Acontece

#Uneafroresiste: Ajude a financiar a luta contra o racismo, machismo e o genocídio através da educação popular!


O projeto

A Uneafro Brasil, núcleo de educação popular para negras, negros, jovens da periferia e classe trabalhadora realiza, há quase 10 anos, cursinhos populares pré-vestibulares, em espaços cedidos pela comunidade, por vários estados brasileiros, com professores voluntários e sem custo para as alunas e os alunos.

Do Catarse

As atividades não recebem nenhum tipo de ajuda do governo ou de grandes empresas para se manter e conta com o apoio da própria comunidade para fortalecer os espaços onde atua. Atualmente há 30 cursinhos comunitários em funcionamento em todo o Brasil.

No entanto, em 2017, o escritório central da Uneafro, que fica em São Paulo e que coordena os cursinhos, pode fechar por falta de recursos. Além disso, o sonho de criar um material didático próprio também pode ficar longe de se realizar por conta da falta de verba.

Greve Geral: Movimentos esperam parar o país nesta sexta-feira contra reformas de Temer


Foto: Mídia Ninja

Após as manifestações dos dias 8 e 15 de março, o Brasil deve ter a maior paralisação dos últimos trinta anos na próxima sexta-feira (28/04), de acordo com as centrais sindicais. A greve geral deve acontecer em protesto contra o Projeto de Terceirização aprovado na Câmara e também contra as Reformas Trabalhista e da Previdência em tramitação no Congresso Nacional. Ambas são propostas do presidente Michel Temer (PMDB) e aliados/as.

“A greve do dia 28 de abril será muito maior que o esquenta do dia 15 de março. Várias categorias vão parar e praticamente todos os movimentos sociais brasileiros estão envolvidos na preparação”, conta Flávio Jorge, diretor executivo da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), que integra a secretaria operativa da Frente Brasil Popular. Ele lembra que até mesmo a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está mobilizando para o dia 28.

Rede Mulher e Mídia lança nova página na web


Está no ar a nova versão do site da Rede Mulher e Mídia (RMM) – uma rede feminista formada por ativistas e profissionais, representantes de movimentos, veículos e/ou organizações ocupadas com as temáticas da comunicação e dos direitos das mulheres.

A Rede Mulher e Mídia surgiu a partir de um seminário sobre “O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia”,  organizado em março de 2009, em São Paulo, pelas participantes de uma iniciativa chamada Articulação Mulher e Mídia, e que teve como resultado uma proposta de atuação em rede. De lá para cá várias iniciativas foram tomadas, como a participação organizada coletivamente na I Conferência Nacional de Comunicação, a representação junto ao Ministério Público Federal em 2012 quando ocorreu o primeiro caso de estupro no programa Big Brother Brasil, denúncias diversas e pedidos de direito de resposta a veículos em razão de manifestações de violência sexista nos meios de radiodifusão, etc.

Fonte: Agência Patrícia Galvão

O que pensam 5 mulheres indígenas que são lideranças em suas comunidades


Thiago Gomes/Agência Pará/Fotos Públicas

Fátima, Josiane, Magaró , Aracy e Estela são algumas das lideranças femininas indígenas contemporâneas, cujo depoimento sobre temas como a maternidade, as relações de poder dentro das comunidades, o modo de vida tradicional e as mudanças climáticas foram coletados por antropólogas para o livro Povos Indígenas no Brasil (2011-2016), publicado pelo Instituto Socioambiental (ISA) no mês de abril.

Segundo o Censo IBGE 2010, dos 817 mil indígenas distribuídos entre mais de 240 povos, 444 mil são mulheres. Para além dos desafios ligados ao contexto dos povos indígenas, como a disputa por terras, os avanços dos ruralistas e a violência no campo, as indígenas também enfrentam questões como a violência contra a mulher.

Mulheres indígenas criam agência de notícias


A comunicação tem se mostrado um campo de batalha decisivo. Os meios comerciais agem cada vez mais como usinas ideológicas, disseminando não as notícias, mas sim a ideologia necessária para respaldar o poder dominante. As vozes dos movimentos, dos trabalhadores, da periferia não conseguem se expressar nesses espaços. Por isso, com as novas tecnologias aproximando pessoas e garantindo as condições materiais para a produção de informação, cada vez mais os movimentos se articulam e buscam criar espaços próprios de comunicação.

Essa semana, no México, um grupo de mulheres, comunicadoras, apresentou a Agência de Notícias de Mulheres Indígenas e Afrodescendentes, a Notimia. A proposta é garantir o espaço para vizibilizar a luta dos povos e comunidades de toda a América, mundializando a cobertura.

Em greve há quase um mês, professores do DF se acorrentam e fazem greve de fome


Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal, em greve desde 15 de março, saíram às ruas de Brasília na manhã desta terça-feira (11), em protesto contra a retirada de direitos promovida pelo gestão estadual de Rodrigo Rollemberg (PSB) e as reformas trabalhistas e da Previdência propostas pelo governo Temer. Cerca de 20 dos professores se acorrentaram às esculturas em frente à Catedral Metropolitana e anunciaram greve de fome. 

Outros 4 mil professores, segundo os organizadores da manifestação saíram em passeata até a catedral, onde se reuniram em assembléia geral que definiu pela continuidade do movimento. Os educadores reivindicam reajuste salarial de 18%, aumento do vale-alimentação e pagamento de licenças-prêmio em atraso, além da última parcela do aumento, concedido em 2013, pela gestão anterior do governo estadual.

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) se reuniu com representantes do governo Rollemberg ontem (10), mas o encontro terminou sem acordo. A comissão de negociação dos professores ouviu do Executivo a mesma proposta já rejeitada em duas assembleias anteriores. 

Maioria acredita que as mulheres devem decidir sobre o aborto, revela pesquisa


Foto: Nelson Antoine / Agência O GloboO grupo Católicas pelo Direito de Decidir (CDD) divulga pesquisa encomendada ao IBOPE Inteligência, realizada em fevereiro de 2017. Os dados revelam que 64% dos brasileiros entendem que a decisão sobre o aborto deve ser da própria mulher, um crescimento de 3 pontos percentuais (p.p) na comparação com pesquisa realizada em 2010. Em outro patamar, aumentam de 6% para 9% os que atribuem o poder de decisão ao marido/parceiro, enquanto 6% mencionam o Judiciário, 4% a igreja, 2% a Presidência da República e 1% o Congresso Nacional (todos apresentam variação dentro da margem de erro, comparando com a pesquisa anterior). Aqueles que consideram que nenhum desses deve decidir pelo aborto, passam de 20% para 10% no atual levantamento.

CONAQ e Terra de Direitos protocolam denúncia contra Bolsonaro por racismo


A Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e a organização Terra de Direitos protocolaram na tarde desta quinta-feira (6) uma representação contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PMDB-RJ) na Procuradoria Geral da República (PGR). O documento aponta a prática do delito de racismo, previsto no artigo 20, § 2° da Lei Federal 7.716/1989, e pede que a PGR inicie uma ação penal contra o deputado.

A acusação resulta da manifestação do deputado na última segunda-feira (3), durante palestra na sede do Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro declarou que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”, referindo-se às comunidades quilombolas.

Com essa declaração, o ex capitão do Exército compara as pessoas pertencentes à comunidades quilombolas a um animal, que tem sua massa corporal medida através de arrobas. A representação contra Bolsonaro aponta que a manifestação, nesse sentido, “tem como efeito a desqualificação racista de indivíduos quilombolas em geral, ao comparar um de seus representantes a um animal”.

Guia explica como construir Mapas de Desigualdades para sua cidade


Mapa das Desigualdades

Qual o nível de desigualdade em sua cidade? O acesso a serviços públicos como transporte, saúde, educação e equipamentos culturais é amplo e democrático? O problema vai além da distribuição de renda e isso pode ficar claro na construção de um mapa de desigualdades. Para facilitar a vida de cidadãos, coletivos e instituições públicas, foi criado o Guia orientador para a construção de Mapas da Desigualdade nos municípios brasileiros, uma importante ferramenta para reunir indicadores sobre as questões existentes em seu município.

O guia mostra como a desigualdade se revela nos centros urbanos brasileiros, como abismos que separam regiões extremamente pobres de lugares que têm índices de países desenvolvidos. “É como se Japão e Serra Leoa convivesse lado a lado, inseridos no mesmo território.”

'Dono é quem desmata'


Debruçando-se sobre a porção sudoeste do Pará, ao longo do eixo da rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), a publicação Dono é quem desmata: conexões entre grilagem e desmatamento no sudoeste paraense, de Mauricio Torres, Daniela Fernandes Alarcon e o assessor do ISA Juan Doblas investiga as dinâmicas de desmatamento associadas à grilagem e o controle de unidades de conservação pelo crime organizado da madeira. Amparando-se em trabalhos de campo realizados entre 2004 e 2016, a obra analisa três regiões principais: a zona de influência da sede municipal de Novo Progresso, o distrito de Castelo de Sonhos, no município de Altamira, e a área da Gleba Leite, localizada em porções dos municípios de Altamira, Rurópolis e Trairão.