Acontece

IV Encontro Nacional de Agroecologia


O IV Encontro Nacional de Agroecologia começou em 31 de maio de 2018 e vai até 3 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte. A seguir uma descrição do contexto do evento, extraida do portal Web da Articulação Nacional de Agroecologia. O arquivo anexo apresenta a programação do evento.

Organizações da sociedade civil se manifestam contra intervenção no Rio de Janeiro


A Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), entidade que articula centenas de instituições de defesa de direitos em todo o Brasil, publicou na segunda-feira (19) uma nota pública em que critica a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. A intervenção transfere para o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, plena autoridade sobre toda a política de segurança pública no Estado. Na nota, a Abong afirma que a medida “estabelece um estado de guerra” e criminaliza a sociedade.

Carta de Repúdio ao black face no Festival de Marchinhas de Ubatuba


(Photo: Brittany Jones-Cooper)O Coletivo Afrobrasilidades – Articulação Negra de Ubatuba – vem por meio desta carta apresentar sua indignação e repúdio ao black face apresentado pelos artistas Julio Mendes e Claudia Gil durante o Festival de Marchinhas Carnavalescas de 2018. A apresentação de duas músicas, pela dupla, inscritas no evento contou com essa “performance” historicamente opressora e racista e, como se não bastasse, o corpo de jurados do festival  premiou  uma delas como melhor fantasia dentre as demais apresentadas.

Diante de tal situação, que mais uma vez coloca o negro enquanto ser ridicularizado, como elemento à margem da sociedade, carregado de chacota, estereótipos e demais estigmas de um país que viveu séculos de escravidão, nós, ativistas desse movimento negro, nos colocamos perante a Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba – FundArt e à esses artistas para evidenciar que tal ato é violento.

Em vitória histórica de quilombolas, STF declara constitucional decreto de titulações


Os quilombolas de todo o Brasil tiveram, ontem (8/2), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma vitória histórica em defesa de seu direito à terra. Já o governo de Michel Temer, a bancada ruralista, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sofreram uma derrota igualmente importante.

Por 10 votos a 1, os ministros declararam constitucional o Decreto 4.887/2003, que regulamenta a oficialização dos quilombos e é considerado um avanço no reconhecimento do direito à terra dessas populações.

Mulheres passam a procurar ajuda na primeira ameaça, revela Casa da Mulher


A Casa da Mulher Brasileira completou três anos de inauguração e comprova em números que a campo-grandense está se sentindo mais segura e informada. Balanço da unidade, aponta que os perfil das denúncias mudou, pois as vítimas que chegavam gravemente feridas, agora procuram auxílio na primeira ameaça.

A coordenadora geral da casa, Tai Loschi, informou em coletiva nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, que nesses três anos foram feitos 34.631 atendimentos na recepção e, deste total, 179.877 resultaram em encaminhamentos judiciais.

Ativistas do Levante Popular da Juventude são presos em Porto Alegre


Acusadas de formação de quadrilha e incêndio criminoso, 16 pessoas foram presas ontem (24) em Porto Alegre, após a divulgação do resultado do julgamento do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

São 13 mulheres e 3 homens, todos parte do movimento Levante Popular da Juventude, segundo informações do coletivo Mídia Ninja. Uma pessoa que estava na rua e tirou fotos da ação também foi detida e passou a noite algemado, em situação vexatória e sem acesso às necessidades básicas. Ela não fazia parte do grupo.

A deputada Manuela D'avila (PCdoB-RS) esteve há pouco em frente ao presídio feminino, onde declarou que mantêm a expectativa de que as ativistas ganhem liberdade, como foi anunciado pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe).

“A detenção de ativistas em Porto Alegre logo após o resultado do julgamento dos recursos do ex-presidente Lula resgatou o arbítrio e truculência característicos da atuação das Polícias Militares brasileiras”, afirma o coletivo. “Direitos preconizados na Constituição Federal foram ignorados durante a condução e custódia dos militantes”.

“A Sós”: Só um grande jornalista poderia fazer um documentário como este


Vinicius Lima é um jornalista recém-formado pela PUC-SP. Há anos ele trabalha no projeto SP invisível, um movimento que conta histórias  de moradores de rua e de pessoas que vivem ou trabalham nas ruas de São Paulo. Veja a página aqui.

A experiência serviu para apurar o olhar do jovem repórter. Ali, onde as pessoas genericamente vêem “mendigos”, “vagabundos”, “vítimas do sistema”, “craqueiros”, “coitados”, dependendo de onde o observador esteja no espectro político, Vinicius encontra histórias de vida, alegrias, tristezas, amores, escolhas, os porquês de estarem onde estão e fazendo o que fazem.

Vinicius vai muito além dos estereótipos porque sabe que eles servem apenas para reforçar as barreiras da invisibilidade e, por que não?, justificar nossa insensibilidade diante da dor e do sofrimento do “Outro” —ele não é um ser como nós, dotado de sentidos como os nossos.

Oprah Winfrey se levanta contra a violência sexual e o racismo: “Chegou a hora”


Falou de racismo e assédio sexual. Provocou lágrimas e raiva. Arrepiou e deixou palavras para serem lembradas. Reese Witherspoon a apresentou assim: “Quando Oprah fala, todo mundo para e escuta”. Em seguida, Oprah Winfrey subiu ao palco para receber o prêmio Cecil B. De Mille pelo conjunto da carreira. Começou seu discurso. E, de fato, a cerimônia do Globo de Ouro 2018 parecia ter parado e se entregado à apresentadora, atriz e produtora. Havia uma enorme expectativa com relação ao momento em que Winfrey se plantaria diante do microfone. E ela esteve à altura.

Cardume promove atividades sobre direito a comunicação pelo Brasil


O Encontro Nacional de Comunicadores/as da Sociedade Civil pela Defesa de Direitos, realizado no mês de setembro, em São Paulo, deu vida à Cardume – Comunicação em Defesa de Direitos, uma rede de organizações da sociedade civil (OSCs) articulada a partir de seus/suas comunicadores/as que pretende potencializar o alcance da comunicação das OSCs no espaço público e digital em um momento de retrocesso nas pautas dos direitos humanos e concentração midiática nas mãos de poucas empresas.

Durante cinco dias, os/as participantes trocaram experiências sobre comunicação estratégica para defesa de direitos, dividiram suas dúvidas sobre engajamento no ambiente digital e estabeleceram linhas temáticas e uma agenda comum de atuação da Cardume. Um dos elementos centrais desta agenda consiste na replicação da atividade pelos/as comunicadores/as em suas localidades para o debate sobre direito a comunicação e ampliação da Cardume com a integração de comunicadores/as de outras organizações deste campo político.