catódicos ativos com a maior densidade de energia do mercado. Até 2025, esses esforços ajudarão a tornar realidade a ideia de um carro elétrico, de médio porte, com o dobro de autonomia real (passando de 300 km para 600 km, com uma única recarga) e de vida útil da bateria, metade do tamanho e custo da bateria, e um tempo de carga reduzido para 15 minutos. A BASF espera que o mercado de baterias de íon de lítio cresça rapidamente. (#Envolverde)

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EUA aprova compra da Monsanto pela Bayer e formação gigante no setor

sex, 01/06/2018 - 19:23

A Bayer, companhia multinacional alemã, obteve a aprovação condicional da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, sigla em inglês) para a aquisição da Monsanto.

“O recebimento da aprovação do DOJ nos aproxima de nossa meta de criar uma empresa líder no setor agrícola”, disse o CEO da Bayer, Werner Baumann. “Queremos ajudar agricultores de todo o mundo a cultivar alimentos mais nutritivos de maneira mais sustentável”.

A Bayer já obteve quase todas as aprovações que são necessárias para o fechamento da transação. A empresa espera receber as aprovações pendentes necessárias para a conclusão da operação muito em breve.

A Bayer se tornará a única acionista da Monsanto Company após o recebimento das aprovações pendentes. De acordo com a aprovação condicional do DOJ, a integração da Monsanto com a Bayer pode ocorrer assim que os desinvestimentos para a BASF forem realizados. A expectativa é que isso aconteça em aproximadamente dois meses. (#Envolverde)

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ONU alerta para a prática do fracking e seus riscos

qua, 30/05/2018 - 19:50

O fraturamento hidráulico para extração de gás de xisto, também conhecido como “fracking”, produz energia mais limpa do que petróleo e carvão, mas não necessariamente traz benefícios aos países mais pobres do mundo, disseram especialistas da ONU.
Um novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) descreve o gás natural como um “combustível-ponte” útil para os Estados que pretendem avançar para fontes de energia renováveis mais sustentáveis.
Uma das vantagens é que o xisto emite cerca de 40% menos dióxido de carbono por unidade de energia produzida do que o carvão. Também pode ser armazenado e utilizado quando necessário de forma mais eficiente do que a energia gerada através de fontes renováveis, como o vento.
Contudo, o gás natural também possui desvantagens. Seu principal componente, o metano, tem um potencial de aquecimento global 28 vezes maior do que o dióxido de carbono encontrado em outros combustíveis fósseis.
O relatório afirma que o gás deve contribuir para promover uma transição suave entre o atual modelo econômico, baseado em combustíveis fósseis, para uma economia de baixo carbono, com o objetivo de atender o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 em 2030. O ODS 7 prevê o acesso à energia sustentável e moderna para todos.
Segundo a pesquisa, pouco conhecimento geológico e hidrológico e a falta de uma regulamentação adequada podem representar grandes obstáculos à fraturação hidráulica como método de extração do gás de xisto.
Janvier Nkurunziza, chefe da Seção de Pesquisa e Análise de Commodities da UNCTAD, disse que o relatório “não estava dizendo se o fracking é bom ou ruim”.
Segundo ele, isso é algo que somente governos podem dizer, com base em variáveis incluindo sua capacidade de investimento e possível contaminação de fontes de água subterrâneas.
“Se é realmente bom ou ruim, isso depende de vários fatores que analisamos neste relatório. Por exemplo: geologia, fontes de água; se você está aumentando seu estresse hídrico usando muita água, infraestrutura e assim por diante”, disse Nkurunziza.
“Não estamos dizendo que é bom ou ruim, apenas olhe as condições e a região onde você quer explorar este recurso, e então você será capaz de determinar se pode fazer isso ou não”, acrescentou.
Citando dados da Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA, sigla em inglês), o relatório da UNCTAD indica que o mundo ainda tem cerca de 60 anos restantes de gás de xisto antes que o recurso esgote.
Cerca de metade dos 215 trilhões de metros cúbicos que esse total representa está em Argélia, Argentina, Canadá, China e Estados Unidos – embora os EUA sejam o maior produtor mundial de gás de xisto, com 87% da produção total.
“Os EUA são uma exceção”, afirmou Nkurunziza, observando que nenhum outro país tem os enormes investimentos necessários para financiar a exploração de gás de xisto em tal escala.
Graças a essa força financeira, o gigante norte-americano também se tornou um exportador líquido de gás natural em julho do ano passado, enquanto o enorme comprometimento do país com as instalações de liquefação também o colocou na posição de terceiro maior estoque de energia do mundo, depois de Austrália e Qatar, entre agora e 2020.
Outros fatores, como a propriedade de terra, também explicam o domínio dos EUA na exploração de gás de xisto, disse Nkurunziza, destacando que nos EUA, “se você quiser usar sua terra para fraturação hidráulica, essa é uma escolha que só depende de você”.
O funcionário da UNCTAD acrescentou que a maior economia do mundo também tem a “tecnologia mais avançada disponível” para que o fracking aconteça, junto com um sistema financeiro altamente flexível, capaz de resistir aos altos e baixos das mudanças nos preços das commodities.
“Nos EUA, às vezes, quando os preços caem, param (de investir) no fraturamento hidráulico, e quando aumentam, voltam a investir na atividade. É muito flexível”, observou. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Estônia é o primeiro país com transporte público gratuíto

sex, 25/05/2018 - 19:44

Na Europa, o país báltico Estônia qur implantar transporte gratuito em todo o seu território, permanentemente. Para começar, a proposta vem sendo testada na capital Tallin e, de acordo com as autoridades locais, “a experiência não poderia estar indo melhor do que está”, demonstrando o acerto da medida.
Allan Akaüla, responsável pelos Assuntos Europeus da Estônia, afirma que em Tallin o uso de transporte público sem custo já trouxe a primeira vitória, ao conseguir “reduzir o número de automóveis na cidade”. Além disso, a novidade vem ajudando as pessoas a se sentirem mais à vontade para ir a “restaurantes, bares ou cinemas”.
Há regras e, para poder viajar de transporte público na capital da Estónia sem desembolsar nada é necessário ser residente permanente na cidade e comprar um pequeno cartão, apenas uma vez, que custa dois euros.
Allan Akaüla está convencido de que o futuro das cidades europeias, e do mundo todo, passa por ter menos carros e pelo acesso gratuito aos meios de transporte coletivos. Fonte: Mobilize Brasil (#Envolverde)

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Mudança climática é a grande ameaça à humanidade, alerta ONU

sex, 25/05/2018 - 19:00

Nenhum outro desafio em escala global é tão ameaçador quanto as mudanças do clima, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma conferência sobre ação climática neste mês. O chefe da ONU reiterou sua convicção que o aquecimento global resulta em uma “ameaça existencial” para a humanidade.
Tanto liderança quanto inovação são essenciais para ação contra a mudança global do clima, afirmou Guterres em seu discurso na ‘R20 Austrian World Summit’, uma iniciativa de longo prazo para auxiliar regiões, países e cidades a implementar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e alcançar as metas do Acordo de Paris.
O chefe da ONU reforçou que “devemos utilizar todos os nossos recursos para construir um sentido de urgência”. Guterres também mencionou a importância por prezar pela contenção do aumento das temperaturas em no máximo 1,5 grau célsius.
O secretário-geral afirmou que existem razões para manter a esperança, declarando que “o mundo está vendo uma onda de ações contra as mudanças climáticas”.
Guterres citou exemplos como a construção de uma fazenda solar no Marrocos “do tamanho da cidade de Paris, que irá gerar eletricidade para milhões de lares até 2020”, e da conquista da China, que já ultrapassou seu objetivo de produzir 105 gigawatts de energia solar até 2020.
“Nós devemos nos basear nisso”, enfatizou o chefe da ONU, destacando o modo como a energia renovável, responsável pela produção de um quinto da eletricidade no mundo, também possui benefícios significativos à saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que mais de 80% dos habitantes de regiões urbanas são expostos a ar de baixa qualidade.
“Investimentos em infraestrutura limpa e verde precisam ser realizados em uma escala maior em todo o mundo”, explicou. “Para tanto, precisamos de lideranças do ramo das finanças e investimentos, e que governos locais, regionais e nacionais decidam por grandes planos de infraestrutura nos próximos anos.”
O secretário-geral encorajou líderes do setor privado presentes na conferência, que contou com o apoio da Assembleia Geral da ONU, a anunciar novos financiamentos a projetos de energia limpa.
Embora os 30 membros da Agência Internacional de Energia (AIE), um organismo internacional multilateral, estimem que os investimentos realizados em energia renovável no ano de 2017 tenham sido de cerca de 242 bilhões de dólares, essa quantia ainda foi consideravelmente inferior ao montante investido no desenvolvimento de combustíveis fósseis.
Bilhões de dólares ainda precisam ser direcionados a estratégias renováveis para garantir uma “transição para energia limpa em grande escala” até o ano de 2020, de acordo com Guterres.
Além disso, mais de 75% da infraestrutura necessária até 2050 ainda não foi construída.
“Mobilizar e equipar governos locais com a capacidade e financiamento para acelerar a ação contra mudanças climáticas é necessário se quisermos dobrar a curva de emissão de gases de efeito estufa”, declarou.
Notando que as mudanças climáticas continuam a acontecer mais rápido que a implementação de políticas para controlá-las, o chefe da ONU fez menção ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC): “Quanto mais interferirmos em nosso clima, mais severos serão os riscos, e mais profundos serão os impactos”.
“Mas não precisa ser dessa forma”, continuou o secretário-geral, mencionando energia solar, eólica, e tecnologias de ponta, como veículos elétricos e energia provinda de algas marinhas, como artifícios que prometem uma nova era para o ar limpo.
“Vamos nos juntar a uma corrida pelo topo, uma corrida onde só existem vencedores”, concluiu Guterres. Fonte: ONUBr (#Envolverde)

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Ônibus e carros elétricos retirarão mais de 7 mi de barris de petróleo por dia

ter, 22/05/2018 - 19:21

A eletrificação do transporte rodoviário se tornará mais rápida na segunda metade da década de 2020, graças à queda dos custos com bateria e fabricação em larga escala, com vendas de carros elétricos chegando a 28%, e de ônibus elétricos a 84%, em seus respectivos mercados globais até 2030.A transição no transporte terá implicações importantes para a demanda de eletricidade e para o mercado de petróleo. Os EVs e os ônibus elétricos usarão 2.000 TWh em 2040, aumentando em 6% a demanda global por eletricidade. Enquanto isso, a mudança de veículos movidos a ICE para os elétricos deverá eliminar 7,3 milhões de barris por dia de combustível dos transportes.

A mais recente previsão de longo prazo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) mostra um aumento das vendas de veículos elétricos (EVs, sigla em inglês) de um recorde de 1,1 milhão no ano passado para 11 milhões em 2025, e então para 30 milhões em 2030, estabelecendo uma vantagem em relação aos carros movidos a motor de combustão interna (ICE, sigla em inglês). A China liderará essa transição, com as vendas representando quase 50% do mercado global de EV em 2025 e 39% em 2030.

A expectativa é que o número de veículos movidos a ICE (gasolina ou diesel), vendidos por ano, comece a cair em meados da década de 2020, com uma forte penetração dos EVs em seu mercado. Em 2040, estima-se que cerca de 60 milhões de EVs sejam vendidos, o equivalente a 55% do mercado mundial de veículos leves. Carros de “mobilidade compartilhada” serão um elemento pequeno, mas crescente (veja abaixo).

O avanço dos ônibus elétricos (e-buses) será ainda mais rápido do que dos carros elétricos, de acordo com a análise da BNEF. Ela mostra a presença dos ônibus elétricos em quase todas as configurações de recarga com um custo total de propriedade menor do que os ônibus municipais convencionais até 2019. Já existem mais de 300.000 ônibus elétricos nas ruas da China, e os modelos elétricos deverão dominar o mercado global até o final dos anos 2020.

Colin McKerracher, analista-chefe de transporte avançado da BNEF, comentou: “Os progressos nos últimos 12 meses, como os planos dos fabricantes para lançamentos de modelos e novas regulamentações sobre poluição urbana, reforçaram nossa visão otimista sobre as perspectivas dos EVs. As mudanças em nossa previsão desta vez, em comparação com a anterior há um ano, são modestas, pelo menos no que diz respeito aos carros. Acreditamos agora que os EVs representarão 55% das vendas de veículos leves em 2040, em vez de 54%, e representarão 33% da frota total de veículos do mundo.

“Mas a grande novidade desta previsão são os ônibus elétricos. A China liderou esse mercado de forma espetacular, respondendo por 99% do total mundial no ano passado. O resto do mundo seguirá e, até 2040, esperamos que 80% da frota de ônibus municipais seja elétrica. ” (#Envolverde)

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Energia suja cresce nos EUA com aumento de empregos no setor

sex, 18/05/2018 - 20:25

O setor energético dos Estados Unidos empregou 6,5 milhões de trabalhadores em 2017, um aumento de 133 mil empregos em relação ao ano anterior, segundo o Relatório de Energia e Emprego de 2018 dos EUA (U.S. Energy & Employment Report – USEER), que acaba de ser divulgado pela Energy Futures Initiative (EFI) e pela National Association of State Energy Officials (NASEO). Metade deles – 67 mil – foram criados por empresas de eficiência energética. A indústria da energia poluente, principalmente de base petrolífera, cresceu com a política do governo Trump e conseguiu em 10 anos reduzir o número de empregos no setor de energia limpa.

Os empregos na geração de eletricidade a gás natural continuaram a crescer, adicionando mais de 19.000 novos empregos, à medida que o gás natural continua a ascender à posição de combustível número um para geração de eletricidade nos EUA. As empresas de energia solar empregaram, total ou parcialmente, 350.000 pessoas em 2017. Isso representa uma redução de 24.000 postos de trabalho em energia solar em 2017 – a primeira perda líquida de empregos desde que os empregos solares foram compilados pela primeira vez em 2010.

A taxa de crescimento dos empregos em energia foi de 2%, índice ligeiramente acima da média nacional de 1,7%. Mas esse cenário de crescimento não está sendo acompanhado pela oferta: mais de duas em cada três empresas ouvidas (70%) relataram dificuldade em contratar trabalhadores qualificados nos últimos 12 meses. Para 2018, as empresas participantes da pesquisa anteciparam uma expansão de 6,1% no emprego, excluindo o setor de veículos automotores, indicando que a demanda por mão-de-obra qualificada permanecerá aquecida.

O relatório analisou quatro setores da indústria de energia nos EUA: geração de energia elétrica e combustíveis; transmissão, distribuição e armazenamento; eficiência energética; e veículos motorizados. Os empregos nos setores de energia foram responsáveis por quase 7% de todos os novos empregos em todo o país em 2017. (#Envolverde)

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Incêndios destroem florestas sazonais e campos agricultáveis na Sibéria

sex, 18/05/2018 - 20:06

Um grande número de intensos incêndios se espalhou pelo extremo leste da Rússia nesta primavera, envolvendo não só a atmosfera, como estradas e florestas na densa camada de fumaça. Em apenas seis dias entre 7 e 13 de maio de 2018 , os bombeiros russos combateram 693 incêndios em 40 territórios. Muitos dos incêndios estavam localizados na região de Amur Oblast na Sibéria. Esses incêndios estão destruindo grande parte da floresta de coníferas que circundam o planeta e são conhecidas como florestas sazonais.

As imagens de labaredas em Amur Oblast foram capturadas pelo Landsat 8 em 7 de maio de 2018. Os dados de cor natural ( bandas 4–3–2) são sobrepostos com dados infravermelhos (bandas 6 e 5) para revelar pontos quentes ainda em chamas.

Um inverno seco e quente preparou o cenário para uma temporada de incêndios florestais em 2018 na Rússia. Os incêndios florestais são comuns nesta região densamente florestada ( floresta sazonal, formada por pinheiros), e a estação geralmente começa em abril ou maio.

Isso é agravado pela prática de agricultores desta área, que queimam cultivos antigos para ajudar a limpar os campos e reabastecer o solo com nutrientes. Esses incêndios saem de controle e se tornam verdadeiras catástrofes ambientais. Amur Oblast tem experimentado mais incêndios por mês neste ano do que em qualquer outro desde 2008, de acordo com o Global Fire Emissions Database .

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Somália devastada com a pior enchente da história

qua, 16/05/2018 - 20:07

Agências das Nações Unidas reforçaram suas ações na Somália em resposta a uma série de enchentes devastadoras que atingem diversas partes do país. As inundações impactaram quase 500 mil pessoas e deslocaram em torno de 175 mil habitantes de suas casas.
De acordo como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as enchentes atuais são algumas das piores que a região já teve, uma vez que o nível de água no momento excede o período de retorno – intervalo estimado entre ocorrências de igual magnitude de um fenômeno natural – de 50 anos.
“Deslocados internos continuam sendo os mais vulneráveis aos impactos de enchentes, muitos campos estão localizados em áreas de baixa altitude”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, a repórteres em Nova Iorque no final de abril.
“Parceiros humanitários no local têm priorizado água, saneamento, higiene, saúde, abrigo e alimentos em suas intervenções”, completou.
As chuvas fortes e enchentes relâmpago vêm apenas meses após uma seca devastadora que deixou mais de 6 milhões de pessoas em necessidade de assistência humanitária. As enchentes são mais graves do que esperado.
A magnitude da chuva está muito além do previsto, disse Yngvil Foss, chefe adjunta do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) na Somália.
“Inicialmente, todos os atores humanitários começaram seus socorros com os meios e recursos disponíveis”, ela disse, observando como agências de socorro da ONU conseguiram angariar fundos ao longo da semana anterior para incrementar intervenções críticas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, entregou 4,5 milhões de toneladas métricas de medicação e outros suprimentos médicos no dia 29 de abril para Belet Weyne, capital da província de HirShabelle, duramente atingida pelas enchentes.
Tropas de paz da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) também evacuaram mais de 10 mil residentes em Belet Weyne de partes alagadas da cidade, além de garantir lonas e água para as vítimas.
Mais financiamento é necessário com urgência
Apesar das recentes boas notícias em relação ao financiamento, mais fundos são necessários urgentemente para ajudar o número crescente de deslocados.
No dia 30 de abril, o presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed ‘Farmajo’, visitou áreas afetadas pelas inundações e fez um apelo à comunidade internacional por ajuda humanitária urgente.
O Plano de Resposta Humanitária para a Somália de 2018, que totaliza 1,5 bilhão de dólares (antes das chuvas), só possui 19% de fundos. Lançado pelas agências das Nações Unidas e parceiros humanitários, o plano busca auxiliar em torno de 5,4 milhões de pessoas com assistência. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Fazenda inglesa dá exemplo de preservação do meio ambiente natural

seg, 14/05/2018 - 20:15

Exemplo de sustentabilidade e liderança, Emma Lambe, que está no comando de Castle Farm, uma fazenda no interior da Inglaterra, precisou unir força e coragem para atuar em um universo predominantemente masculino. A paixão pelo mundo natural é sua inspiração diária, que alimenta o desejo de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações futuras.

Em Castle Farm, Emma, encontrou uma forma efetiva de lutar pela biodiversidade, integrando a produção da fazenda ao programa de Comércio com Comunidades da The Body Shop®, marca ativista de cosméticos naturais. Tal iniciativa visa negociar de forma justa com pequenos agricultores e cooperativas rurais, especialistas em sua área de atuação, e, em troca, oferece boas práticas comerciais e preços que visam criar independência para a comunidade, além de seguir com outro compromisso da marca, que visa valorizar a natureza sem explorar (Enrich Not Exploit).

Em Castle Farm acontece toda a produção da linha Rosas Inglesas, que envolve matérias-primas obtidas de forma 100% orgânica – sem pesticidas, nem fertilizantes para garantir a pureza e qualidade dos ingredientes. Tal princípio preserva a biodiversidade do ambiente local, proporcionando um solo saudável, sustentando o entorno para permitir que todas as formas de diversidade da vida selvagem e de plantas prosperem.

Para Emma, quanto maior o número de animais e plantas convivendo em harmonia no ecossistema, maior é a esperança de sobrevivência do planeta. Suas ideias e a vontade de fazer a diferença motivam muitas mulheres a terem mais coragem e compaixão. “Eu tive que encarar cara a cara o preconceito, mas eu acredito que se você se importa o suficientemente com uma causa ou mudança e nunca compromete suas crenças, você pode ser bem sucedida”, declara a fazendeira. (#Envolverde)

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Neonazismo prolifera no mundo como um câncer, diz dirigente da ONU

qui, 10/05/2018 - 22:03

Em inauguração de exposição sobre a Segunda Guerra Mundial, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou em Nova Iorque, nesta semana, que atos para lembrar o conflito nunca foram tão significativos quanto atualmente. Segundo o chefe da ONU, mais uma vez, o mundo é palco da proliferação do antissemitismo e do neonazismo, descrito por Guterres como “um câncer”. Na terça-feira (8), a rendição incondicional da Alemanha completou 73 anos.
Lembrando que o confronto causou uma destruição “absolutamente inimaginável”, Guterres ressaltou que a União Soviética foi, “de longe”, o Estado com o maior número de sacríficos durante o combate aos nazistas.
“Vemos um mundo em que conflitos se proliferam, em que tantas guerras estão acontecendo. Portanto, acredito que é absolutamente essencial lembrar a todos nós as lições da Segunda Guerra Mundial que, para a União Soviética, foi considerada a Grande Guerra Patriótica”, afirmou o secretário-geral durante a abertura de uma mostra na sede das Nações Unidas.
Outro problema, alertou o dirigente, é o reaparecimento de mensagens neonazistas.
“Vemos movimentos políticos que ou confessam sua filiação neonazista, ou no mínimo, usam a simbologia, as imagens, as palavras, como “sangue e solo”, (dos nazistas). Vemos isso ser repetido em manifestações em diferentes partes do mundo. Isso é um câncer que está começando a se espalhar novamente e acho que é nosso dever fazer todo o possível para assegurar que essa doença horrível seja curada”, enfatizou Guterres.
De acordo com o secretário-geral da ONU, “a memória de todos aqueles que conseguiram derrotar o nazismo em 1954 nos permite derrotar qualquer forma de neonazismo nos dias de hoje”. “Não podemos nos esquecer do pior crime dos nazistas, que foi, é claro, o Holocausto”, lembrou o chefe do organismo internacional.
Junto com o neonazismo, disseminam-se também o antissemitismo e outras formas de ódio, como a discriminação direcionada aos muçulmanos.
“Eu espero sinceramente que as lições da vitória de maio nos ajudarão a derrotar o ressurgimento de ideias e convicções que eu achava que estavam enterradas para sempre. É nosso dever fazer isso porque não podemos aceitar que essas ideologias retornem”, completou Guterres. Fonte: ONUBr (#Envolverde)

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ONU alerta para abril extremamente quente e mudanças climáticas

ter, 08/05/2018 - 20:30

Fortes tempestades na Índia e temperaturas recordes no Paquistão são um indicador de que eventos mais extremos estão acontecendo globalmente devido às mudanças climáticas, disseram especialistas das Nações Unidas.
Em meio a enchentes na África Oriental e no Chifre da África — e tempestades de areia e poeira no Golfo Pérsico — Clare Nullis, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), disse a jornalistas na sede da ONU em Genebra que as tempestades da semana passada no norte da Índia deixaram mais de 100 mortos.
Segundo ela, o Paquistão teve na semana passada a temperatura mais quente já registrada em abril. Uma estação meteorológica na cidade de Nawabshah registrou 50,2 graus Celsius na segunda-feira (30); ou 122,4 graus Fahrenheit.
“Isso é abril, não junho ou julho, é abril”, disse. “Não vemos normalmente temperaturas acima dos 50 graus (nesse mês). De fato, como estamos cientes, nunca vemos uma temperatura acima dos 50 graus Celsius em abril”.
Movendo-se consideravelmente mais para o Sul, para outra região climática do mundo, o comitê de especialistas da OMM também anunciou na quinta-feira (3) que o recorde de temperatura na Antártida, estabelecido em março de 2015, continua em vigor.
O recorde estava sob ameaça de ser superado por uma temperatura registrada em uma estação meteorológica próxima, no mesmo período, e perto do mesmo local. O recorde anterior foi de 17,5 graus Celsius registrado na base de pesquisa argentina de Esperanza, perto do ponto mais norte da Península Antártica, em 23 de março.
A última leitura, se confirmada, estabeleceria um novo recorde e foi registrada um dia antes na mesma área, em uma estação climática automática estabelecida pela República Tcheca em Davies Dome. Mas especialistas em meteorologia polar examinaram os dados de maneira cuidadosa e anunciaram na sexta-feira que o recorde registrado anteriormente permanece em vigor.Fonte ONUBr (#Envolverde)

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Energia renovável se torna um grande empregador mundial

ter, 08/05/2018 - 20:20

O setor de energia renovável criou mais de 500.000 novos empregos em todo o mundo em 2017, um aumento de 5,3% em relação a 2016, segundo os últimos dados divulgados pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). De acordo com a quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado hoje na 15º Reunião do Conselho da IRENA em Abu Dhabi, o número total de pessoas empregadas no setor (incluindo grandes hidrelétricas) está atualmente em 10,3 milhões, superando a marca dos 10 milhões pela primeira vez.
China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente. Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho.
“A energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor”, declarou Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável.
“Os dados também ressaltam um quadro cada vez mais regionalizado, destacando que os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes nos países onde existem políticas atraentes para o setor”, continuou o Sr. Amin. “Fundamentalmente, esses dados apóiam nossa análise de que a descarbonização do sistema energético global pode fazer a economia global crescer e criar até 28 milhões de empregos no setor até 2050”.
O segmento de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos, quase 9% a partir de 2016, após um recorde de 94 gigawatts (GW) de instalações em 2017. Estima-se que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos – equivalente a 2,2 milhões – o que representa uma expansão de 13% em relação ao ano anterior.
Apesar de uma ligeira queda no Japão e nos Estados Unidos, os dois países seguiram a China como os maiores mercados de empregos em energia solar fotovoltaica no mundo. Índia e Bangladesh completam a lista dos cinco principais empregadores globais neste segmento, que juntos respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.
A indústria eólica retraiu-se ligeiramente no ano passado para 1,15 milhão de empregos em todo o mundo. Embora os empregos desse segmento sejam encontrados em um número relativamente pequeno de países, o grau de concentração é menor do que no setor fotovoltaico solar. A China responde por 44% dos empregos em energia eólica em todo o mundo, seguida pela Europa e América do Norte, com 30% e 10%, respectivamente. Metade dos dez principais países com a maior capacidade instalada de energia eólica do mundo são europeus. (#Envolverde)

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Índia convida Angola para aderir produção de energia solar

ter, 08/05/2018 - 20:15

A Índia convidou Angola a aderir ao programa indiano de produção de energia solar, avaliado em cerca de dois mil milhões de dólares e com a adesão de 120 países.

O programa enquadra-se na produção de energia limpa, segundo o embaixador da Índia em Angola, Sushil kumar Singhal, que apresentou cumprimentos de despedida ao presidente angolano, João Lourenço, no palácio presidencial.

No final de uma missão de pouco mais de um ano, Sushil kumar Singhal disse desejar que Angola adira ao projeto de produção de energia solar, lançado em parceria com a França.

Durante o encontro com João Lourenço foi passada em revista a execução dos acordos de cooperação nos domínios da agricultura, minas e das tecnologias de informação.

A Índia tem a sétima maior economia do mundo em Produto Interno Bruto nominal e a terceira em paridade de poder de compra, bem como a terceira mais desenvolvida da Ásia em termos de PIB nominal, superada apenas pelo Japão e a China. Fonte Africa21 (#Envolverde)

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Surge na Alemanha o carro movido a água salgada

ter, 08/05/2018 - 19:15

A ideia de usar água como combustível é antiga, mas não é fácil de transportar para a prática. Neste momento, apenas um construtor testa um carro do gênero, a nanoFlowcell, uma marca experimental que acabou de completar 150 mil quilômetros em testes de estrada com o seu modelo mais recente, o citadino Quantino.

O sistema da nanoFlowcell funciona como uma célula de combustível, mas usa água salgada ionizada em vez de hidrogénio. Neste caso, o líquido com ions positivos fica separado do líquido com ions negativos. Quando ambos passam por uma membrana, os ions interagem, gerando energia elétrica que é usada para mover o automóvel. O resultado final é água, tal como numa célula de combustível de hidrogénio, permitindo ao automóvel funcionar com emissões zero e reabastecimento rápido.

Desde 2014 que a empresa alemã desenvolve protótipos, como o esportivo e-Sportlimousine, o crossover Quant F e o compacto Quantino. Estes têm sido testados em estrada, com o Quantino a mostrar a validade do conceito. Depois de ter completado 100 mil quilómetros em agosto do ano passado, o carro alemão atingiu agora os 150 mil quilómetros em meio ao tráfego. Durante os testes, conseguiu percorrer 1000 quilómetros durante 8 horas e 21 minutos, sem necessitar de reabastecimento.

O Quantino tem espaço para quatro pessoas no interior, com um motor de 80 kW (109 cv) para um peso de 1421 kg, o que não o impede de ultrapassar os 100 km/h em apenas cinco segundos. A nanoFlowcell quer começar a produzir este automóvel em série a médio prazo. Fonte Motor24 (#Envolverde)

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OMS mostra que 90% da população mundial respira ar poluído

seg, 07/05/2018 - 21:47

Nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar contendo níveis elevados de poluentes. É o que revela um levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Agência da ONU atualizou estimativas sobre as consequências da poluição para o bem-estar da população. Segundo o organismo internacional, 7 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da contaminação do ar em ambientes externos e fechados.

Em 2016, a poluição atmosférica causou, sozinha, cerca de 4,2 milhões de mortes. No mesmo ano, a contaminação do ar pelo cozimento de alimentos, usando combustíveis ou tecnologias poluentes, foi responsável por aproximadamente 3,8 milhões de óbitos.

Mais de 90% dos falecimentos relacionados à poluição do ar ocorrem em países de baixa e média renda, principalmente na Ásia e na África, seguidos por nações de nível similar de distribuição de riquezas no Mediterrâneo Oriental, na Europa e nas Américas.

De acordo com a OMS, cerca de 3 bilhões de pessoas – mais de 40% da população mundial – ainda não têm acesso a combustíveis limpos e tecnologias domésticas adequadas. Essa lacuna é a principal fonte de poluição no interior de residências.

Embora a disponibilidade de métodos modernos de preparo de comida e de aquecimento esteja cada vez maior, as melhorias não acompanham o crescimento populacional de muitas partes do mundo, particularmente a África Subsaariana.

A agência da ONU aponta que a poluição do ar é um fator de risco crítico para doenças crônicas não transmissíveis, provocando quase um quarto (24%) das mortes por doenças cardíacas, 25% dos óbitos por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 43% por doença pulmonar obstrutiva crônica e 29% por câncer de pulmão.

“A poluição do ar ameaça a todos nós, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas enfrentam as maiores consequências”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Fonte ONUBr (#Envolverde)

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ONU e governos combatem ingestão de sódio e alimentos processados

sex, 04/05/2018 - 22:27

O Ministério da Saúde do Brasil, agências da ONU e delegações de nove países da América Latina e Caribe lançaram nesta semana, em Brasília, duas redes para combater o consumo de alimentos processados e a ingestão de sódio. Apresentadas em Brasília, na sede nacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), iniciativas buscam cumprir compromissos da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição, observada de 2016 a 2025.

Na abertura do evento na capital federal, na quinta-feira (3), Joaquín Molina, representante da OPAS no Brasil, lembrou que a nutrição aparece claramente em seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os ODS. “A má nutrição, em todas as suas formas, afeta todos os países, e as diferentes formas de má nutrição, como a fome e a obesidade, convivem dentro dos mesmos países”, disse.

Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos no Brasil, ressaltou que “a nutrição é hoje o mais importante tema de saúde pública a ser discutido pelo mundo”.

Segundo o especialista, os recursos gastos para combater os males causados pela má nutrição deveriam ser utilizados para promover a nutrição adequada — e portanto, prevenir problemas de saúde. “O Guia Alimentar brasileiro serve de exemplo para vários países do mundo porque mostra claramente quais alimentos são benéficos e quais são maléficos para a nossa saúde e o que precisamos fazer para ter uma alimentação saudável.”

Os dois projetos inaugurados pelo governo brasileiro são a Rede sobre difusão de Guias Alimentares baseados no nível de processamento dos alimentos e a Rede sobre estratégias para redução do consumo de sódio e prevenção e controle de doenças cardiovasculares.

A estratégia do Ministério da Saúde faz parte dos compromissos assumidos pelo Brasil junto à Década para a Nutrição da ONU. Entre as promessas, está a criação de outras três redes, com atuação prioritária nas Américas. Programas visam promover a alimentação escolar sustentável, prevenir obesidade e doenças crônicas, garantir a governança em segurança alimentar e nutricional e estimular as compras públicas de produtos alimentícios da agricultura familiar.

As redes são coligações de países que trabalham pelo fortalecimento de políticas e legislação, fomentando iniciativas de cooperação técnica e compartilhando boas práticas em temas específicos. A expectativa do Brasil é de que esses organismos sejam catalisadores para o cumprimento dos objetivos de cada nação junto à Década de Nutrição.

Além de instituir esses espaços institucionais de diálogo, o Brasil se comprometeu a deter o crescimento da obesidade entre adultos, reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar em pelo menos 30% no mesmo grupo etário e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, afirmou que “é importante atuar nos territórios onde estão os grupos vulneráveis à má nutrição”. O dirigente lembrou que a Década da Nutrição teve início em 2016 e que, portanto, ainda existem oito anos de trabalho pela frente para alcançar as metas.Fonte: ONUBr (#Envolverde)

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