Brasil esquenta banco no G20


Foto: Denzel JescoPor Manoel Ramires

Liberdade de aprender


Por Rosana Leite*

Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular chega a sua segunda edição em julho


Concebida com o objetivo de pensar o campo de direitos na atualidade, a Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular se encontra diante de um desafio ainda maior em 2017. Afinal, o cenário que se desenha para esse ano é de continuidade do processo de acirramento de graves violações de direitos.

É nesse contexto que a educação popular desponta com seu potencial de reinvenção social que, imerso no contexto das lutas populares, é condição para construção da ação política no combate às desigualdades.

Como resultado dessa reflexão, a Ação Educativa retoma e amplia a frente de entidades e movimentos que construiu a primeira edição do encontro e chega em julho com uma proposta ainda mais plural de atividades e oficinas durante os cinco dias de programação.

Já na mesa de abertura, o debate que pretende abordar os panoramas nacional e internacional da luta por direitos humanos contará com a presença da diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, do presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Darci Frigo e de Carmem Silva (a confirmar), liderança da Frente de Luta por Moradia.

Infância interrompida: Estudo mostra que meninas negras são vistas como menos inocentes do que meninas brancas da mesma idade


“Meninas negras precisam de menos proteção, acolhimento, são mais independentes e sabem mais sobre sexo do que as meninas brancas”. Dados de uma pesquisa americana mostram que adultos veem meninas negras como menos inocentes e com mais características de adultos do que meninas brancas da mesma idade. O estudo foi realizado pelo The Georgetown Law Center on Poverty and Inequality, que estuda questões de pobreza e desigualdade e que somou ao estudo, questões como o estereótipo que cercam garotas e mulheres negras para analisar os resultados.

Foram entrevistados 325 adultos de várias etnias, escolaridade, residentes em várias regiões americanas, sendo 74% dos entrevistados pessoas brancas, 62% mulheres e 30% entre 25 e 34 anos de idade.

Unesp aprova uso de nome social por pessoas trans


A Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) aprovou na última quinta-feira, 29, o uso de nome social para transgêneros na instituição. Em nota, a universidade denominou a decisão como pioneira entre as universidades públicas paulistas.

Além de alunos e professores, a resolução inclui pós-docs, servidores temporários, visitantes e participantes de eventos. No entanto, a medida não permite a mudança do sobrenome “como o uso de algum nome famoso ou artístico, pois distorceria o princípio da lei que é a dignidade e o constrangimento do nome civil”.

A Unesp esclarece que, internamente, só o nome social será usado, mas em documentos para uso externo haverá tanto o nome social quanto o civil.

Daniela Cardozo Mourão, professora da Faculdade de Engenharia da Unesp de Guaratinguetá, avalia que a aprovação é um “grande marco para os direitos humanos na universidade”. “A implementação do nome social mostra que a Universidade não aceita a discriminação e que está atenta às minorias”, disse ao site da instituição.

Reforma trabalhista terá batalha final no plenário do Senado


Última etapa antes do plenário, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) sobre o projeto de lei (PLC 38) de "reforma" da legislação trabalhista, depois de quase 14 horas de sessão nesta quinta-feira, das 10h10 até pouco antes da meia-noite. Foram 16 votos a favor e 9 contra, com uma abstenção. Mesmo com Michel Temer denunciado pelo Ministério Público, o que foi constantemente lembrado durante a sessão, a base governista conseguiu ainda aprovar requerimento de urgência para o texto, que segue para o plenário (confira, ao final do texto, o voto de cada senador na CCJ).

Durante todo o dia, a oposição tentou ganhar tempo, depois de não conseguir adiar a votação. Seis senadores apresentaram votos em separado, cinco deles pela rejeição do PLC 38. Lasier Martins (PSD-RS) votou pela aprovação, mas com emendas. Mas o governo insistiu na estratégia de não considerar emendas, para evitar retorno à Câmara. Nas três comissões pelas quais o projeto passou (Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais e CCJ), foram quase 700.

Estupros aumentam 38% no estado de São Paulo em um ano


A cidade e o estado de São Paulo registraram queda no número de homicídios e aumento nos números de estupros, latrocínios e roubos de carga em maio deste ano comparado a maio de 2016, segundo dados da criminalidade divulgados na tarde desta segunda-feira (26) pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

Foram 225 casos de estupros na capital, número maior que os 184 de maio de 2016 (aumento de 22,3%). Já no estado foram 943 casos, contra 683 em maio do ano passado (aumento de 38%).

O número de vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte) subiu 50% na Capital (passando de 10 no ano passado para 15 neste ano) e 16,1% no estado (saltando de 31 para 33).

O roubo de cargas também registrou alta em maio: 31,8% na Capital e 37,2% no estado em relação a maio do ano passado.

O número de casos de homicídios registrou queda 29,7% em maio na capital e 5,1% no estado.

O número de vítimas de homicídio também teve redução na capital paulista com 14 vítimas a menos em maio de 2017 em relação ao mesmo mês de 2016, queda de 21,8%.

A “crise” da Previdência é mais uma balela


Foto Sato do Brasil 28/04/2017

por Cesar Locatelli

Abong e associadas lançam projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática


A Abong, em parceria com suas associadas CAMP, CESE e CFEMEA, vai realizar na próxima terça-feira (27/06), o lançamento do Projeto Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática, cujo objetivo é apoiar processos de organização e articulação da sociedade civil brasileira, fortalecendo seu protagonismo na afirmação de direitos e da democracia.

Acesse aqui e aqui o convite e a programação da atividade respectivamente.