Reino Unido proíbe anúncios que fomentam estereótipos de gênero


O tipo de anúncio que mostra uma mulher empenhada na limpeza da casa enquanto o companheiro se dedica a assuntos mais tonificantes será proibido no Reino Unido, a fim de erradicar os estereótipos de gênero. “Esse retrato, que responde a cânones obsoletos, tem um custo para as pessoas, a economia e a sociedade”, afirma a Autoridade de Padrões Publicitários (ASA, em inglês) sobre as novas diretrizes que começará a aplicar no setor em 2018.

Isso não significa que imagens como a de uma mulher em plena tarefa doméstica ou a de um homem que é o faz-tudo em matéria de encanamento e trabalhos manuais desaparecerão da TV e dos outdoors. Mas a ASA considera inaceitáveis as cenas em que a mulher assume a única responsabilidade pela limpeza ou que retratam os homens como incapazes de utilizar um pano de chão e de lidar com as necessidades das crianças. A entidade também considera “problemáticos” os anúncios que atribuem atividades diferenciadas para meninos e meninas.

Governos utilizam 'tropas cibernéticas' para manipular redes sociais


As redes sociais, como o Facebook e Twitter, são manipuladas por governos, por meio de tropas cibernéticas, para direcionar a opinião pública, disseminar desinformação e controlar críticas. A afirmação se baseia em um relatório produzido Universidade de Oxford.

Segundo o estudo, ao menos, 29 países utilizam a estratégia de influência política virtual, tanto em governos autoritários, quanto em eleitos democraticamente. Samantha Bradshaw, autora principal do relatório, afirma que as pessoas ainda não perceberam este método de atuação do Estado. "Nas redes sociais há campanhas de propaganda muito mais fortes e potencialmente mais efetivas do que no passado. Trata-se de algo muito mais escondido", disse, em entrevista à Bloomberg.

Portal oferece formação em empreendedorismo para mulheres das periferias


A Asplande – Assessoria e Planejamento para o Desenvolvimento lançou, neste ano, o portal Mulheres em Rede Compartilhando Saberes. O portal oferece formação através de vídeo-palestras, blog de notícias e dicas a partir de trajetórias de mulheres que inspiram. O público-alvo são mulheres empreendedoras de periferias de todo lugar, mas tem foco na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A formação é desenvolvida por meio de três eixos: formação com cursos e palestras sobre diferentes temas; articulação em rede com reuniões mensais e encontros e rodas de conversa online; e plantões de atendimento para atender às demandas específicas de cada empreendedora durante e após a formação. A formação é gratuita e os/as formadores/as são professores/as e estudantes voluntários/as. O projeto tem parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Atados, Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Vozes pelo aborto


Crédito: Brady HallDiana engravidou há 25 anos, quando estava prestes a ir à faculdade. Ela não planejava ter um filho. E não teve. “Tive a sorte de morar no estado de Nova York e 1973 foi o primeiro ano que o aborto tornou-se legal.” Jordan também realizou o procedimento anos atrás: “Naquela época, não sabia o que fazer comigo mesma, estava em um relacionamento tóxico, infeliz e sem dinheiro”. Carmela fez um aborto aos 21 anos e outro dois anos depois: “Hoje tenho dois filhos e posso cuidar deles porque os tive quando estava pronta”. Esses e outras centenas de depoimentos foram publicados em vídeos ou em relatos escritos no site Shout Your Abortion, projeto norte-americano que tem como objetivo romper o silêncio e o preconceito que cerca o aborto. “Discutia sempre sobre direitos reprodutivos com mulheres à minha volta, mas raramente falávamos sobre nossas experiências com o aborto”, lembra Amelia Bonow, criadora do SYA, à Tpm.

Redução de Jamanxim subsidiará grileiros em mais de meio bilhão


A redução da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, seguindo as regras da recém-sancionada MP da regularização fundiária (759), vai oferecer a um subsídio de até R$ 605 milhões aos produtores rurais, além de grileiros, que hoje ocupam ilegalmente a área pública da Amazônia, revela cálculo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon.

Para chegar a esse valor, os pesquisadores Paulo Barreto e Elis Araújo, do Imazon, consideraram como base o valor de mercado de um hectare na cidade de Novo Progresso, no Pará: cerca de R$ 1.800. O número foi comparado com a tabela de valor de propriedade do Incra, que segundo a MP deve ser usada como referência para a venda: R$ 672 o hectare naquele mesmo município. A MP, no entanto, impõe que o governo receba entre 10% e 50% do valor dessa tabela, o que significa que o hectare sairá pelo valor mínimo de R$ 67 e pelo valor máximo de R$ 336. Considerando o preço de R$ 1.800, a regularização fundiária poderá ser feita por até 3,72% deste valor.

“Mandar nude não é crime; divulgar fotos sem consenso é”, diz promotora


Após uma suposta traição de Blac Chyna, sua ex-mulher, Rob Kardashian (irmão de Kim e Kylie Jenner) resolveu se vingar e divulgou fotos dela nua e foi banido pelo Instagram. No Brasil, o famoso “revenge porn” (pornografia de vingança, em português) está enquadrado na categoria de crime contra honra. A prática de expor as ex-parceiras com o intuito de destruir a imagem dessas mulheres demonstra o machismo enraizado na sociedade. Então, como é possível se defender desse abuso que vem de alguém em que você confiava e causa danos físicos, emocionais e até patrimoniais?

Michel Temer sanciona 'MP da Grilagem'


O presidente Michel Temer sancionou, na tarde de ontem (11/7), a Medida Provisória (MP) 759/2016, que prevê a regularização fundiária de áreas urbanas e rurais e também altera a legislação da reforma agrária.

A norma foi sancionada sob a alcunha de Programa Nacional de Regularização Fundiária, mas ficou conhecida como “MP da grilagem” por permitir a legalização massiva de áreas públicas invadidas, abrindo caminho ao agravamento do desmatamento e dos conflitos de terras, principalmente na Amazônia (leia mais). Ela ainda retira exigências ambientais para a regularização fundiária, o que também deverá estimular o desflorestamento (leia aqui).

O Julho Negro 2017 terá ações do dia 17 a 21 de julho


O Julho Negro é uma articulação protagonizada pelos movimentos de Mães e Familiares Vítimas do Estado Brasileiro: Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência, Mães de Maio de SP, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos,Mães Vítimas da Chacina da Baixada com a adesão e apoio  do Fala Akari, Coletivo Papo Reto , União Social dos(as) imigrantes Haitianos(as),Fórum de Juventudes RJ ,Movimento Moleque, Comitê Nacional Palestino – BDS, Ação Direta em Educação Popular – Mangueira,Fórum Grita Baixada e Centro dos Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu com o movimento/campanha dos Estados Unidos da América Black Lives Matter(Vidas Negras importam), que desde o ano passado vem estabelecendo um diálogo e ações entre Brasil – EUA sobre Militarização e Racismo


Do Facebook

O Julho Negro na sua edição 2017 terá ações do dia 17 a 21 de julho.Nesse ano estamos ampliando a articulação Internacional de luta contra o racismo e militarização das vidas com a participação de mães e familiares vítimas da Palestina, do México e da Associação de Haitianos do Brasil.