Xinguanos protestam contra indicação política na Saúde


Xinguanos ocupam pacificamente o Dsei de Canarana (MT) desde o dia 25 de agosto|Kamikiá KisêdjêOs indígenas do Território Indígena do Xingu (TIX) exigem a revogação imediata da Portaria nº 2.058, que exonerou a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena, Alessandra Santos Abreu, indicada por eles no ano passado. Para o lugar dela foi nomeada Creusa Lopes Farias no lugar. Os indígenas alegam que a nomeação tem cunho político e que ela não é apta para o cargo.

Belo Horizonte: A Ocupação está de volta contra políticas higienistas


Dezenas de coletivos autônomos de Belo Horizonte se mobilizaram para organizar um ato político e cultural nesse domingo, 27 de Agosto. A Ocupação 9 – A Rua Vive! contará com 12 horas de programação para diversos públicos, contando com atrações musicais, performances teatrais, aulas e oficinas, além de brincadeiras infantis. “Esperamos uma festa maravilhosa no domingo” disse Nathalia Orleans Barcelos, ativista do movimento Viaduto Livre e uma das colaboradoras desta edição de A Ocupação. “Temos muita gente somando, muita gente querendo fazer acontecer e buscando que algo diferente aconteça na cidade”,

No apagar das velas


Age na calada o que destrói. Época de grandes atentados, não seria diferente com a floresta. A Reserva Nacional do Cobre foi extinta entre Amapá e Pará. Tumucumaque, Paru, Maicuru, Jari, Cajari, Iratapuru, Waiãpi; tudo vivo inibe agora ao metal para moeda, minérios para receitas, é necessário suprir o déficit.

Na noite o corpo habita outras formas nos dias desse momento, não sabemos se é o porte ou a luz que inibe o tom das cores, mas ao breu e seus ardis se mostra, em economia, o país . Temer desregula o que se mantinha ao resguardo, quer em golpe comercializar o ouro da terra.

Nos anos 80 uma geração pedia demarcação. Agora no século 21 desmarcam. Por que retrocedemos tão rapidamente em noite fria?

Em vigília guarda o índio o fogo. O silêncio nos congela.

Decreto 9142/17: https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/491144356/decreto-9142-17

Sistema político inviabiliza eleição de negros para cargos legislativos


Para alguém que entra numa câmara legislativa, o Brasil nem parece o que de fato é: um país complexo, composto de uma ampla população de diferentes etnias. A representatividade de indígenas, negros e mulheres no poder é bastante reduzida. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e a Câmara de Vereadores da capital paulista são um bom retrato desse quadro – mesmo que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de negros e indígenas no Estado seja de 37% do total.

Empresas saem do armário e adotam políticas voltadas para LGBTs


Formado em Engenharia e funcionário da área de TI, Marcos Sato, 28 anos, sabe o que é não poder ser ele mesmo no ambiente de trabalho. Aos 21 anos, assumiu para si ser gay, mas passou alguns anos dentro do armário corporativo, por não saber como seus chefes e colegas reagiriam.

“Quando você está dentro do armário, tem medo de ser julgado e de não conseguir promoções. As pessoas precisam olhar para isso, porque o profissional deixa de entregar tudo o que poderia, já que tem essas preocupações na cabeça”, diz ele, relatando que deixava de agir naturalmente e pulava os convites de happy hour por receio de represálias caso descobrissem sua orientação sexual.

“Eu namorava, mas sempre chamava ele de ela. Também cortava um pouco da intimidade com os meus pares por medo de descobrirem”, conta Sato.

Ciência no Brasil pode estar perto de sua meia-noite


Fonte: CBPF  (16/08/2017)

Em 1947, o Boletim dos Cientistas Atômicos estampou em sua capa um relógio prestes a marcar meia-noite, para ilustrar o quão perto a humanidade estava de uma catástrofe de ordem planetária – à época, imposta pelo avanço das armas nucleares. Nos últimos 70 anos, o 'relógio do dia final’, como ficou conhecido, atrasou ou adiantou alguns minutos, segundo ameaças de conflitos ou avanços rumo a um mundo mais pacífico.

Em 2017, o relógio da ciência brasileira também está se aproximando de sua ‘meia-noite’. E as consequências imediatas – e, principalmente, por incertas, as futuras – serão certamente graves não só para a comunidade científica do país, mas também para o governo e, sobretudo, para a sociedade.

Urgências e resistências na sociedade civil


Cândido Grzybowski (*)

Nesta minha crônica semanal decidi compartir indagações que me fiz durante os três dias de um importantíssimo seminário de caráter nacional promovido pela ABONG e parceiros, em São Paulo, na semana que passou. O seminário “A agenda das resistências e as alternativas para o Brasil: um olhar desde a sociedade civil" (arquivo anexo abaixo) contou com cerca de 70 participantes de movimentos sociais, organizações e redes. Dada a conjuntura de crise e de um horizonte turvo, encontros assim são oportunidades fundamentais para compartir análises e angústias, fortalecer-se mutuamente e buscar saídas. Afinal, como disse o ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra – convidado para integrar uma mesa denominada aula pública do evento, realizada na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, no dia 17, quinta feira, à noite: “A política é construir o bem comum de forma compartilhada”.

Cortes que ameaçam a pesquisa brasileira repercutem na mídia


Fonte: CBPF

O mês de julho foi um ponto de inflexão no que diz respeito à atenção da sociedade em relação à ciência feita no Brasil. Infelizmente, não pelas muitas conquistas dessa cultura – já dita a mais importante do século 20 –, mas pela grave crise que ela enfrenta no momento no país. Os principais veículos de comunicação noticiaram o impacto do recente contingenciamento de 44% do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que, somado aos cortes que se acumularam nos últimos anos, coloca as unidades de pesquisa federais no patamar que estavam em 2005.

Representantes dos movimentos sociais compartilham alternativas para o Brasil


No dia 17 de agosto, aconteceu a mesa “Os paradigmas do bem viver e dos bens comuns nas práticas das organizações populares e dos movimentos sociais no campo e na cidade”, onde diversos representantes dos movimentos sociais discutiram questões que tangem suas lutas, como a questão de gênero, indígena, social, racial e ecológica.

O evento tem relação com o Projeto Novos Paradigmas: pensar, propor, difundir, desenvolvido pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) em parceria com o Iser Assessoria e com a Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil, que tem como um dos objetivos a troca de experiências entre os movimentos e a sociedade civil para a produção coletiva de novos processos de desenvolvimento para a construção de uma sociedade socialmente igualitária, economicamente justa e ambientalmente sustentável.

Com Doria, ações se tornam mais violentas contra população em situação de rua


Desde que João Doria (PSDB) assumiu o cargo de prefeito de São Paulo, em janeiro passado, as ações de zeladoria se tornaram mais violentas. De acordo com o representante do Movimento Estadual da População em Situação de Rua no Estado de São Paulo, Robson Mendonça, até então a tropa de choque nunca tinha sido vista em ação contra morador de rua desarmado.

“No último fim de semana, tive o meu celular jogado no chão por policiais e fui levado para a delegacia.Temos que lamentar não só o massacre da Sé, mas todos os outros que ainda estão acontecendo contra nós”, reforçou. 

Vítima de uma ação truculenta da Polícia Militar de São Paulo no último sábado (12), onde foram queimados dezenas de barracos que estavam embaixo do viaduto Jaceguai, no bairro Bixiga, na região central da capital, Paula Suellen Oliveira Reis relatou que policiais militares, em parceria com funcionários da prefeitura, expulsaram os moradores de lá.