Evento discute desafios para promoção dos direitos sexuais e reprodutivos na escola


O seminário Educação, gênero e sexualidade: desafios e boas práticas para o combate às desigualdades, propõe uma discussão sobre os desafios e oportunidades para se promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos entre adolescentes e jovens, afirmar a diversidade, e combater as desigualdades em diferentes contextos de aprendizagem.

Como resultado da experiência da Viração Educomunicação com as metodologias da educomunicação e da educação entre pares, o evento apresenta também ferramentas estratégicas para a promoção dos direitos sexuais entre adolescentes e jovens, e do debate sobre gênero e sexualidade no cenário atual.

O evento é gratuito e acontece no dia 01 de agosto, das 14h às 18h, na Escola de Ciências do Trabalho do DIEESE, Rua Aurora, 957, próximo à estação República.

O vocabulário feminista que todos já deveriam estar dominando em 2017


Se você acredita na igualdade entre homens e mulheres, você é feminista. Por mais evidente que deveria parecer a esta altura, o equívoco na hora de definir o feminismoacaba dando origem a frases como “não acho que é preciso ser feminista nem machista, porque os extremos nunca são bons nem para um lado nem para o outro” (pronunciada pela celebridade espanhola Paula Echevarria) ou “esqueçamos o machismo, o feminismo, ou a puta que o pariu” (Cristina Pedroche, mais uma celebridade espanhola). Qualquer dicionário explica que “o feminismo é a ideologia que defende que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens”. Isso esclarecido, passamos a definir outros conceitos que podem ser utilizados sobre o feminismo e que continuam suscitando interrogações:

Pesquisadora de gênero denuncia ‘movimento neoconservador’


“Após o fim da ditadura e a promulgação de Constituição de 1988, quando havia a sensação de que estávamos indo em direção à afirmação de direitos relacionados a gênero, assistimos, nos últimos anos, a um contramovimento que instalou o que chamo de neoconservadorismo. É mais que a volta do conservadorismo, é um movimento declarado, que ganha visibilidade porque está instalado no Congresso Nacional”, afirmou, na tarde desta quarta, 19, a antropóloga e pesquisadora Lia Zanotta Machado, da Universidade de Brasília (UnB).

Ela participou de mesa sobre Gênero, desigualdades, educação e justiça, ao lado das também antropólogas e professoras Regina Facchini Pagu, da Unicamp, e Rozeli Porto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Congresso Nacional usurpa, uma vez mais, direito de participação da sociedade civil no CCS


O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) vem a público para repudiar e denunciar a nova composição do Conselho de Comunicação Social (CCS) aprovada, nesta quinta-feira, 13 de julho, pelo Congresso Nacional.
Mais uma vez, a lista submetida à votação pela Mesa do Congresso ignorou o princípio de composição tripartite do órgão e, desta vez, as recomendações do próprio CCS acerca da representação da sociedade civil no órgão.

De acordo com a lei que o criou  (Lei 8389/1991),  o CCS deve ser composto por três representantes de empresas de rádio, televisão e imprensa escrita; um engenheiro especialista na área de comunicação social; quatro representantes de categorias profissionais da comunicação e cinco representantes da sociedade civil. No entanto, como já tem se tornado uma prática, as vagas destinadas à sociedade civil serão ocupadas por pessoas ligadas ao setor privado de comunicação.

Reino Unido proíbe anúncios que fomentam estereótipos de gênero


O tipo de anúncio que mostra uma mulher empenhada na limpeza da casa enquanto o companheiro se dedica a assuntos mais tonificantes será proibido no Reino Unido, a fim de erradicar os estereótipos de gênero. “Esse retrato, que responde a cânones obsoletos, tem um custo para as pessoas, a economia e a sociedade”, afirma a Autoridade de Padrões Publicitários (ASA, em inglês) sobre as novas diretrizes que começará a aplicar no setor em 2018.

Isso não significa que imagens como a de uma mulher em plena tarefa doméstica ou a de um homem que é o faz-tudo em matéria de encanamento e trabalhos manuais desaparecerão da TV e dos outdoors. Mas a ASA considera inaceitáveis as cenas em que a mulher assume a única responsabilidade pela limpeza ou que retratam os homens como incapazes de utilizar um pano de chão e de lidar com as necessidades das crianças. A entidade também considera “problemáticos” os anúncios que atribuem atividades diferenciadas para meninos e meninas.

Governos utilizam 'tropas cibernéticas' para manipular redes sociais


As redes sociais, como o Facebook e Twitter, são manipuladas por governos, por meio de tropas cibernéticas, para direcionar a opinião pública, disseminar desinformação e controlar críticas. A afirmação se baseia em um relatório produzido Universidade de Oxford.

Segundo o estudo, ao menos, 29 países utilizam a estratégia de influência política virtual, tanto em governos autoritários, quanto em eleitos democraticamente. Samantha Bradshaw, autora principal do relatório, afirma que as pessoas ainda não perceberam este método de atuação do Estado. "Nas redes sociais há campanhas de propaganda muito mais fortes e potencialmente mais efetivas do que no passado. Trata-se de algo muito mais escondido", disse, em entrevista à Bloomberg.

Portal oferece formação em empreendedorismo para mulheres das periferias


A Asplande – Assessoria e Planejamento para o Desenvolvimento lançou, neste ano, o portal Mulheres em Rede Compartilhando Saberes. O portal oferece formação através de vídeo-palestras, blog de notícias e dicas a partir de trajetórias de mulheres que inspiram. O público-alvo são mulheres empreendedoras de periferias de todo lugar, mas tem foco na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A formação é desenvolvida por meio de três eixos: formação com cursos e palestras sobre diferentes temas; articulação em rede com reuniões mensais e encontros e rodas de conversa online; e plantões de atendimento para atender às demandas específicas de cada empreendedora durante e após a formação. A formação é gratuita e os/as formadores/as são professores/as e estudantes voluntários/as. O projeto tem parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Atados, Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Vozes pelo aborto


Crédito: Brady HallDiana engravidou há 25 anos, quando estava prestes a ir à faculdade. Ela não planejava ter um filho. E não teve. “Tive a sorte de morar no estado de Nova York e 1973 foi o primeiro ano que o aborto tornou-se legal.” Jordan também realizou o procedimento anos atrás: “Naquela época, não sabia o que fazer comigo mesma, estava em um relacionamento tóxico, infeliz e sem dinheiro”. Carmela fez um aborto aos 21 anos e outro dois anos depois: “Hoje tenho dois filhos e posso cuidar deles porque os tive quando estava pronta”. Esses e outras centenas de depoimentos foram publicados em vídeos ou em relatos escritos no site Shout Your Abortion, projeto norte-americano que tem como objetivo romper o silêncio e o preconceito que cerca o aborto. “Discutia sempre sobre direitos reprodutivos com mulheres à minha volta, mas raramente falávamos sobre nossas experiências com o aborto”, lembra Amelia Bonow, criadora do SYA, à Tpm.

Redução de Jamanxim subsidiará grileiros em mais de meio bilhão


A redução da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, seguindo as regras da recém-sancionada MP da regularização fundiária (759), vai oferecer a um subsídio de até R$ 605 milhões aos produtores rurais, além de grileiros, que hoje ocupam ilegalmente a área pública da Amazônia, revela cálculo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon.

Para chegar a esse valor, os pesquisadores Paulo Barreto e Elis Araújo, do Imazon, consideraram como base o valor de mercado de um hectare na cidade de Novo Progresso, no Pará: cerca de R$ 1.800. O número foi comparado com a tabela de valor de propriedade do Incra, que segundo a MP deve ser usada como referência para a venda: R$ 672 o hectare naquele mesmo município. A MP, no entanto, impõe que o governo receba entre 10% e 50% do valor dessa tabela, o que significa que o hectare sairá pelo valor mínimo de R$ 67 e pelo valor máximo de R$ 336. Considerando o preço de R$ 1.800, a regularização fundiária poderá ser feita por até 3,72% deste valor.