Gestão Doria fecha períodos integrais na educação infantil e preocupa pais


A gestão do prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), decidiu encerrar o atendimento em período integral de três escolas de ensino infantil – crianças de 4 e 5 anos – na Diretoria Regional de Ensino (DRE) do Ipiranga, sem qualquer diálogo com as famílias que hoje são atendidas. Com isso, em 2018, as crianças passarão a frequentar as aulas somente no período da manhã ou da tarde e muitos pais reclamam de não ter com quem deixar os filhos durante o período em que deixarão de ser atendidos pela rede municipal. A medida contradiz o discurso de Doria na campanha eleitoral, quando prometeu expandir o ensino integral.

Deseducar para controlar – A ignorantização como projeto de poder


Por Guilherme Lima

Nestes dias tão conturbados em que presenciamos e vivemos cataclismos políticos e sociais tão evidentes, a figura do autômato descrita pelo Filósofo e Historiador Alemão Walter Benjamin me veem a cabeça. Em seu texto Conceitos Sobre História, assim ele descreve este ser: “Conhecemos a história de um autômato construído de tal modo que podia responder a cada lance de um jogador de xadrez com um contra lance, que lhe assegurava a vitória. Um fantoche vestido à turca, com um narguilé na boca, sentava-se diante do tabuleiro, colocado numa grande mesa. Um sistema de espelhos criava a ilusão de que a mesa era totalmente visível, em todos os seus pormenores. Na realidade, um anão corcunda se escondia nela, um mestre no xadrez, que dirigia com cordéis a mão do fantoche.”

Ufopa lança guia para enfrentamento de racismo institucional


Para combater todas as formas de discriminação e preconceito no cotidiano universitário, a Ufopa lança o guia “Racismo na Universidade? Orientações para promoção da igualdade étnico-racial e superação do racismo” no dia 22 de setembro de 2017. O lançamento será às 8h30 no Auditório Wilson Fonseca, na Unidade Rondon, e contará com a participação de representantes negros e indígenas de estudantes e professores.

Realizada pela Diretoria de Ações Afirmativas, vinculada à Pró-Reitoria de Gestão Estudantil (Proges), a publicação faz parte das ações previstas no Plano Decenal e na Política de Ações Afirmativas e Promoção da Igualdade Étnico-Racial. A proposta tem como objetivo contribuir para a defesa dos direitos humanos, a promoção da diversidade cultural e a garantia dos direitos das minorias.

Centrais fazem ato em defesa dos servidores e serviços públicos nesta 6ª feira


As centrais sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central, Intersindical e Pública realizam nesta sexta-feira (15) um ato unificado em defesa dos servidores e do serviço público de São Paulo, na Praça da República, a partir das 17h.

A atividade faz parte do calendário de lutas das centrais e demais entidades sindicais do serviço público que, na última reunião do Fórum do Funcionalismo Público de São Paulo, no início deste mês, aprovaram também uma paralisação do conjunto dos servidores no dia 27 de outubro.

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo destacou que, diante da atual conjuntura, com o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, privatizações e a reforma Trabalhista - que entra em vigor a partir de novembro -, é fundamental a unificação da luta. “Conseguimos reunir a maior parte das entidades representativas do serviço público. Isso é importante não apenas para o fortalecimento da luta dos servidores, mas também na defesa da população que depende do serviço público e sofrerá com a falta de investimento na saúde, educação, transporte e segurança.”

CDR pede celeridade no processo de consulta pública do CGI.br


Coalizão Direitos na Rede14-9-2017
À Secretaria Executiva do CGI.br

As entidades integrantes da Coalizão Direitos na Rede vem solicitar ao Comitê Gestor da Internet no Brasil informações sobre os procedimentos a serem adotados para encaminhar a decisão tomada, na última reunião do CGI.br, sobre a realizacão da consulta pública "Acerca da modernização da estrutura de governança da Internet brasileira".

Mães denunciam uso da Lei de Alienação Parental para silenciar relatos de abuso sexual de crianças


Ariane Leitão (esq.) fala durante o ato realizado diante do Tribunal de Justiça (Foto: Maia Rubim/Sul21)“Se nos calamos, somos coniventes. Se denunciamos, somos alienadoras”, resumia, em poucas palavras, um cartaz de uma das participantes da manifestação de mães e mulheres diante do Tribunal de Justiça, no início da tarde desta terça-feira (12), contra aplicação da Lei de Alienação Parental (LAP) (12.318/10). Sancionada em 2010, a lei tinha o espírito de, em casos de separação, manter o convívio de pais e mães com as crianças fruto da relação. Ela classifica como alienação parental a interferência psicológica, por parte de um dos genitores, que “repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.

CGI.br prepara consulta pública para o aprimoramento do modelo multissetorial de governança da Internet no Brasil


CGI.br

Nota da editoria: O governo federal lançou unilateralmente uma consulta pública para reformular a estrutura do CGI.br, sem a participação deste. Em resposta a reações negativas da sociedade, o CGI.br, em reunião de 18/8/2017, decidiu por consenso (incluindo os nove representantes de governo) iniciar uma nova consulta a partir de 8/9/2017, data em que o governo repassaria ao CGI.br os resultados de sua consulta para consolidação e preparação de nova consulta. Conforme a resolução respectiva (em anexo em PDF ao final do texto), a Secretaria Executiva do CGI.br preparou um roteiro para a nova consulta, que foi embargado pelo governo, adiando o processo pelo menos até a próxima reunião do CGI.br no final de setembro. O roteiro foi postado no portal do CGI.br e retirado alguns dias depois, em 13/9. Como contém uma contribuição relevante a esse processo, reproduzimos o documento, bem como a resolução que o motivou.

Engenheiros aprovam carta em defesa da democracia, da soberania nacional e da engenharia


Carta de Curitiba

No marco dos 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil e da Revolução Russa, nós, engenheiras e engenheiros reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), manifestamos a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora.

Fizemos o maior Congresso da história, com mais de 300 participantes, além da maior delegação de mulheres e de estudantes, frutos da construção do Coletivo de Mulheres da Fisenge e do Coletivo Nacional de Estudantes, em diversos estados.

Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos.

TRF4 julga José Dirceu hoje


O julgamento da apelação de José Dirceu, ao Tribunal Regional Federal 4a região será hoje (13/09). É importante lembrar que a Ação Penal 470, que ficou conhecida como o Mensalão, foi o início de todas as ilegalidades cometidas pelo Legislativo e pelo Judiciário no golpe de Estado em curso no Brasil.

Como as investigações e quebras de todos os sigilos possíveis de José Dirceu não revelaram nenhuma ação ilegal, o ministro Joaquim Barbosa lançou mão do “Domínio do Fato” para condená-lo. “Como ele era o chefe tinha que saber o que estava sendo feito.” Não provaram, mas retiraram José Dirceu da vida pública e retiraram sua liberdade.

As palavras da ministra Rosa Weber, assumindo a ausência de provas contra ele, foram “Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”.

O texto que segue avalia o preço que pagamos por nosso silêncio.

O preço do silêncio*