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O professor Wolfgang Kleinwächter faz uma detalhada e muito bem informada revisão dos eventos e processos relacionados à governança da Internet em 2017 – um verdadeiro manual de navegação pelos assuntos e eventos atuais mais relevantes nos vários âmbitos internacionais em que se definem as políticas para a rede.

Nas favelas, mulheres sofrem silenciosamente violência doméstica


As falhas do sistema de Justiça e de segurança na assistência à população em favelas agrava a situação das mulheres vítimas de violência.

Por 14 a 11, comissão aprova relatório de reforma trabalhista


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou no início da noite desta terça-feira (6), por 14 votos a 11, o relatório sobre o projeto de "reforma" trabalhista (PLC 38). O colegiado também rejeitou destaques e emendas. Antes de ir a plenário, texto terá de passar ainda pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa.

Durante a sessão, que começou às 10h e terminou por volta de 19h, mesmo senadores que disseram ver pontos positivos se pronunciaram contra o projeto. Houve crítica mesmo de parlamentares identificados com o Executivo. A rigor, nenhum se manifestou a favor. Vários criticaram a postura do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que não acatou nenhuma emenda. Para evitar retorno do texto à Câmara – aprovado em abril como PL 6.787 –, ele apenas sugeriu vetos que seriam feitos pelo presidente Michel Temer, mediante "acordo" com o governo.

Kátia Abreu (PMDB-TO), por exemplo, disse que não era "carimbadora da Câmara". Já Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que Ferraço abria mão de sua prerrogativa de legislador.

Taxa de homicídio de mulheres negras cresceu 22% em 10 anos, aponta Atlas da Violência


Uma realidade histórica do Brasil se tornou ainda mais dramática nos últimos anos: cada vez mais jovens e negros morrem no Brasil. É o que mostra o relatório Atlas da Violência 2017, divulgado na manhã desta segunda-feira.

Elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao governo federal, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG especializada no assunto, o estudo analisou dados do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde, que traz informações sobre incidentes até o ano de 2015.

Em 2015, houve, no Brasil, 59.080 homicídios, o que equivale a uma taxa de 28,9 por 100 mil habitantes.

“Isso é equivalente a um avião caindo todos os dias no Brasil”, diz Samira Bueno, diretora executiva do FBSP.

“Trata-se de um número exorbitante, que faz com que em apenas três semanas o total de assassinatos no país supere a quantidade de pessoas que foram mortas em todos os ataques terroristas no mundo, nos cinco primeiros meses de 2017, e que envolveram 498 casos, resultando em 3.314 indivíduos mortos”, compara o relatório.

O Xingu vem até você


Apaiyupe Waurá com o óculos da realidade virtual durante as filmagens na aldeialTadeu Jungle

Muita gente sonha em um dia conhecer uma aldeia indígena na Amazônia. Mas uma parcela grande dessas pessoas não consegue realizar o sonho, seja pela distância, custos ou outras restrições. Se esse for o seu caso, seus problemas acabaram (ou quase). A partir desta segunda-feira (29/5), Fogo na Floresta, um curta-metragem de 7 minutos, lançado pelo ISA no final de abril, no Festival Internacional de Documentários "É Tudo Verdade”, poderá ser visto em 360 graus via aplicativos disponíveis gratuitamente na Google Play Store e Apple Store, tanto em português quanto em inglês (Fire in the forest) e também no canal do ISA no YouTube, em português e em inglês. Através dele o espectador é transportado direto para o meio de uma aldeia do povo Waurá, no Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso.

ONU Mulheres apresenta projeto Cidade 50-50 na XX Marcha Nacional dos Municípios


Ao saudar a fundação do Movimento de Mulheres Municipalistas, da CNM, representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, frisou que 8 em cada 10 mulheres querem cidades mais igualitárias, conforme pesquisa Ibope/ONU Mulheres

O projeto Cidade 50-50: Todas e Todos pela Igualdade
foi apresentado pela ONU Mulheres Brasil na XX Marcha Nacional dos Municípios, na quarta-feira (17/5), em Brasília, durante o ato de fundação do Movimento de Mulheres Municipalistas (MMM).

Caso Herzog é julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos


A audiência pública do caso “Vladimir Herzog vs. Brasil”, que tramita na Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi realizada nesta quarta-feira, 24 de maio. O julgamento aconteceu na cidade de São José, na Costa Rica.

Em meio à grave crise política, Senado aprova mutilação de florestas no Pará


Em meio à maior crise política do governo Temer, o plenário do Senado aprovou, no início da noite de ontem (23), as Medidas Provisórias (MPs) 756/2016 e 758/2016 sem alterações em relação ao texto vindo da Câmara. Na prática, as duas medidas colocam à disposição de grileiros, desmatadores ilegais e garimpeiros 598 mil hectares – quatro vezes a cidade de São Paulo – de Unidades de Conservação (UCs), no sul do Pará.

Nível da qualidade de vida dos negros tem uma década de atraso em relação ao dos brancos


Mesmo crescendo em um ritmo maior, o nível da qualidade de vida da população negra no Brasil está uma década atrasado em relação ao dos brancos. É o que mostra o mais recente estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – órgão da ONU – em parceria com a Fundação João Pinheiro e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Segundo o documento “Desenvolvimento Humano para Além das Médias”, divulgado nesta quarta-feira, entre 2000 e 2010 o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da população negra cresceu, em média, 2,5% ao ano, acumulando alta de 28% no período, frente aos 1,4% anuais dos brancos ou 15% em dez anos. Mas, apesar do ritmo mais acelerado, só em 2010 o IDHM dos negros alcançou a pontuação (0,679) que já havia sido atingida pelos brancos dez anos antes (0,675).

Brasil ignora graves violações de direitos humanos no país em sabatina na ONU


O posicionamento do Estado brasileiro em Genebra ignorou o contexto de graves violações de direitos humanos ocorridas no país desde a última revisão em 2012. Diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a representação do Brasil apresentou um quadro descolado da realidade, avalia a Anistia Internacional após o encerramento da reunião de Revisão Periódica Universal (RPU) em Genebra na sexta-feira (05/05).

Os posicionamentos da delegação do Brasil não reconheceram a grave situação de direitos humanos no país, tampouco os retrocessos iminentes diante de algumas medidas legislativas em curso.

Desde a última RPU há quase cinco anos, houve um agravamento das violações de direitos humanos no Brasil: aumento do número de homicídios, especialmente de jovens negros, aumentos dos homicídios pela polícia, crescimento da população prisional e degradação das condições dos presídios brasileiros, piora no quadro de conflitos no campo, com aumento do número de pessoas mortas e lentidão nos processos de demarcação e titulação de terras indígenas e quilombolas.