Guia explica como construir Mapas de Desigualdades para sua cidade

Dezenas de coletivos autônomos de Belo Horizonte se mobilizaram para organizar um ato político e cultural nesse domingo, 27 de Agosto. A Ocupação 9 – A Rua Vive! contará com 12 horas de programação para diversos públicos, contando com atrações musicais, performances teatrais, aulas e oficinas, além de brincadeiras infantis. “Esperamos uma festa maravilhosa no domingo” disse Nathalia Orleans Barcelos, ativista do movimento Viaduto Livre e uma das colaboradoras desta edição de A Ocupação.

'Dono é quem desmata'

Para alguém que entra numa câmara legislativa, o Brasil nem parece o que de fato é: um país complexo, composto de uma ampla população de diferentes etnias. A representatividade de indígenas, negros e mulheres no poder é bastante reduzida. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e a Câmara de Vereadores da capital paulista são um bom retrato desse quadro – mesmo que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de negros e indígenas no Estado seja de 37% do total.

Acampamento Terra Livre vai reunir mais de 1,5 mil indígenas, em Brasília

Formado em Engenharia e funcionário da área de TI, Marcos Sato, 28 anos, sabe o que é não poder ser ele mesmo no ambiente de trabalho. Aos 21 anos, assumiu para si ser gay, mas passou alguns anos dentro do armário corporativo, por não saber como seus chefes e colegas reagiriam.

Para juíza, é inconstitucional igualar a idade de homens e mulheres para aposentar

No dia 17 de agosto, aconteceu a mesa “Os paradigmas do bem viver e dos bens comuns nas práticas das organizações populares e dos movimentos sociais no campo e na cidade”, onde diversos representantes dos movimentos sociais discutiram questões que tangem suas lutas, como a questão de gênero, indígena, social, racial e ecológica.

O negro e a reforma da previdência

Desde que João Doria (PSDB) assumiu o cargo de prefeito de São Paulo, em janeiro passado, as ações de zeladoria se tornaram mais violentas. De acordo com o representante do Movimento Estadual da População em Situação de Rua no Estado de São Paulo, Robson Mendonça, até então a tropa de choque nunca tinha sido vista em ação contra morador de rua desarmado.

“No último fim de semana, tive o meu celular jogado no chão por policiais e fui levado para a delegacia.Temos que lamentar não só o massacre da Sé, mas todos os outros que ainda estão acontecendo contra nós”, reforçou.