Transenem: o cursinho de BH que está colocando trans e travestis na universidade


Com 35 anos, Raul Capistrano já tinha deixado de frequentar qualquer lugar onde seu nome de registro fosse mencionado – até que se tornou aluno de Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nathan Neubaner, de 20 anos, terminou o ensino médio em 2013, mas decidiu esperar a transição de gênero antes de prestar o exame para Engenharia. Após trabalhar como cabeleireira por 32 anos, Kéia Brandão decidiu, aos 51 anos, estudar Química na universidade.

A história dos três tem um ponto em comum: para alcançar seus sonhos, fizeram – ou estão fazendo – aulas no Transenem, cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Belo Horizonte voltado para pessoas trans e travestis.

O projeto surgiu em agosto de 2015, com aulas apenas aos sábados, por iniciativa de Ana Isabel Lemos, assistente social, e de Adriana Valle, advogada trabalhista.

Logo na primeira tentativa, menos de três meses depois, o grupo conseguiu três aprovações entre 12 alunos. Hoje, Raul estuda Filosofia na UFMG, Nathan frequenta Engenharia Ambiental no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas e Sofia cursa Biblioteconomia na UFMG.

#TambémÉViolência: 3 em cada 5 mulheres são vítimas de relacionamento abusivo


No Brasil, existem diferentes tipos de violência que calam e aprisionam milhões de mulheres diariamente. Nosso país ocupa o 5º lugar no ranking de feminicídio de acordo com a ONU Mulheres. E os índices são alarmantes. Cerca de 41% dos casos de violência acontecem dentro de casa. Além disso, 3 em cada 5 mulheres sofreram, sofrem ou sofrerão violência em um relacionamento afetivo. É urgente! Precisamos falar de relacionamento abusivo.

Campanha #TambémÉViolência joga luz sobre o relacionamento abusivo (Foto: Camila Cornelsen)

Escola sem machismo: ONU já tem programa de aulas para discutir gênero no ensino médio


Especialistas em gênero são unânimes quando debatem os caminhos para combater a violência contra a mulher: é preciso investir em educação. Mas, por onde começar? Aproveitando a retomada das aulas, a ONU Mulheres lançou no início de setembro, um Currículo de Gênero para discutir sobre educação de gênero dentro das salas de aula. A iniciativa, realizada com a iniciativa O Valente não é Violento, convida profissionais da área de educação a repensar e transformar ideias pré-concebidas sobre o que é “ser homem” e o que é “ser mulher” através de seis planos de aula para professores e alunos do ensino médio. As aulas estão disponíveis para download gratuito e está acessível para todos os professores.

A ideia é incitar debates e discussões sobre como a educação é influenciada por papéis de gênero e amarras sociais. O projeto foi financiado pelo União Europeia e revisado pela área de Projetos de Educação da UNESCO.

Agenda democrática para Brasil Rural passa por manutenção de conquistas


por JOSÉ REYNALDO DA FONSECA / CC WIKIMEDIA COMMONSA necessidade de manutenção e aprofundamento dos avanços democráticos conquistados nos últimos anos pelo Brasil Rural frente às eventuais ameaças de retrocesso por parte do governo de Michel Temer foi um ponto de consenso entre debatedores e público presentes ao debate “Agricultura Familiar, Agroecologia e Alimentação Saudável”, realizado hoje (26), na sede da Fundação Perseu Abramo (FPA), em São Paulo. O evento fez parte do ciclo de debates “Uma Agenda Democrática para o Brasil Rural”, organizado em parceria entre a FPA e a Fundação Friedrich Ebert (FES).

Ransomware: saiba como prevenir-se!


Recentemente tem havido um enorme aumento dos ataques a computadores e dispositivos que bloqueiam o sistema operacional ou os dados da memória ou disco, inutilizando-os temporariamente - a recuperação é feita depois que o usuário afetado paga uma quantia ao atacante. Esses ataques têm gerado prejuizos a empresas e organizações estimados nos EUA em dezenas de bilhões de dólares, tanto pela perda de dados como pelo prejuizo decorrente da paralisação de seus sistemas. Os ataques são indiscriminados, tanto a indivíduos como a empresas e organizações, governamentais ou não, de qualquer porte. Saiba mais sobre o ransomware e como prevernir-se:

https://tiwa.org.br/?q=node/62

 

Cotas aumentam candidaturas, mas ainda não alavancam número de eleitas


Por Giulliana Bianconi*

O que está garantido por lei para as mulheres nestas eleições municipais ainda não é o suficiente para promover um cenário de representatividade feminina satisfatório em prefeituras e câmaras municipais brasileiras em 2017. Essa é a opinião comum a parlamentares, pesquisadoras e candidatas ouvidas pela Gênero e Número, que reconhecem a importância da principal medida afirmativa existente hoje no país com foco na ampliação do número de mulheres em cargos eletivos, a Lei das Eleições, de nº 9.504, mas afirmam que é preciso fazer bem mais que cumprir a cota para acabar com o abismo da representatividade entre os gênero masculino e feminino na política.

ONU Mulheres e parceiros lançam plataforma digital para igualdade de gênero nas eleições de 2016


Uma sociedade só pode ser chamada de democrática com participação igualitária entre homens e mulheres. Com o objetivo de trazer este princípio para as eleições municipais de outubro deste ano, ONU Mulheres, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Patrícia Galvão e o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades da Universidade de Brasília (Demodê/UnB) lançam hoje, às 10h, na Casa da ONU, em Brasília, a plataforma online “Cidade 50-50: Todas e Todos pela Igualdade”.

Logos

Por meio da plataforma digital, candidatas e candidatos dos 5.568 municípios brasileiros poderão se cadastrar e assumir, publicamente, compromissos com a promoção dos direitos das mulheres, durante a campanha eleitoral.

As eleitoras e os eleitores, por sua vez, ao acessarem a plataforma digital, também terão condições de identificar as propostas de suas candidatas e candidatos para este tema e, depois, cobrar a realização destes compromissos, caso sejam eleitas e eleitos.

São Paulo sedia Fórum Pro Bono América Latina


Nos dias 28 a 30 de setembro acontece o Fórum Pro Bono América Latina, evento inédito realizado pelo Instituto Pro Bono em São Paulo. É a primeira vez que o Brasil sedia um encontro internacional sobre a promoção do acesso à justiça e combate à discriminação. Serão três dias de grupos de trabalho, reunindo os principais atores da região comprometidos com litigância gratuita e mobilização política em defesa dos direitos humanos de grupos vulneráveis.

Marcos Fuchs, diretor executivo do Instituto Pro Bono, ressalta a importância do encontro. “Este é um evento que vai trazer uma troca de informações e experiências de outras iniciativas Pro Bono na América Latina, fortalecendo ainda mais essa cultura no Brasil. Vamos discutir, principalmente, a melhor forma de acesso à justiça pelas pessoas que não podem constituir um advogado e que não são atendidas pelas Defensorias Públicas”, afirma.

Sobre o Instituto Pro Bono

Candidaturas transexuais aumentam e ganham visibilidade Brasil afora


Bandeira transAs candidaturas trans ganharam volume –nas eleições de 2012, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Transexuais e Travestis) listou 31 travestis e trans concorrendo no país, menos da metade das registradas neste ano.

De acordo com a professora Luiza Coppieters (PSOL), candidata à Câmara de São Paulo, o aumento, significativo, se dá “porque a sociedade começou a discutir as questões dos transexuais”.

“A gente começou a aparecer, e temos demandas bastante específicas”, diz ela. “Além disso, acho que há uma politização do movimento, não estamos mais lutando só pela garantia de direitos básicos, mas indo além.”

O partido com maior número de transexuais na disputa é o PSOL, com 15 candidaturas espalhadas pelo país. Destas, duas fazem um feito inédito: pela primeira vez, mulheres trans disputam um cargo majoritário no país.

Campanha internacional #EstamosComLula


EstamosComLula[21-9-2016]

Entidades nacionais e internacionais acabam de lançar a campanha "Estamos Com Lula" (#StandWithLula), em apoio ao ex-presidente brasileiro contra os esforços de interesses poderosos que, ao indiciá-lo sem provas, procuram inviabilizar sua possivel participação nas próximas eleições presidenciais no Brasil. Se estiver interessada/o em participar da campanha, preencha o formulário de adesão nesta página: http://standwithlula.org