Nossa história não começa em 1988! Marco Temporal não!


No dia 16 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará três ações que podem ser decisivas para os povos indígenas no Brasil. As decisões dos ministros sobre o Parque Indígena do Xingu (MT), a Terra Indígena Ventarra (RS) e terras indígenas dos povos Nambikwara e Pareci poderão gerar consequências para as demarcações em todo o país. Por isso, os indígenas reforçam, a partir de hoje, uma série de mobilizações por seus direitos.

UM DIA PARA LEMBRAR E AGIR


Ação da Cidadania20 anos sem Betinho, Um Dia de Cidadania
12 de agosto, sábado, a partir das 11:00 - No evento em memória de 20 anos da morte do nosso saudoso Betinho, durante todo o dia, o Galpão da Ação da Cidadania será ocupado com diversas atividades para entreter todas as faixas etárias.

Campanha: Nenhum Quilombo a Menos


CONAQEm agosto, o futuro de milhões de quilombolas será decidido no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2004, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF, questionando o decreto 4887/2003 que regulamenta a titulação das terras dos quilombos. O julgamento se estende desde 2012 e será retomado no dia 16 de agosto. Todos os títulos de quilombos no país podem ser anulados. O futuro das comunidades está em perigo. Novas titulações não serão possíveis sem o decreto. Mais de 6 mil comunidades ainda aguardam o reconhecimento de seu direito. As comunidades quilombolas são parte da nossa história, do nosso presente e também do nosso futuro.

Temer e deputados derrotam democracia mais uma vez, diz cientista política


A vitória do presidente da República, Michel Temer, na votação da Câmara dos Deputados favorável ao relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), e contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República, significa mais um duro revés sofrido pelo regime democrático brasileiro, diz a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos. "Para a democracia do país é uma grande derrota".

Para ela, com a votação desta quarta-feira (2), Temer se fortalece no Congresso e pavimenta o caminho de sua manutenção pelo menos até as eleições de 2018. "Fortalece também as investidas do grupo que está no poder, para tentar continuar as reformas, principalmente a da Previdência, ou pelo menos algum tipo de reforma da Previdência."

A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: Um olhar desde a sociedade civil


Está previsto para acontecer entre os dias 16 e 18 de agosto, em São Paulo (SP), o seminário nacional “A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: Um olhar desde a sociedade civil”. O evento está sendo preparado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) junto às suas associadas Centro de Assessoria Multiprofissional (Camp), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea); pelo Iser Assessoria; e pela Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil.

“Será uma oportunidade para reunir movimentos e diversidade. Esta atividade está articulada com todos os processos que as frentes [Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente pelas Diretas Já] vêm fazendo. Pretendemos fazer a reconstrução de uma estratégia de enfrentamento”, afirma Mauri Cruz, diretor executivo da Abong.

Vem aí mais uma edição do Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe


A 14ª edição do Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Eflac), organizado pelo Cotidiano Mujer – coletivo uruguaio dedicado à comunicação e aos direitos humanos -, está marcado para acontecer entre os dias 23 e 25 de novembro, em Montevidéu, capital do Uruguai.

O encontro tem como principal objetivo, a partir da incorporação dos direitos humanos das mulheres, contribuir com o fortalecimento da democracia na América Latina. “Ele representa uma potente referência regional de trocas feministas da América Latina e do Caribe, dos problemas existentes, das práticas desenvolvidas pelos diferentes feminismos, assim como da construção de estratégias em comum”, afirma Maria do Socorro Almeida, membro da Comissão Organizadora do Eflac.

Evento discute desafios para promoção dos direitos sexuais e reprodutivos na escola


O seminário Educação, gênero e sexualidade: desafios e boas práticas para o combate às desigualdades, propõe uma discussão sobre os desafios e oportunidades para se promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos entre adolescentes e jovens, afirmar a diversidade, e combater as desigualdades em diferentes contextos de aprendizagem.

Como resultado da experiência da Viração Educomunicação com as metodologias da educomunicação e da educação entre pares, o evento apresenta também ferramentas estratégicas para a promoção dos direitos sexuais entre adolescentes e jovens, e do debate sobre gênero e sexualidade no cenário atual.

O evento é gratuito e acontece no dia 01 de agosto, das 14h às 18h, na Escola de Ciências do Trabalho do DIEESE, Rua Aurora, 957, próximo à estação República.

O vocabulário feminista que todos já deveriam estar dominando em 2017


Se você acredita na igualdade entre homens e mulheres, você é feminista. Por mais evidente que deveria parecer a esta altura, o equívoco na hora de definir o feminismoacaba dando origem a frases como “não acho que é preciso ser feminista nem machista, porque os extremos nunca são bons nem para um lado nem para o outro” (pronunciada pela celebridade espanhola Paula Echevarria) ou “esqueçamos o machismo, o feminismo, ou a puta que o pariu” (Cristina Pedroche, mais uma celebridade espanhola). Qualquer dicionário explica que “o feminismo é a ideologia que defende que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens”. Isso esclarecido, passamos a definir outros conceitos que podem ser utilizados sobre o feminismo e que continuam suscitando interrogações:

Pesquisadora de gênero denuncia ‘movimento neoconservador’


“Após o fim da ditadura e a promulgação de Constituição de 1988, quando havia a sensação de que estávamos indo em direção à afirmação de direitos relacionados a gênero, assistimos, nos últimos anos, a um contramovimento que instalou o que chamo de neoconservadorismo. É mais que a volta do conservadorismo, é um movimento declarado, que ganha visibilidade porque está instalado no Congresso Nacional”, afirmou, na tarde desta quarta, 19, a antropóloga e pesquisadora Lia Zanotta Machado, da Universidade de Brasília (UnB).

Ela participou de mesa sobre Gênero, desigualdades, educação e justiça, ao lado das também antropólogas e professoras Regina Facchini Pagu, da Unicamp, e Rozeli Porto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.