“Mandar nude não é crime; divulgar fotos sem consenso é”, diz promotora


Após uma suposta traição de Blac Chyna, sua ex-mulher, Rob Kardashian (irmão de Kim e Kylie Jenner) resolveu se vingar e divulgou fotos dela nua e foi banido pelo Instagram. No Brasil, o famoso “revenge porn” (pornografia de vingança, em português) está enquadrado na categoria de crime contra honra. A prática de expor as ex-parceiras com o intuito de destruir a imagem dessas mulheres demonstra o machismo enraizado na sociedade. Então, como é possível se defender desse abuso que vem de alguém em que você confiava e causa danos físicos, emocionais e até patrimoniais?

Michel Temer sanciona 'MP da Grilagem'


O presidente Michel Temer sancionou, na tarde de ontem (11/7), a Medida Provisória (MP) 759/2016, que prevê a regularização fundiária de áreas urbanas e rurais e também altera a legislação da reforma agrária.

A norma foi sancionada sob a alcunha de Programa Nacional de Regularização Fundiária, mas ficou conhecida como “MP da grilagem” por permitir a legalização massiva de áreas públicas invadidas, abrindo caminho ao agravamento do desmatamento e dos conflitos de terras, principalmente na Amazônia (leia mais). Ela ainda retira exigências ambientais para a regularização fundiária, o que também deverá estimular o desflorestamento (leia aqui).

O Julho Negro 2017 terá ações do dia 17 a 21 de julho


O Julho Negro é uma articulação protagonizada pelos movimentos de Mães e Familiares Vítimas do Estado Brasileiro: Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência, Mães de Maio de SP, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos,Mães Vítimas da Chacina da Baixada com a adesão e apoio  do Fala Akari, Coletivo Papo Reto , União Social dos(as) imigrantes Haitianos(as),Fórum de Juventudes RJ ,Movimento Moleque, Comitê Nacional Palestino – BDS, Ação Direta em Educação Popular – Mangueira,Fórum Grita Baixada e Centro dos Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu com o movimento/campanha dos Estados Unidos da América Black Lives Matter(Vidas Negras importam), que desde o ano passado vem estabelecendo um diálogo e ações entre Brasil – EUA sobre Militarização e Racismo


Do Facebook

O Julho Negro na sua edição 2017 terá ações do dia 17 a 21 de julho.Nesse ano estamos ampliando a articulação Internacional de luta contra o racismo e militarização das vidas com a participação de mães e familiares vítimas da Palestina, do México e da Associação de Haitianos do Brasil.

Brasil esquenta banco no G20


Foto: Denzel JescoPor Manoel Ramires

Liberdade de aprender


Por Rosana Leite*

Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular chega a sua segunda edição em julho


Concebida com o objetivo de pensar o campo de direitos na atualidade, a Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular se encontra diante de um desafio ainda maior em 2017. Afinal, o cenário que se desenha para esse ano é de continuidade do processo de acirramento de graves violações de direitos.

É nesse contexto que a educação popular desponta com seu potencial de reinvenção social que, imerso no contexto das lutas populares, é condição para construção da ação política no combate às desigualdades.

Como resultado dessa reflexão, a Ação Educativa retoma e amplia a frente de entidades e movimentos que construiu a primeira edição do encontro e chega em julho com uma proposta ainda mais plural de atividades e oficinas durante os cinco dias de programação.

Já na mesa de abertura, o debate que pretende abordar os panoramas nacional e internacional da luta por direitos humanos contará com a presença da diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, do presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Darci Frigo e de Carmem Silva (a confirmar), liderança da Frente de Luta por Moradia.

Infância interrompida: Estudo mostra que meninas negras são vistas como menos inocentes do que meninas brancas da mesma idade


“Meninas negras precisam de menos proteção, acolhimento, são mais independentes e sabem mais sobre sexo do que as meninas brancas”. Dados de uma pesquisa americana mostram que adultos veem meninas negras como menos inocentes e com mais características de adultos do que meninas brancas da mesma idade. O estudo foi realizado pelo The Georgetown Law Center on Poverty and Inequality, que estuda questões de pobreza e desigualdade e que somou ao estudo, questões como o estereótipo que cercam garotas e mulheres negras para analisar os resultados.

Foram entrevistados 325 adultos de várias etnias, escolaridade, residentes em várias regiões americanas, sendo 74% dos entrevistados pessoas brancas, 62% mulheres e 30% entre 25 e 34 anos de idade.

Unesp aprova uso de nome social por pessoas trans


A Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) aprovou na última quinta-feira, 29, o uso de nome social para transgêneros na instituição. Em nota, a universidade denominou a decisão como pioneira entre as universidades públicas paulistas.

Além de alunos e professores, a resolução inclui pós-docs, servidores temporários, visitantes e participantes de eventos. No entanto, a medida não permite a mudança do sobrenome “como o uso de algum nome famoso ou artístico, pois distorceria o princípio da lei que é a dignidade e o constrangimento do nome civil”.

A Unesp esclarece que, internamente, só o nome social será usado, mas em documentos para uso externo haverá tanto o nome social quanto o civil.

Daniela Cardozo Mourão, professora da Faculdade de Engenharia da Unesp de Guaratinguetá, avalia que a aprovação é um “grande marco para os direitos humanos na universidade”. “A implementação do nome social mostra que a Universidade não aceita a discriminação e que está atenta às minorias”, disse ao site da instituição.